quarta-feira, junho 11, 2008

Religião favorece fraternidade


«O esquecimento do Criador – lê-se no Documento Teológico de Base para o 49.° Congresso Eucarístico Internacional, a realizar no Québec de 15 a 22 deste mês de Junho – leva ao risco de fechar o homem em si mesmo, num egocentrismo que cria incapacidade de amar e de se comprometer de maneira estável, conduzindo a uma frustração crescente da aspiração universal ao amor e à liberdade».

O reconhecimento da existência de um Pai comum - o Deus de Jesus Cristo -, que a todos ama, pode ajudar o homem a descobrir no outro um irmão, que tem o direito de ser feliz e tem sede de amar e de ser amado, e não usado ou explorado.

Muitas pessoas pensam que não precisam de Deus. Mas a experiência diz-me que uma sociedade sem Deus coloca em risco o próprio homem. Facilmente se converte numa sociedade contra os mais fracos, onde prevalece o poder do mais forte. Ainda mesmo que muitos desses indivíduos que a formam se digam cristãos. Se não praticam a fraternidade, o seu cristianismo vai por água abaixo. A lei cristã é: "Amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próximo como a si mesmo».

9 comentários:

José Afonso disse...

É normal que assim seja. Quem não acredita em Deus vive só para as coisas do mundo pois acha que a única felicidade que pode colher é a que dá esta vida.
Nós sabemos que a felicidade plena se encontra em DEus.

Joana Simões disse...

Sem dúvida que a religião cristã motiva as pessoas a serem mais fraternas. Embora nem sempre o consiga.

CJT disse...

Acerca de fraternidade:

Two elderly Italian nuns have chained themselves to a lamp post outside the Vatican claiming they had been wrongly expelled from their cloistered convent and wanted Pope Benedict to help them return.

The two women, Sister Albina Locantore, 73 and Teresa Izzi, 79, remained in locks and chains on the edge of St Peter's Square for several hours, including the some 20 minutes while the pope delivered his weekly message and blessing.

The two women told reporters they had left their convent of Carmelite nuns in central Italy for several months for health reasons but when they returned the mother superior refused to let them back in the cloistered convent.

The mother superior accused them of disobedience and banished them, the nuns said.

One of the nuns held up a placard reading: "Your Holiness, we are neither prostitutes, nor violent, nor thieves, nor mentally infirm".

Another placard appealed to the pope to investigate their case.

"After 50 and 60 years of service to the Church they treat us like sacks of garbage, all because we supposedly did not obey our religious superior," Sister Albina said.

The Vatican was trying to arrange a meeting between the nuns and an official of the Vatican department that oversees convents.


Está em http://www.stuff.co.nz/4577468a12.html

Abraço,
CJT

Em contra-corrente disse...

CJT:
Não conheço o caso mas por experiência própria sei que há pessoas com manias que ninguém consegue aturar. Não faltam lugares abertos a acolher essa gente mas têm que fazer o que bem querem... Assim não é possível!

Anónimo disse...

Basta ver como o povo aprecia a Igreja para saber que o seu papel é muito importante para as pessoas.
Ela está próxima dos que sofrem e dos problemas que vão surgindo. E a sua atitude não se fica em palavras.
Marta Dias

CJT disse...

@contracorrente:

Estamos a falar de freiras com 73 e 79 anos de idade, que se ausentaram durante algum tempo por motivos de saúde e que viram recusada a sua entrada no mosteiro pela Madre Superiora, por desobediência.
Estas freiras estavam "ao serviço" há 50 e 60 anos, respectivamente.

Ora bem... isto é fraternidade?

Eu fui militar e era mais bem tratado...

Abraço!
CJT

Ver para crer disse...

Meus caros:
Obrigado pelos vossos comentários.

Segundo li, existiu uma inspecção eclesial e um inquérito policial por trás do caso que levou as duas religiosas de clausura do Convento das Carmelitas de Camerino (na região italiana das Marcas, no centro do País) a manifestar-se diante da praça de São Pedro. A Irmã Albina Locantore era a Madre Superiora do convento antes de ser afastada após uma inspecção eclesial de 2005 constatar várias irregularidades, inclusive a presença de um homem ex-polícia, hospedado como vigia do convento. Estas religiosas defenderam a presença dele como indispensável, visto que o convento hospedava religiosas muito idosas.
A inspecção também apontou outras irregularidades como a presença de uma elevada quantia em dinheiro, o que levou as autoridades a abrir um inquérito. A polícia italiana, em 2007, pediu a prisão do homem por fraude e abuso de pessoas incapazes.
Perante os factos, estas Freiras abandonaram o convento e parece que ultimamente, quando quiseram regressar, não foram admitidas.
Agora usaram estes meios para chamar a atenção do Papa para o caso.
Esperemos que tudo se resolva pelo melhor, sem faltar aos responsáveis o sentido humanitário e caritativo que o caso exija.

Maria João disse...

A mensagem de Deus Pai é Amor...

É pena que nem sempre se veja isso...

beijos em Cristo e Maria

Anónimo disse...

Em todas as classes há pessoas boas.
Mas naturalmente a formação das pessoas nos preceitos de Deus pode-as ajudar a ser melhores.