quinta-feira, junho 01, 2006

Dia Mundial da Criança

Pequenos tiranos


Leio num jornal da região – o Jornal de Leiria – um extenso artigo intitulado «Os pequenos tiranos». Chama a atenção para a inversão de papéis que alguns pais aceitam no dia-a-dia, na sua relação com os filhos. E depois sofrem as consequências. «Essas crianças têm pais super-protectores. Normalmente são inteligentes e, a determinada altura, procuram testar os adultos para estabelecer os seus limites". A falta do "não" no dia-a-dia das crianças ajuda-os a formar a sua personalidade tirana. Segundo o pediatra Bilhota Xavier, os pais que não sabem dizer não "não são amigos dos filhos".
Outras vezes os pais não estão para se aborrecer. Fazem todas as vontades aos filhos ou deixam-nos ao Deus-dará com consequências nefastas para o seu comportamento.
Depois ainda são capazes de acusar os professores ou outros educadores quando as coisas correm mal.
A reportagem que há dias foi mostrada numa escola dos arrabaldes de Lisboa veio pôr-nos diante dos olhos a incapacidade dos professores exercerem a sua missão. Pode vir a senhora Ministra dizer que a culpa da indisciplina e maus resultados das escolas é dos professores. Eles têm as costas largas. Mas os verdadeiros culpados são muitas famílias e as más políticas de sucessivos Ministérios ditos da Educação.
A investigação psicossocial tem demonstrado que os três primeiros anos de vida são essenciais para o desenvolvimento da personalidade e que uma relação precoce fiável, com figuras adultas seguras e estáveis, é o primeiro passo para assegurar um futuro sem dificuldades. «Em países sem uma política coerente e integrada, como Portugal, é natural que surjam, com mais frequência do que noutros locais, problemas ligados à criança e à família. Se não formos capazes de, precocemente, proteger e ajudar a crescer as crianças, não seremos capazes de ter escolas a funcionar, por mais formação que dermos aos professores; continuaremos a ter os tribunais de crianças e jovens a abarrotar de processos de difícil resolução; e os serviços de saúde continuarão a ter mais casos de mau prognóstico, afinal susceptíveis de terem sido prevenidos». Palavras sensatas escritas pelo Dr. Daniel Sampaio, um pediatra de grande pestígio.

7 comentários:

Pdivulg disse...

Fiquei surpreendido por sermos conterrâneos! De facto também li esse artigo e é triste esta realidade em que vivemos. Chega-se ao ponto de haver divórcios entre casais provocados pela "exigência" (para não dizer tirania, penso que é esta palavra que é utilizada no artigo) dos filhos.
No mundo de facilidades acede-se aos desejos todos dos filhos só para eles não se chatearem, para não nos chatearem, uma problemática que faria um grande tema de debate, sem dúvida!

Em contra-corrente disse...

Estamos a pagar agora a incompetência dos Ministérios da (desEducação?) e doutros doutos políticos.
E não vamos ficar por aqui com certeza!...

Ver para crer disse...

Caro pdivulg:
Já tinha chegado à conclusão que somos da mesma região.
E prosseguimos os mesmos fins, que ainda é mais importante.
Um abraço

Isa&Luis disse...

Olá,

simplesmente a nossa realidade de hoje:((


Um beijo

Isa

Entre-aspas disse...

É tempo de arrepiar caminho e educar uma nova geração para a "responsabilidade e cidadania", sem preconceitos "laicizantes", mas sim com princípios bíblicos e cristãos.

Vítor Mácula disse...

Caro/a Entre-aspas.

Claro.

E os budistas, hindus, agnósticos, ateus, etc, que em Portugal vivem, que se convertam, pelo menos "de jure", aos princípios bíblicos e cristãos...

São curiosas estas novas formas de cruzada... :P

Abraço.

Anónimo disse...

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