sexta-feira, maio 09, 2008

Tinha tudo para ser uma infeliz


Oprah Gail Winfrey é uma mulher muito conhecida e admirada. É apresentadora de televisão norte-americana, vencedora de múltiplos Prémios Emmy pelo seu programa The Oprah Winfrey Show, o talk show com maior audiência da história da televisão norte-americana.
Ela é o exemplo perfeito de mulher da nossa época, multi-funcional, sendo também uma influente crítica de livros, uma actriz indicada para um Óscar pelo filme A Cor Púrpura, e editora da revista The Oprah Magazine.
De acordo com a revista Forbes, Oprah foi eleita por três anos seguidos a mulher negra mais rica do século XX e a negra mais filantrópica de todos os tempos. Isto não seria suficiente para a apresentar como mulher modelo, não fora o caso da sua infância e juventude terem sido altamente atribuladas.
Oprah Gail Winfrey nasceu em 1954, em Kosciusko, Mississippi, Estados Unidos. A mãe, uma garota de 18 anos, engravidara casualmente do militar Vernon Winfrey. Tão depressa se recuperou do parto, a jovem abandonou a bebé na porta da casa do amante e sumiu. Oprah foi criada com mãos de ferro pela avó paterna. Aos 3 anos era tão precoce que recitava versinhos na igreja e aprendeu a ler sozinha. Mas apesar de esperta e comunicativa, foi rejeitada por ser obesa e ter uma inteligência acima da média. Excluída, sem mãe nem pai e sem brinquedos nem amigos, ela tinha tudo para ser uma traumatizada. Mas buscou alento nos livros e nos estudos da Bíblia. Farta do jardim de infância, escreveu uma carta pedindo à professora para pular aquela etapa porque "não se sentia à vontade com as colegas da sua idade". Meses depois, a gordinha de pés descalços saltou da pré-escola para a terceira série primária.
"Sou o que sou porque me agarrei aos estudos", revela a dama da TV, que só usou os primeiros sapatos aos 6 anos, quando foi morar com o pai. No entanto, a severidade do militar e a volta repentina da mãe – que apareceu para buscá-la – assustaram a menina, que fugiu de casa e foi morar com uma tia. Lá, com apenas 9 anos, a estrela foi estuprada pelo primo, que passou a molestá-la a partir dali. Aos 14 anos, grávida e sem rumo, aceitou morar com a mãe. Sozinha, mas cheia de esperança, resolveu mudar o rumo de sua vida. Abraçou os estudos e ganhou uma bolsa num colégio particular frequentado por jovens brancos e ricos. Tornou-se popular pelas notas, a simpatia e a determinação. Nessa época, venceu um concurso cujo prémio era visitar uma rádio local. Lá, os directores encantaram-se com a voz dela e abriram-lhe o caminho da fama.

8 comentários:

luisa disse...

Mulher, negra, rejeitada pelos pais, violada em criança....
É um quadro negro, assustador.
Bom exemplo para que os que se sintam vítimas continuem a lutar para vencer agravos.
Luísa

antonio disse...

O valor e a autenticidade são o nosso maior trunfo... sente-se isso na Oprah.

osperegrinos disse...

realmente um belo exemplo de que todas as dificuldades podem sim ser superadas.
Abraços peregrinos
Babi

Maria João disse...

Há que lutar... Não esperar que lutem por nós.


Passa pelo meu cantinho e faz uma oração...

beijos em Cristo e Maria

Anónimo disse...

Admiro muito a capacidade de resistência ao infortúnio de pessoas como a retratada.
Quem desanima à primeira contrariedade, não vai longe.

Ecclesiae Dei disse...

Nossa, que história... tinha tudo pra ser diferente do que é. Um exemplo maravilhoso de superação!!!

Tomei a liberdade de te incluir nos meus favoritos.
Abraços
João Batista

MARLA DIAS disse...

Eu amo a Oprah. Que exemplo de superaçao!!!, Que Deus continue abençoando a sua vida!!!!

Anónimo disse...

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