quarta-feira, outubro 05, 2005

O karma

Quem me dá uma ajuda?


Cofesso que já tinha ouvido muitas vezes a palavra Karma mas nunca tinha atentado no seu significado religioso e suas consequências na vida das pessoas. Criado e formado no cristianismo, só agora me dei conta das suas implicações na vida das pessoas.
Este termo, na física, expressa a seguinte sentença: "Para toda acção existe uma reacção de força e sentido contrário". Dentro das doutrinas budista, hinduista e outras ele significa que toda a acção feita pelo Homem tem um castigo ou prémio equivalente, nesta vida ou noutra. Se praticou o mal então receberá de volta um mal em intensidade equivalente ao mal causado. Se praticou o bem então receberá de volta um bem em intensidade equivalente ao bem causado.
Boa explicação para as doenças e azares que muitos têm nas suas vidas.
Mas será que é assim? Que nos diz o cristianismo a esse respeito?
Já agora gostava que os meus leitores me dessem uma ajuda.

11 comentários:

JOINCANTO disse...

Os Cataclismos, desgraças, doenças não são castigos para os nossos pecados mas antes consequências do pecado e do mundo caído em que vivemos. O castigo verdadeiro virá no futuro para todos os que rejeitarem o Redentor Jesus, o único que realmente pode perdoar e expiar o nosso pecado. Ganhamos a vida eterna não por realizarmos boas obras ou por fazermos o bem, porque não existe um só que faça o bem, mas por crermos na morte e ressurreição do Salvador Jesus. Não existem Karmas e nem tudo é uma consequência do nosso comportamento, ver por exemplo a resposta de Jesus à pergunta dos discípulos sobre o cego de nascença (João 9:1-3).
Aliás, em vez de aceitarmos ou conformarmo-nos com as circunstâncias negativas que nos rodeiam devemos orar com confiança, esperando a transformação e libertação de Deus.

Vilma disse...

Colocaste uma questão no meu blogue sobre graça e Karma.
Parte da resposta o Joincanto já te deu.
Em relação ao que a graça tem a ver com o Karma? Nada!
Se existisse o Karma, a nossa vivência fisica e espiritual seriam um inferno eterno, porque o homem não pode fazer nada para obter salvação... Deus já fez tudo.
Quanto à graça, mil páginas não chegariam para a definir. Só quando a experimentamos na nossa vida podemos compreender um pouco da sua dimensão, mas mesmo assim, a sua explicação completa só nos será revelada numa outra dimensão...Eu oro para que tu a experimentes na tua vida!
Recomendo que leias o livro "Maraviljhosa Graça" de Philip Yancey da Editora Vida.

Anónimo disse...

Gostei do tema e da forma como está a ser abordado pelos comentadores. Mas também vou dar uma achega.
Li algures, creio que no «Voz Portucalense», um relato sobre uma reunião de capelães de hospitais em que participaram outros religiosos. Cada um disse como a sua religião encarava a estadia de um doente num hospital e os meis que punha para o amparar.
Um representante duma dessas religiões orientais disse que o hospital para ele era ul lugar onde cada um recebia o que o seu pecado anterior merecia e por isso não valia a pena cuidar dessa pessoa.
Pergunto: será mesmo assim que é encarada a doença por essas religiões?
Não haverá aqui distorcimentos?
Gostava de ouvir quem sabe.
J. Costa

Daniel disse...

o príncipio do karma é que cada um deve pagar pelos seus erros. cremos, pelo que diz a Bíblia, que Deus já providenciou o "pagamento". Cristo morreu por nós, levando sobre Si toda a culpa, e tomando o castigo pelos nossos pecados. O caminho da graça é apenas crer.
Não há espaço, na vida com Cristo, para qualquer noção de karma ou algo semelhante.

Ver para crer disse...

Aceito que, se creio no amor e misericórdia de Deus, Ele me perdoe.
Mas se não me arrependo e procuro mudar a minha vida, Ele vai-me perdoar?
E se morro infiel - não fiel, sem fé - vou mesmo condenar-me para sempre?

Anónimo disse...

A fé na existência de futuras reencarnações responde às tuas dúvidas.

alun disse...

Tenho-me perguntado muitas vezes se será mesmo assim ou não. Na verdade, nem sempre me parece que a uma determinada acção corresponda uma reacção equivalente. Vejo pessoas que considero boas e que sofrem imensas injustiças. Vejo pessoas a praticarem o mal e mesmo assim, a terem muito poder e riqueza na sociedade actual. Apesar de tudo, não me parece de todo descabida a teoria da reencarnação e até tenho uma "teoria" sobre o porquê da igreja católica não a aceitar. Se pensarmos é tudo uma questão de lógica.
Alun
3:10 AM

Ver para crer disse...

Obrigado. Já agora sempre gostava de saber mais sobre a tua teoria.Todos podemos ganhar com isso.

alun disse...

Enfim, não é uma teoria, é uma ideia que me passou pela cabeça ao observar o comportamento de algumas pessoas da minha família. Eu venho de uma família de católicos praticantes, mas há um lado da família que não posso considerá-los como bons católicos. São mais "ratos de sacristia", se é que me entende. A verdade é que essas pessoas vão à missa quase todos os dias, confessam-se, comungam, participam do coro e das comissões de festas, mas fizeram coisas terríveis aos irmãos. Enfim, não vou entrar em pormenores porque não são para aqui chamados. Então, um dia, fiquei a pensar que, para essas pessoas, que não olhavam a meios para atingir certos fins, a doutrina da Igreja ainda era a única coisa que as segurava para não cometerem actos ainda mais hediondos. Porque se acreditassem que, afinal, podiam cometer mil e um crimes e não seriam condenadas eternamente por isso, mas antes, renasceriam outra vez e teriam uma hipótese de remendar os erros cometidos, acredito que essas pessoas, dada a sua incapacidade de reconhecer os erros, eram capazes de ainda fazerem coisas piores. Outro motivo por que acho que a teoria da reencarnação não é aceite pela Igreja tem a ver com o perdão. Conheci uma rapariga que se dava muito mal com o pai e foi sujeita a uma hipnose. Disseram-lhe então que, numa outra vida, a pessoa que agora era o seu pai, tinha sido o seu assassino. Ora, a rapariga, que já se dava mal com o pai, a partir daí deixou simplesmente de falar com ele. É por tudo isto que encaro a posição da Igreja relativamente a este assunto como uma posição de lógica, mais do que qualquer outra coisa.

2:46 AM

Ver para crer disse...

Obrigado pela ajuda. Aceito plenamente que muitas pessoas, se soubessem que havia outra vida para se redemir, ainda faziam pior. Sempre à espera de uma e outra vida.
Mas a Igreja não decretou isso. O ensino da Bíblia é que vai noutro sentido: só temos uma vida e depois segue-se o julgamento.
E a Igreja segue esse ensinamento.
Por aquilo que tenho lido e visto, também penso que o homem é incapaz de se salvar por si mesmo.

alun disse...

Gostei deste blog. Voltarei cá mais vezes.