domingo, maio 14, 2006

Opus Dei

Uma opinião isenta

Ontem vi a reportagem da SIC sobre o Opus Dei e gostei.
Pareceu-me isenta e objectiva: ouviu as pessoas, não fez grandes comentários.
Por outro lado, quis também mostrar-nos o que pensam os que abandonaram a Obra.
Bom jornalismo, me pareceu.

Gostei de ver membros desta organização cristã a relatarem o que a obra lhes trouxe de positivo para a sua vida espiritual. Falaram várias pessoas: um banqueiro, um político, alguns padres, um juiz, um advogado, um futebolista, um motorista, uma estudante, uma médica, um professor e uma trabalhadora doméstica, entre outros.

Numa reportagem sem preconceitos, a SIC ouviu também pessoas que saíram do Opus Dei, visitou escolas, lares universitários, centros ligados à obra e foi autorizada a recolher imagens inéditas do retiro espiritual de um grupo de membros numerários. O secretismo, a educação, a influência na política ou na economia, as mulheres, a disciplina, a espiritualidade, a mortificação, a vocação... temas abordados com exemplos concretos, na primeira pessoa: o banqueiro Jorge Jardim Gonçalves, o deputado Mota Amaral, o jogador Nelson Alves, o juiz Eduardo Lucas Coelho, o advogado José António Ramalho, a médica Teresa Ferro, o vigário regional do Opus Dei, Pe. José Rafael Espírito Santo, entre outros testemunhos. A SIC ouviu também o historiador António Matos Ferreira, especialista em cristianismo contemporâneo e o cardeal português D. José Saraiva Martins, prefeito da Congregação para a Causa dos Santos quando foi promulgada a canonização de S. Josemaría Escrivá de Balaguer, fundador do Opus Dei.

As auto-flagelações com cilício e chibata não foram escondidas o que acho bem, mas muitas pessoas irão achar que isso é que é fundamental na obra. E penso que é pena.
Eu também não gosto desta espiritualidade de mortificação do corpo, embora ainda há dias tenha conversado com duas irmãs religiosas sobre o assunto e ficado a saber que elas também usam o cilício.
Isto pode ser que dê matéria para outro post.

Goste-se ou não se goste da sua espiritualidade, o certo é que o Opus Dei é uma organização católica e como tal a temos de respeitar. Tem o seu lugar na Igreja e só Deus é que tem o direito de julgar.

9 comentários:

Anónimo disse...

opus dei ou opus gay?

Pdivulg disse...

Certo só Deus é o juiz. Ja li um livro há algum tempo sobre uma senhora que pertenceu a esse grupo e que saíu... Fiquei um pouco chocado com alguns pormenores. No que diz respeito a esse ponto de castigos corporais, acho que a vida pode ser uma cruz mais do que suficiente para nos elevar a mente para Deus sem ter de usar castigos corporais, parece-me uma atitude da idade média! Se Deus é amor será que ele gosta de nos ver a sofrer? Claro que não! Ele que que o amamos e que sejamos transmissor da sua mensagem, não de castigo mas de perdão. Agora essa ideia de ter de sofrer para elevar o espírito, ou como perdão: senceramente parece-me fanatismo.

CVJ disse...

Ninguém é perfeito. se for preciso condene-se o pecado, mas nunca o pecador.
Coragem

Anónimo disse...

Achas mesmo que esse grupo da OPUS é mesmo cristão?! Não será antes mais uma seita das muitas que por aí vão aparecendo?
O seu integrismo é fidelidade ao Evangelho? A sua rigidez será ao menos humana?

lisakline0836530040 disse...

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Ver para crer disse...

Caro anonymus:

Se é cristão ou não, não me compete a mim decidir.
A igreja que recebeu esse poder de Cristo reconhece-a como tal e até tem mostrado o seu apreço de maneira pública.
Se é humana a sua rigidez, também não interessa a minha opinião, mas posso dizer que não aprecio as suas posições mais extremas.
Mas respeito.
Continuo a dizer que gostei da maneira como o jornalista da SIC a tratou.
E acho desonestidade intelectual o modo como muita outra gente a tem tratado.

Confessionário disse...

Não tenho muito contra eles, mas não gosto da ideia de elitismo que transmitem... a vários níveis! Deus não o faria.

Fátima disse...

Conhecem alguém que tenha pertencido ao Opus Dei?
Nós falamos na primeira pessoa.

Tentamos ter uma visão construtiva a partir da destruição de que tantos e tantas foram alvo. Queremos acolhe-los para que saibam que Deus não os abandonou.
Relativamente à objectividade da reportagem da Sic , eu própria escrevi uma carta ao Jornalista -Joaquim Franco- questionando, posto a ponot a mesma objectividade. E não fui a única a fazê-lo.
O Opus Dei, como diz o meu marido, "é muito bom para quem é de fora".
Há coisas que vale a pena investigar.

Um abraço

Fátima Filipe

Jessy disse...

As pessoas são livres para tomarem as suas opções. Ninguém que está lá, que eu saiba, foi obrigado...
Não temos o direito de "atirar a 1ª pedra" Cristo não o fez...
Eu pessoalmente não comungo dos métodos, nem de algumas posições, mas respeito e não gracejo...
As coisas de Deus são sérias e são para respeitar!!!