quarta-feira, novembro 07, 2007

Ajudar para ser feliz


Este é mais um dado de um estudo feito há alguns meses nos Estados Unidos e que contraria o que muita gente pensa: "Ganhar muito dinheiro é que faz as pessoas felizes".
A felicidade pode não ter muito ou mesmo nada a ver com a remuneração do trabalho. As pessoas mais felizes são, segundo um estudo do National Opinion Research (NORC) da Universidade de Chicago, as que ajudam os outros.

Este estudo realizado durante mais de três décadas (1972-2006), entre mais de 27 mil pessoas, demonstra que nos Estados Unidos da América, são as pessoas que trabalham em favor dos outros e que vêem os resultados do seu trabalho que se sentem mais felizes.
Em primeiro lugar vêm os que exercem trabalho de liderança religiosa, com 87,2 % a dizerem que são muito felizes; 80,1% dos bombeiros dizem o mesmo; a seguir e em 3.º lugar aparecem os fisioterapeutas com 78,1 % a dizerem-se muito felizes; depois vêm, por ordem decrescente, os autores, os professores de ensino especial, os administradores do sector do ensino, os pintores, escultores e artistas, os psicólogos, etc..
Tom Smith, director da organização que fez a referida pesquisa, declarou ficar surpreendido ao verificar como as profissões de prestígio e bem remuneradas, não são as que proporcionam mais felicidade, mas sim as envolvidas em solidariedade e ajuda aos outros.

"Esperávamos que os trabalhos mais prestigiados fossem os que proporcionassem maior satisfação e felicidade, mas as profissões melhor classificadas são as que implicam cuidado e ajuda aos outros", explica Tom Smith.

O referido estudo pode ser consultado aqui.
Mais uma vez se comprova que a Bíblia tem razão. A felicidade está mais no dar que no receber, está escrito no Livro dos Actos 20, 35.
As pessoas mais felizes raramente são as mais ricas, ou as mais bonitas, ou mesmo as mais talentosas. Nem sequer as que têm melhores empregos. Os olhos das pessoas felizes estão voltados para fora, compassivos. Eles têm gosto em ajudar. Têm a capacidade de amar.

10 comentários:

Caros Amigos disse...

Quem me dera tempo para poder ajudar mais alguém...
De facto sinto-me bem e realizada quando dou uma mão a alguém.

Kephas disse...

O Homem está sempre insatisfeito, mesmo que não tenha motivos para tal. Mesmo que um indivíduo possua todas as riquezas, poder, fama e sexo do Mundo, eventualmente acaba por se fartar. Ou então, fica viciado nos prazeres deste mundo, uma vez que estes não satisfazem de forma prolongada (é preciso estar constantemente a receber novas "doses").

É por isso que os ateus, que se afirmam livres de toda e qualquer restrição divina e que proclamam que o Homem só é feliz quando mata Deus, acabam sempre por cair no vazio existencial. Ora, se eles são mais livres que os religiosos e a felicidade é um reflexo dessa liberdade, por que afirmam que "a vida é absurda"? É porque, afinal, a vida dirigida para o Ego, o hedonismo e o individualismo afinal não traz a felicidade.

A questão prende-se com o objectivo final do Homem. Por que fomos criados? Qual a nossa finalidade?

O Homem foi feito à imagem e semelhança de Deus. Ora Deus é Amor. Como tal, o Homem apenas encontra a sua realização plena quando ama totalmente.

O fim último do Homem é a comunhão com Deus. É por isso que muita gente se sente confusa com o conceito de Paraíso: "Viver para sempre... não nos vamos aborrecer?". Não. Porque só se aborrece quem não está em "casa".

Quem, nesta vida terrena, está mais em comunhão com Deus do que quem serve o próximo (veja-se todo o exemplo de Jesus Cristo).

Portanto, este estudo não me surpreende. Já houve vários que afirmam que os religiosos possuem melhor qualidade de vida, uma vez que aceitam muito melhor as adversidades. Também é óbvio que a dedicação da nossa vida aos outros é mais recompensadora, porque elimina a componente "absurda" da vida... a vida finalmente adquire um sentido: o de aliviar o sofrimento dos nossos semelhantes.

PDivulg disse...

Este estudo merece, de facto, a reflexão e a consideração. "È dando que se recebe"... Mas o dinheiro , muitas as vezes, estraga esse relacionamento...

malu disse...

Belíssimo estudo com melhores resultados ainda. Graças a Deus!

Abraço.

antonio disse...

A competição e o stress emocional, que as profissões ditas de topo obrigam, remuneram bem mas cobram em disponibilidade para as coisas simples e "secundárias da vida".

Joaquim costa disse...

Muito importante e formativo.
Quer dizer: quanto mais eu fizer felizes os outros mais feliz serei.
Deus ao criar-nos soube bem o que fez!
Nem podia ser de outra maneira!...

Maria João disse...

Ó se é bom ajudar os ourtos, apesar das dificuldades...

beijos em Cristo

Carreira disse...

SILÊNCIO CULPADO disse...
Perante uma grande sacanice que está a ser feita sobre alguns professores que não recebem vencimento,têm horários d e12 horas ou estão a recibos verdes sugere-se que todos os blogues publiquem a notícia que está no http://cegueiralusa.com

Marlene Maravilha disse...

Que lindo estudo! Eu amei! e tenho certeza absoluta disso. O voluntariado em hospitais já é um grande negocio para quem está triste ou só preocupado consigo!
Tenho no meu blog um comunicado importante para ti.Aguardo-te!
beijos

Ver para crer disse...

O nascimento de uma criança é uma alegria. Sobretudo para os pais e avós.
Ele vem garantir-nos que Deus ainda não se fartou da humanidade.
Apesar de nós por vezes nos sentirmos mal neste mundo dos homens...
Parabéns, Marlene, por este presente de Deus!