sábado, julho 30, 2005

A riqueza da Igreja

Parabéns ao padre do Confessionário.
Escreve bem. Nunca diz tudo, ficando algo em suspenso, e consegue atrair os leitores, colocando-os frente a posições polémicas. Por mim nada de especial me atrai em Fátima, a não ser mesmo a atracção que este lugar consegue fazer. Vêm pessoas de todas as mentalidades religiosas e culturais, desde o Opus Dei aos grupos e teólogos mais progressistas. Gosto de uma Igreja assim: aberta a todos, cultos e analfabetos, pobres e ricos, mais tradicionais ou abertos à novidade.
Sou um homem de fé que procuro levar para a vida, mas chega-me a minha casa e a minha igreja paroquial para a expressar na oração e contemplação.
Mas nada me fere que outros a vivam de outro modo e com sinais mais fortes ou exteriorizados. Por isso aceito esta variedade de grupos orantes na Igreja de Cristo. O que me custa aceitar é a indiferença ou o erro. E ainda mais: a injustiça e a opressão dos outros.

terça-feira, julho 26, 2005

Pressões para quê?!

Nove mulheres ordenadas

Há pessoas que ainda não entenderam que ninguém muda ninguém e que a teimosia só atrasa a resolução do que quer que seja. Ou então servem-se disto para atacar a Igreja a que dizem pertencer.
A mim não me repugna nada que haja mulheres sacerdotes. Mas não acho bem que quem diz querer servir a Igreja use estes meios para impor a sua opinião. A Igreja Católica tem dois mil anos e não vai ceder a pressões. Coisas assim só atrasam.
Diz a notícia que «nove mulheres norte-americanas foram ordenadas padres, ontem, no Canadá, desafiando assim o Vaticano, que se opõe, vigorosamente, à ordenação das mulheres».
«A cerimónia, uma estreia na América do Norte, decorreu num barco no rio Saint-Laurent, entre a província de Ontário e os EUA. A escolha daquele local deve-se ao facto de não se encontrar sob a jurisdição de qualquer diocese. Assim, o Vaticano intervém directamente.
As nove americanas foram ordenadas também por mulheres que, por seu turno, haviam sido ordenadas, no Danúbio, entre a Áustria e a Alemanha, em 2002».

Veja no Jornal de Notícias

sábado, julho 23, 2005

Letras com garfos

Se eu fosse muçulmano convicto, também seria fundamentalista (2)

«A democracia é a aplicação do sistema capitalista baseado na separação da religião da vida pública. Essa visão emana da sua impiedade, e portanto, está formalmente proibida pela
Sharia. A liberdade é totalmente contrária ao Islão, porque somos escravos de Deus e do seu profeta Maomé.»Transcrição de um texto lido num programa de televisão “Al charia wal hayat” (Sharia e a Vida), numa estação de televisão “moderada” como é a Al Jazzira. »

«Tirei» este texto do blog
www.letrascomgarfos.net porque ele nos ajuda a ver a posição dos muçulmanos perante o nosso mundo ocidental que mesmo para os cristãos é difícil de aceitar.
E eles não têm no seu «LIVRO» a posição de Jesus sobre a mistura de política e religião: «Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus».

quarta-feira, julho 20, 2005

Filhos dos pais ou do Estado?

Nem o comunismo chegou tão longe!
Albino Almeida, presidente da CONFAP - Confederação Nacional de Associações de Pais, afirmou, num canal de televisão, que "temos que assumir, entre todos nós, que os filhos são biologicamente nossos, mas socialmente de toda a comunidade", tentando, assim, justificar que deve ser o Estado a definir o "modelo educativo", restando aos pais o simples papel de "produtores de crianças."
Vejam, e ouçam.

E se os pais estiverem de acordo dêem-lhe o seu voto de confiança. Por mim não estou!

segunda-feira, julho 18, 2005

Extremismos

Por causa do preservativo

Segundo informa o Correio da Manhã, o Padre Feytor Pinto tem sido vítima de ataques por defender o uso do preservativo no caso de alguém estar contaminado com Sida. E no Domingo foi mesmo atacado por um mendigo por ter dito na Missa que não dessem esmolas aos muitos pedintes que os abordam mas os encaminhassem para o Centro Paroquial que lhes facilitaria comida.
Não sei se é pior a agressão física ou a pretensa censura moral. Vinda de quem vem aquela parece-me ter mais atenuantes.
Não conheço pessoalmento o agredido nem os que dizem que o vão denunciar ao Chefe da Igreja, Bento XVI) mas penso que estes querem ser mais papistas do que o Papa. Primeiro está sempre a saúde e a vida, só depois podemos falar no uso moral ou imoral do preservativo.
Que alguém use este para ter uma vida sexual desregrada, acho mal. Que se use para se defender ou defender outros da Sida ou doutras doenças acho correcto. E não duvido que este é o pensar do Papa e da Igreja Católica nos seus membros mais responsáveis.

sexta-feira, julho 15, 2005

A propósito

Bem lembrado, J. Costa

"É impossível compreender alguma coisa sem amar".
Goethe

terça-feira, julho 12, 2005

Aborto em tribunal

Obrigado mamã!




É uma das coisas que não entendo. Que haja pessoas lutando pelo aborto. Sei os seus argumentos: a liberdade da mulher sobre o seu corpo e sobre quais os seus filhos que devem ter vida.
Quem me vai dizer que são apenas um apêndice que se gerou no seu corpo?
Convido cada leitor a imaginar que a sua mãe foi pressionada a abortá-lo. Sim a abortá-lo a si mesmo. E que ela teve coragem de dizer não.
Imagino que todos os defensores do "SIM ao aborto" mudariam de ideias sobre tal acto se tivesse estado em causa a sua própria pessoa.
É isto mesmo que nos conta – e canta! – um jovem actor e cantor de "rap", Nick Cannon, na sua última canção "Can I live?" (Posso viver?). Nesta canção narra como sua mãe desistiu de praticar um
aborto e permitiu que nascesse em 17 de Outubro de 1979.
A canção foi lançada com um comovedor vídeo, no qual um homem leva uma jovem assustada a uma clínica abortista e encontra na porta um protesto de activistas pró-vida. A adolescente, que representa a mãe do Cannon, atravessa o grupo entre "placards" nos quais se pode ler: "A vida é um direito".
Nick conta a história de sua vida, a "história de amor", como ele mesmo afirma no canto, que lhe permitiu existir desde que sua mãe optou pela vida. "Veja-me enquanto sonha, então não pode matar seus sonhos. 300 dólares é o preço duma vida. O quê?! Mamã, eu não gosto desta clínica. Com sorte, tomará a decisão correcta, espero que não decida pela faca", diz a letra.
Nick entende a situação que sua mãe atravessa: a vergonha e o temor por ter um novo ser sendo tão jovem. "Só tenho dois meses. Ela trata de me esconder em suas roupas que já cresceram três tamanhos. (…) Seus amigos a olharão dum modo estranho, mas olha, mãe, só te tenho amor e respeito. Obrigado por me ter. Deixou-me viver". A actriz Tatyana Ali, conhecida por seu papel de Ashley na série The Fresh Prince (O Príncipe do Rap) e que também nasceu em 1979, é quem encarna a adolescente, mãe do Nick, no vídeo.
Cannon termina a canção comentando que a única coisa que está fazendo é "contar sua história". A verdadeira mãe do Nick aparece ao final do vídeo, abraçando-o enquanto ele segue entoando: "Amo a minha mãe por me dar a vida. Precisamos apreciar a vida. Uma mulher forte teve que sacrificar-se. Obrigado por escutar meu desejo de viver. Obrigado por escutar. Obrigado, mamã, por escutar".
Se quiser ver e ouvir este vídeo (em inglês) pode fazê-lo em:
http://www.nickcannonmusic.com/index_main.html . Será uma boa ocasião de agradecer a sua mãe a vida.

quinta-feira, julho 07, 2005

Terrorismo

Em nome de quê e de quem?!


A barbárie continua. Até quando?!
Que culpa tem o povo anónimo para contra ele se virar a barbárie?

sábado, julho 02, 2005

Bem prega frei Tomás

Quem vai pagar a crise?!

O Banco de Portugal gasta mais de 1,5 milhões de euros por ano nos salários da administração, dizem os jornais. Vítor Constâncio ganha quase 20 mil euros por mês. Silveira Godinho, outro administrador, é reformado do próprio banco. Acumula o salário com uma pensão anual de 139 mil euros.
E ouvimos, desde há quatro anos, este "senhor" a dizer que é preciso reduzir as despesas!...

sexta-feira, julho 01, 2005

Droga

Dinheiro que mata

O mercado mundial de drogas rende aproximadamente 320 mil milhões de euros/ano, um valor superior à riqueza produzida em quase 90 por cento dos países, segundo um relatório da ONU. Com 200 milhões de consumidores, rende o dobro da riqueza produzida em Portugal durante um ano.
Mas atenção: é um dinheiro que destrói e mata!!!