quinta-feira, novembro 10, 2005

Cuidado com a prostituição!

Uma campanha sem amor nem juízo

Leio no Correio da Manhã uma notícia sobre a morte de uma prostituta na região de Viseu, porque aceitava fazer sexo sem preservativo.
A campanha que se tem feito do uso do preservativo não atinge os objectivos porque promove um comportamento sexual desregrado e aumenta o desejo sensual. Daí que muita gente procure relações sem preservativo.
Creio mesmo que esse é o «calcanhar de aquiles» de tal propaganda. Se se fizesse ao mesmo tempo uma chamada de atenção para o desregramento que é ter relações com uma ou um qualquer - sem amor e juízo - talvez que os resultados fossem outros.
Depois culpam a Igreja por não embarcar em tais propagandas!
Na África, sabemos que a SIDA é uma epidemia. Mas quanto maior é a percentagem de católicos menor é a dessa doença. Em Portugal, quero crer que não são os católicos praticantes que procuram a prostituição. Ou estarei enganado?

12 comentários:

celia disse...

Quanto a mim, penso que quem é católico ou cristão a sério não vai por esse caminho.
Pelo menos, a Bíblia acautela-nos constantemente contrais tais desregramentos.
Célia Duro

Anónimo disse...

Aumenta o desejo sexual?
Como?!

Anónimo disse...

Como se costuma dizer, a prostituição é a mais velha profissão do mundo. Como se pode acabar com ela?!

Ver para crer disse...

Para se ver como a Bíblia abomina a prostituição, fiz uma procura por esta palavra e encontrei os seguintes textos:
(Levítico 19,29)
Não prostituas tua filha, para que a terra não se entregue à prostituição e não se encha de crimes.

(Levítico 21,9)
Se a filha de um sacerdote se desonrar pela prostituição, desonrará seu pai; e será queimada no fogo.

(II Reis 9,22)
Ao vê-lo, Jorão perguntou-lhe. Tudo vai bem, Jeú? Como poderá ir tudo bem, enquanto durar a prostituição e a magia de Jezabel, tua mãe?

(Jeremias 3,6)
No tempo do rei Josias, disse-me o Senhor: Viste o que fez Israel, a Revoltada? Andou pelas montanhas altaneiras e sob as árvores verdejantes, para entregar-se à prostituição.

(Ezequiel 23,35)
Pois, eis o que diz o Senhor Javé: porque tu me esqueceste e lançaste atrás das costas, carregarás tu também o peso de tua criminosa prostituição.

(Oseias 4,18)
Logo que cessam de beber, entregam-se à prostituição; seus chefes preferem a ignomínia.

(Oseias 5,4)
seu proceder não lhes permite voltar ao seu Deus, porque um espírito de prostituição os possui; eles desconhecem o Senhor.

(Oseias 6,10)
Vi horrores na casa de Israel: ali cresce a prostituição de Efraim, ali se mancha Israel.

(Miqueias 1,7)
Todos os seus ídolos serão quebrados, todos os seus ganhos de prostituição serão queimados no fogo; destruirei todos os seus ídolos, porque foram pagos com salário de prostituição, e em salário de prostituição serão convertidos.

(Apocalipse 17,4)
A mulher estava vestida de púrpura e escarlate, adornada de ouro, pedras preciosas e pérolas. Tinha na mão uma taça de ouro, cheia de abominação e de imundície de sua prostituição.

(Apocalipse 17,5)
Na sua fronte estava escrito um nome simbólico: Babilônia, a Grande, a mãe da prostituição e das abominações da terra.

(Apocalipse 19,2)
porque os seus juízos são verdadeiros e justos. Ele executou a grande Prostituta que corrompia a terra com a sua prostituição, e pediu-lhe contas do sangue dos seus servos.

Por aqui já se vê que a Igreja tem de lutar contra este pecado.
E se procurasse por palavras e expressões com significado equivalente, teria um número incontável de abominações de Deus por tal prática.
Tudo o que a fomente vai contra a humanidade e o pensar de Deus.

Surpreso disse...

Este seu post fez-me pensar no valor da posição da Igreja no que diz respeito ao preservativo.
Parece não tratar-se apenas do preservativo em si mas também dos efeitos secundários.
Segundo pressinto, a África deve ser muito católica para ter tanta Sida! Ou então são os hábitos de ter mais que uma mulher (poligamia)que estão na origem deste mal, acrescentados por uma falta grande de condições de higiene e saúde.
Gostava de saber a percentagem de catolicos desses países.

Manuel disse...

Percebo e até concordo com algumas das ideis subjacentes ao seu post. Mas näo posso deixar de considerar atrevidas algumas afirmaçöes. A primeira delas refere-se ao facto de, supostamente, os cristäos praticantes näo recorrerem à prostituiçäo.Talvez a prática cristä seja um factor inibidor do recurso à prostituiçäo, e esperamos que o seja, mas näo nos devemos iludir demasiado.
Por outro lado, näo conheço dados objectivos que fundamentem a afirmaçäo de que, em África, há uma correlaçäo positica entre o número de católicos e o número de infectados. Se os há, gostaria de ter acesso a eles... O que sei, isso sim, é que muitíssimos missionários católicos, a trabalhar em África, há muito que optaram por, na sua prática quotidiana, propôr e, inclusivamente, distribuir preservativos como meio necessário na prevençäo da sida. Aliás, é uma prática corrente, a que a hierarquia fecha os olhos precisamente pelo grau de gravidade da epidemia.

Ver para crer disse...

Caro Manuel Vieira
Baseei-me num artigo de Michael Cook, que pode ler em www.mecatornet.com/content/view/86/0/. Entre outras coisas refere:

«The role of Catholicism
Two such ideas run through all these criticisms. The first is basically this: African Catholics are so devout that if they have sex outside of marriage, dally with prostitutes or take a third wife, they will piously refrain from using condoms because the Great White Father told them not to. Ms Toynbee darkly invokes “the Vatican’s deeper power... its personal authority over 1.3 billion worshippers, which is strongest over the poorest, most helpless devotees.”

But she can’t have it both ways: these benighted dark-skinned Catholics can’t be both too goody-two-shoes to use condoms and too wicked to resist temptation. Journalist Brendan O’Neill — who describes himself as an ex-Catholic who has jettisoned Catholic teaching on sexual morality — sums up this patronising argument in the on-line journal Spiked: “The only reason you could believe the fantastically simplistic idea that Vatican edict = AIDS in Africa is if you consider Africans to be little more than automatons... who do as they are told” (8).

Superimposing maps of prevalence of AIDS on prevalence of Catholicism is enough to sink the link between the Catholic Church and AIDS. In the hospice which is Swaziland nowadays, only about 5 per cent of the population is Catholic. In Botswana, where 37 per cent of the adult population is HIV infected, only 4 per cent of the population is Catholic. In South Africa, 22 per cent of the population is HIV infected, and only 6 per cent is Catholic. But in Uganda, with 43 per cent of the population Catholic, the proportion of HIV infected adults is 4 per cent (9).

In fact, without the Catholic Church the situation might be much worse. The AIDS disaster in Africa weighed heavily on the Pope. Ten years ago he appealed to “the world’s scientists and political leaders, moved by the love and respect due to every human person, to use every means available in order to put an end to this scourge” (10). And Catholics have responded.

About 27 per cent of health care for HIV/AIDS victims is provided by Church organisations and Catholic NGOs, as even The Lancet has acknowledged (11). They form a vast network of clinics which reach the poorest, most remote and most neglected people in Africa.

These statistics suggest that the true story may be quite the opposite to the tune sung by the media: that Catholic observance may, in fact, be the best prophylactic».

Anónimo disse...

Gostava de entender o texto citado de Michael Cook. Não sei línguas. Os meus estudos foram de grau baixo. Agora que estou reformada, tenho-me interessado pela internet e gosto deste tema.
Maria Conceição Gomes

Ver para crer disse...

Cara Maria da Conceição:

Obrigado por vir até este blogue!

Quanto ao texto de Michael Cook, deixo aqui um resumo:

«Critica-se a Igreja Católica como se os católicos africanos e outros que não ouvem o Papa quanto ao abster-se de práticas pecaminosas de sexo fora do casamento o ouvissem se ele lhes recomendasse essas práticas com o uso do preservativo.
O jornalista Brendan O’Neill – um ex-católico que deixou o ensinamento da Igreja Católica sobre a moral sexual – resume este argumento paternalista na Revista on-line Spiked: «A única razão que nos levaria a acreditar na ideia, incrivelmente simplista, que o ensino do Vaticano a este respeito significaria Sida em África, é considerar os africanos como pouco mais que autómatos… que fazem o que lhes dizem para fazer.»
Depois o autor refere números. Na Suazilândia em que metade da população está infectada, só cerca de 5% da população é católica. No Botswana, onde 37% da população adulta tem Sida, apenas 4% da população é católica. Na África do Sul, 22% da população contraiu esta doença e apenas 6% é católica. E no Uganda, com 43% da população a professar a religião católica, a proporção dos adultos com Sida é de 4%.
E continua. «Há dez anos o Papa pediu aos cientistas do mundo e aos políticos, para usar todos os meios disponíveis a fim de acabar com esta chaga». Mas pouco fizeram.
Por isso, cerca de 27% da assistência às vítimas da SIDA ainda é da responsabilidade de organizações da Igreja Católica, tal como refere a revista «The Lancet.» Clínicas de saúde da Igreja chegam até às pessoas mais pobres, mais longínquas e desamparadas da África.
A história contada por muitos meios de comunicação terá de ser invertida. É a acção da Igreja e seu ensino que mais preserva a saúde das pessoas, mesmo no que diz respeito à SIDA.»

Anónimo disse...

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Anónimo disse...

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Anónimo disse...

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