quarta-feira, outubro 29, 2008

Morre mais um ícone da caridade


Faleceu, no passado dia 20 de Outubro, a Irmã Emmanuelle, que dedicou a vida a ajudar os mais pobres. Segundo uma sondagem recente, recorda L'Osservatore Romano, «era a mulher mais popular e querida da França». Ao dar a notícia do falecimento da Irmã Emmanuelle, o jornal do Vaticano a qualificou com as palavras com que é conhecida pela opinião pública: «ícone da solidariedade e apoio dos pobres e marginalizados».


Nascida em Bruxelas de pai francês e mãe belga, iria completar 100 anos de vida em 16 de Novembro. Segundo sua vontade, o seu enterro acontecerá em privado.
Em 1971, quando tinha 63 anos, a Irmã Emmanuelle decidiu compartilhar sua vida com os pobres do Cairo, motivo pelo qual era conhecida como a petite souer des chiffonniers («a irmãzinha dos mendigos»). «Nas favelas de Ezbet-Nakhl, no Cairo, ela entregou-se totalmente a construir escolas, asilos e casas de acolhimento dos pobres. A associação que tem seu nome (Asmae-Association Soeur Emmanuelle), fundada por ela mesma em 1980, continua ajudando milhares de crianças pobres no mundo inteiro», constata L'Osservatore Romano.


Ela deixou o Egipto em 1993, aos 85 anos, e regressou a França, estabelecendo-se na comunidade de Nossa Senhora de Sião, congregação na qual havia entrado aos 20 anos, dedicando seu tempo à oração e à meditação, sem deixar nunca o apoio aos sem-tecto e aos imigrantes sem papéis.
Licenciada na Sorbonne, a Irmã Emmanuelle havia sido professora de filosofia e letras em Istambul, Tunísia, Cairo e Alexandria.
Era também uma escritora conhecida. Seu último livro, «Tenho 100 anos e quero dizer-lhes», foi publicado há dois meses.
Em 31 de janeiro passado, o presidente francês Nicolas Sarkozy a havia elevado à honra de grande oficial da Legião de Honra.


A sua acção era comparável à de madre Teresa de Calcutá e do célebre Abbé Pierre, sacerdote católico francês, falecido a 22 de Janeiro de 2007.
Para a posteridade fica o seu entusiasmo e frontalidade, quando falava dos pobres, sem medo de microfones e das câmaras de televisão.
Quando lhe pediram que definisse vida e morte, respondeu: "Viver é agir" e "a morte é a hora do reencontro para os que souberam amar".

7 comentários:

Olivia disse...

Por aqui se vê quem tem os grandes nomes da solidariedade.
Fala-se muito mal da Igreja católica mas isto vem provar quem é amigo dos pobres.

PDivulg disse...

Nunca ouvi falar. Porque será que as TVs nada publicitem do bem...

Ecclesiae Dei disse...

Mais uma intercessora no céu!

Em contra-corrente disse...

Já viram como as mulheres têm um papel fundamental na solidariedade da Igreja?!
Que seria o mundo sem elas?

Dani disse...

Olá!!!
Vim devolver o carinho da sua visita!! e gostei, com certeza voltarei mais vezes!!!
Abraços!
Dani

joaquim disse...

Se fosse um qualquer politico os jornais estariam cheios de grandes parangonas!

Mas fazer o bem aos outros, que é raro e anda tão afastado do mundo, não é noticia, "não vende"!

Mas a esperança continua porque Deus continua a suscitar no meio da humanidade pessoas como esta que pensam primeiro nos outros e só depois em si.

Que junto de Deus agora ela interceda por este mundo cada vez mais egoista.

Abraço amigo em Cristo

Maria João disse...

Como precisamos de exemplos destes!

Passemos também, nós, à acção, com Cristo e Maria!


beijos em Cristo e Maria