domingo, fevereiro 03, 2008

É a Igreja que tem um problema com a democracia ou é a democracia que tem um problema com a Igreja?


A comissão permanente da Conferência Episcopal Espanhola (CEE) publicou uma nota sobre as próximas eleições de 9 de Março, deixando duras críticas ao governo de José Luis Rodríguez Zapatero por causa das medidas legislativas sobre a família e o matrimónio, bem como das negociações com a ETA.

O terrorismo, escrevem, “é uma prática intrinsecamente perversa, de todo incompatível com uma visão moral da vida justa e razoável”, condenando “a negociação política com organizações terroristas”.

O texto alerta para “o perigo de opções políticas e legislativas que contradizem valores fundamentais e princípios antropológicos e éticos enraizados na natureza do ser humano, em particular no que diz respeito à defesa da vida humana em todas as suas etapas, desde a concepção até à morte natural, e à promoção da família fundada no matrimónio”.

A Nota passa em revista vários dos temas que geraram polémica nestes últimos 4 anos de relação Igreja-Estado:
o combate às “referências religiosas” na sociedade;
a liberdade de ensino;
os nacionalismos;
Ninguém critica tanto (e de forma tão virulenta) um governo como a oposição, os sindicatos ou os jornalistas. O governo discorda, mas não contesta. A liberdade de opinião é sagrada. Mas se for a Igreja a emitir um parecer ou a fazer uma chamada de atenção, parece que tudo cai. Não se comenta sequer o conteúdo. Contesta-se, à cabeça, o próprio direito de intervir.

Discutamos todas as ideias.

Mas não tentemos calar ninguém.

A democracia não é para abafar.

É para permitir que todas as vozes se oiçam.

No blog: Padres inquietos

5 comentários:

Caros Amigos disse...

A Igreja deve estar calada e muda.
Mesmo que os os actuais governantes tudo façam para a destruir e arruinar a sociedade.
"Dai a César o que é de César". Que belas ideias do Zapateiro e seus delfins.
Se Jesus viesse ao mundo era capaz de correr com estes políticos tão democratas que só eles querem falar. Como fez com os vendilhões do templo...

Joaquim Costa disse...

Afinal quem são os vendilhões? Os políticos ou os bispos?
Os vendilhões do Templo eram os religiosos ou os que tinham como fim arranjar dinheiro com a venda?
Zapateiro não quer o bem da Espanha, quer o seu próprio bem.

Fausto disse...

Se os bispos não estão contentes com o governo de Espanha, devem falar. Estar calados era covardia.
E numa democracia todos podem e devem dar a sua opinião.
Fausto

Anónimo disse...

Não vá o Zapateiro além da chinela...
Com tal besta é melhor a igreja não se meter.
O pior é o futuro das pessoas.

malu disse...

Ver,

Tem na capelita uma coisa (democraticamente escolhida) para si.

Abraços.