sexta-feira, outubro 03, 2008

Guia do 1.º Ano em PDF


Na sequência do que fiz para o Guia do 2.º volume do Novo Catecismo da Infância, deixo aqui o link também para o Guia do 1.º volume.

Este foi-me enviado pela Irmã Maria José do Patriarcado de Lisboa. Grato.
Guia do 1.º Ano


sexta-feira, setembro 26, 2008

Testemunho magnífico!


Um grupo de religiosas da congregação das Irmãzinhas dos Anciãos Desamparados que partiu no ano passado de Valência para fundar uma casa de acolhimento em Chissano (Moçambique) conta-nos que no caminho para Chissano, encontraram-se com uma rapariga duma localidade africana, após «verem ao longe que algo se movia rente ao chão». Elas constataram, para sua surpresa, que era uma jovem».
«Pudemos estabelecer uma conversa com ela através de uma senhora que passava por ali e que nos traduziu o que ela nos relatava em dialecto changana. A Olívia, era esse o seu nome, ia para a Missa, o que fazia todos os domingos, embora fosse deficiente e tivesse de ir de rastos. Era assim que se deslocava nos 4 quilómetros de caminho da sua casa à igreja.
As religiosas conseguiram comprar-lhe uma cadeira de rodas e hoje essa jovem de 25 anos é uma das suas protegidas.

Este testemunho da Olívia faz-nos vir à memória o que responderam alguns cristãos da Abitínia aos seus algozes que os acusavam de transgredir a lei que proibia a sua participação na Eucaristia: «nós não podemos viver sem o domingo». Provera a Deus que os cristãos de hoje ainda pudessem dizer o mesmo com verdade!
Nos nossos dias, muitos cristãos com facilidade se dispensam da participação na Missa dominical, arranjando desculpas fáceis para esta falta. Ele é o cansaço do trabalho ou a falta de meio de transporte, ou mesmo, o que é pior, a falta de sentido do mistério que se celebra.


Não admira, pois, que a vida de muitos baptizados pouco ou nada tenha a ver com o que Cristo pregou e pelo qual deu a vida. E que o nosso mundo esteja a sofrer de graves enfermidades.
É preciso sacudir as consciências para que este mundo seja salvo.

domingo, setembro 21, 2008

Novo Guia do 2.º volume da catequese


Uma das catequistas de Ansião - a Cátia Claro - encontrou o Guia do novo 2.º volume em PDF, que ainda não está à venda.
Porque pode interessar a outros, fica aqui o link:
Guia do 2.º Volume (novo)

sábado, setembro 13, 2008

A exaltação da Santa Cruz


Este fim de semana a Igreja celebra a Festa da Exaltação da Santa Cruz. E motivos há para o fazer:
A cruz de Cristo lembra-nos ainda hoje que Jesus morreu para nossa salvação.

A cruz é verdadeiramente escandalosa, horripilante, espelho de toda a maldade do mundo. Mas como instrumento da morte de Jesus passou a ser também símbolo do amor de Deus e da nossa salvação. Por isso a exaltamos.
A cruz lembra-nos a dor, a infelicidade, a injustiça, a traição, o sangue… Mas, ao mesmo tempo, a misericórdia e a loucura de amor divino.
Há tempos apareceu-me a bater à porta de casa alguém que não conhecia. Encontrei-o sentado. Pensei que se estivesse a sentir mal. Afinal era alguém deficiente das pernas e que não teve hipótese de subir as escadas senão de rastos.
Perguntei-lhe se não tinha sido difícil fazer isso desse jeito. Respondeu-me que já estava habituado e que há coisas bem piores. E acrescentou:
- Esta deficiência até me tem ajudado a ser cristão. Muitos da minha idade têm todas as facilidades e por isso esquecem Cristo.
Soube mais tarde que era um jovem médico e que a deficiência dos membros inferiores não o impedia de ser animador de um grupo de jovens.

A cruz da sua deficiência física tinha-o aproximado de Deus.



Há quem veja ainda hoje na Cruz de Cristo um refrigério para a sua cruz da vida. A Colina das Cruzes, situada junto a Siauliai, na Lituânia, aí está a atestá-lo.

sexta-feira, setembro 05, 2008

Testemunho de fé


Ingrid todos os dias escutava a rádio para se poder distrair e se informar. Um mês antes de sua libertação, no 1º de junho passado, estava ouvindo a Rádio Católica Mundial e escutou as promessas que experimentaria quem se consagrasse ao Sagrado Coração.
Ainda que Ingrid reconheça que não se lembra de todas, enumerou-as aos jornalistas: a primeira é tocar o coração duro de quem lhe faz sofrer; a segunda, abençoar os projectos do interessado; e a terceira, a ajuda para carregar a cruz e a presença divina na passagem da morte.
A antiga sequestrada das FARC relata que, ao escutar estas promessas, disse: «Isso é para mim. Eu preciso que Deus toque o coração duro da guerrilha, que toque o coração duro de todos aqueles que não deixam que a nossa liberdade se manifeste».
Ao conhecer estas promessas, Ingrid comenta que disse ao Sagrado Coração: «Jesus, nestes anos eu nunca te pedi nada. Mas hoje sim vou te pedir algo: como este é o mês do Sagrado Coração, teu mês, vou te pedir que me faças o milagre, não de minha libertação, porque não creio que seja possível, mas faz-me o milagre de que eu saiba quando vou ser libertada, porque se eu souber quando, por mais que seja dentro de muitos anos, vou ter a força para aguentar. Se tu me fizeres esse milagre, Senhor meu, serei tua».
No dia 27 de Junho, um comandante das FARC foi falar com Ingrid: «Há uma comissão internacional que vai visitar os prisioneiros e é muito provável que alguns de vocês sejam libertados».
In Agência Zenit

sexta-feira, agosto 22, 2008

Igreja bem colocada na estima dos portugueses

As associações ambientais merecem a confiança de 82 % dos portugueses, enquanto a Igreja é bem vista por 80% dos inquiridos.
Bombeiros, carteiros e professores são os eleitos.
Leia no Diário de Notícias

domingo, agosto 10, 2008

O tesouro da Igreja


Hoje é o dia de S. Lourenço. Para quem não coheça deixo aqui estas linhas retiradas da Carta Encíclica de Bento XVI "Deus caritas est".
"Logo desde os primórdios, a actividade assistencial aos pobres e doentes, segundo os princípios da vida cristã expostos nos Actos dos Apóstolos, era parte essencial da Igreja de Roma. Este dever encontra uma sua viva expressão na figura do diácono Lourenço († 258). A dramática descrição do seu martírio era já conhecida por Santo Ambrósio († 397) e, no seu núcleo, mostra-nos seguramente a figura autêntica do Santo. Após a prisão dos seus irmãos na fé e do Papa, a ele, como responsável pelo cuidado dos pobres de Roma, fora concedido mais algum tempo de liberdade, para recolher os tesouros da Igreja e entregá-los às autoridades civis. Lourenço distribuiu o dinheiro disponível pelos pobres e, depois, apresentou estes às autoridades como sendo o verdadeiro tesouro da Igreja."

Por essas e por outras foi martirizado mas ainda hoje é um dos santos mais populares, mesmo em Portugal.

quinta-feira, julho 31, 2008

Em louvor dos que partem


Portugal volta este ano a enviar mais voluntários missionários para trabalhar em projectos de cooperação para o desenvolvimento, sobretudo em países lusófonos. Para além dos enviados pelas dioceses, a Fundação Evangelização e Culturas preparou 283 leigos portugueses para partirem para missões, estas férias grandes. 63 vão por um ou mais anos.

Tive ocasião de falar com uma das que já fez este serviço no ano passado. Foi em Moçambique, onde a pobreza é muita. Disse-me que a missão foi dura pelo muito trabalho que teve pela frente. Foram aulas a crianças e a adultos. Foi a catequese e o serviço aos doentes. Sempre os dias preenchidos. Nem deu pelo tempo passar.

Esta jovem regressou com um sonho: voltar de novo e com mais tempo. Actualmente isso não lhe é possível, pois está a iniciar a sua carreira profissional – já conseguiu emprego e não o quer perder. Mas um dia há-de voltar.

Uma das coisas que admirou foi a alegria daquela gente. Apesar duma vida difícil, ali parece não haver depressões nem angústias. As crianças saltam e brincam como no melhor dos mundos. E os adultos riem e parecem felizes.

Então os missionários (homens e mulheres) – alguns já bem adiantados nos anos – não param. Estão ao serviço 24 horas por dia. E vê-se que toda a gente os trata como se fossem seus pais. Deles parece depender a vida duma multidão de pessoas.

«Quem vive na Europa não faz uma pequena ideia do que é a vida duma missão em Moçambique» – disse-me. E acrescentou: «nem imagina o que seria se uma Missão fechasse!»

Este testemunho diz-nos bem do que é a generosidade dos que partem para outros países para ajudarem os pobres. Não se pense que os missionários passam a maior parte do tempo ao serviço da religião. A maior fatia vai para a ajuda aos problemas humanos das pessoas.

terça-feira, julho 22, 2008

Deixou o futebol para ser padre


O norte-americano Chase Hilgenbrinck, defesa esquerdo de 26 anos do New England Revolution, da MLS, anunciou o final da sua carreira de futebolista profissional para poder entrar num seminário e estudar para padre.
"Após anos de ponderação, senti fortemente que Deus me chamou para ser padre na Igreja Católica. Embora vá sentir falta de jogar futebol, sei que estou a avançar para algo muito maior", afirmou Hilgenbrinck em declarações publicadas no site oficial do clube.
Depois de jogar durante o período em que esteve na universidade, Hilgenbrinck passou 4 anos no Chile já como profissional de futebol, tendo assinado em Março pelo New England Revolution após uma curta passagem pelo Colorado Rapids, também da Liga norte-americana.
Após conhecer o resultado dos testes para a entrada no seminário, Chase reuniu-se com o treinador Steve Nicol e com Burns, presidente do clube, para os informar da decisão.
«Não imaginávamos o que ele nos ia dizer, porque não é algo normal de se ouvir. Quando ele contou fiquei satisfeito. É algo que ele quer fazer e queremos desejar-lhe felicidades», confidenciou Burns.
Chase Hilgenbrinck tem agora seis anos de estudo no Seminário de Mount St. Mary, em Emmitsburg, Maryland, com o objectivo de um dia se tornar sacerdote católico. A preparação requerida é um pouco mais longa que a do futebol.
Hilgenbrinck afirma que não está desiludido com o futebol, mas que esperar o final natural de sua carreira antes de se dedicar ao sacerdócio já não era mais viável. "Podem confiar", disse ele à AP. "Eu pensei nisso. Continuo muito apaixonado pelo desporto, e não o deixaria por nenhum outro emprego. Mas estou trocando o futebol pelo Senhor".

sexta-feira, julho 11, 2008

Religião na América



Os bispos americanos consideram as conclusões de um estudo sobre religião e vida pública como uma confirmação da identificação dos americanos com a religião. Esse estudo que foi realizado entre Maio e Agosto do ano passado, baseado nas respostas de mais de 35 mil americanos adultos, mostra que uma ampla maioria dos americanos, cerca de 92%, crê em Deus ou num Ente Superior.


«A história testifica que a fé religiosa é muito importante para os americanos – comenta o arcebispo de Washington. Em cada conjuntura de nosso passado, os americanos recorreram a Deus em busca de guia, protecção e direcção. Há uma clara identificação com a religião nos Estados Unidos que, para os católicos, reflecte os esforços dedicados pelos sacerdotes, catequistas e professores em nossa história».

O estudo também afirma que 63% crê que a Escritura é a palavra de Deus e 63% de pesquisados com filhos em casa dizem que oram e lêem a Escritura com seus filhos e 60% envia os seus filhos a programas de educação religiosa.

Cerca de 40% dos americanos vêem um conflito entre a sociedade moderna e a religião, e 42% que diz que Hollywood desafia os seus valores.

sábado, julho 05, 2008

Agradeço primeiramente a Deus


Ingrid Betancourt agradece a Deus e à Virgem a sua libertação Ver no Público

terça-feira, julho 01, 2008

Religião na Rússia


Como sabemos, na Rússia e seus satélites foi implantado o comunismo, no século passado.
Segundo os historiadores, isso custou muitos milhões de assassínios. O ateísmo era uma das grandes ideias dos seus mentores. E isso custou muitas vidas.

Mas - ironia da história! - passados estes quase 100 anos, o ensino religioso volta a fazer parte do currículo escolar das crianças russas.

Quase vinte anos depois do derrube do comunismo da URSS (União Soviética) e do retorno da religião à vida pública, muitas cidades russas estão a decretar que as crianças devem familiarizar-se com a Igreja Ortodoxa Russa e com a religião.

As aulas vêm sendo incluídas no currículo, por insistência dos líderes da Igreja, e não só, para quem a queda do comunismo deixou os russos sem qualquer ideal de vida digna e honesta e, devido ao ateísmo, sem defesas espirituais e religiosas.

Derrubado o comunismo, começaram a proliferar os piores vícios sobretudo entre a juventude, pois a liberdade tudo permite, se não há uma formação capaz que se oponha à degradação do indivíduo e da sociedade.

terça-feira, junho 24, 2008

Sem Deus


Acabo de ler o livro de Zita Seabra "Foi assim", em que esta senhora apresenta as razões porque deixou a ideologia comunista e foi expulsa do Partido Comunista Português. O seu testemunho sobre os crimes do comunismo soviético é arrepiante. A "perestroika", movimento geral de desestalinização adoptado a partir da ascensão de Gorbatchov a secretário geral do Partido Comunista da União Soviética (11 de Março de 1985), pôs a nu os milhões de mortes que tal ideologia havia perpetrado.

«Pela primeira vez pus em dúvida o verdadeiro sentido do conceito de superioridade moral dos comunistas, – escreve a autora – ao constatar que as vítimas do comunismo são vítimas iguais às do nazismo. O terror revolucionário, com raízes no terror jacobino, abriu caminho a um dos maiores dramas a que assistimos no século xx, o comunismo. Só quando percebi que aquelas vítimas, aqueles milhões de mortos não podiam ser separados da essência do regime comunista, só nesse momento me libertei do comunismo.»

Muitas pessoas pensam que não precisam de Deus. Mas uma sociedade sem Deus coloca em risco o próprio homem. Facilmente se converte numa sociedade contra os mais fracos, onde prevalece o poder do mais forte.

terça-feira, junho 17, 2008

Igreja merece confiança


Mais uma vez o Barómetro de Confiança nas Instituições Brasileiras, da Associação dos Magistrados Brasileiros, coloca a Igreja Católica brasileira no pódium. Apesar de nos últimos 20 anos, as igrejas protestantes – sobretudo as pentecostais – terem feito muito barulho contra a Igreja católica, esta tem vindo a merecer sempre um lugar cimeiro na confiança do povo.

No ranking de classificação, dentre as 17 instituições avaliadas, os partidos políticos aparecem em último lugar. Já as Forças Armadas lideram o ranking de confiança das instituições, com um nível de 79% de confiabilidade. Em seguida aparecem a Igreja Católica, com 72%, e a Polícia Federal, com 70%.

O Barómetro de Confiança nas Instituições Brasileiras foi realizado pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Económicas (Ipespe) e entrevistou, por telefone residencial ou comercial, 1.500 brasileiros das cinco regiões do País, no período de 29 de maio a 2 de Junho último.

quarta-feira, junho 11, 2008

Religião favorece fraternidade


«O esquecimento do Criador – lê-se no Documento Teológico de Base para o 49.° Congresso Eucarístico Internacional, a realizar no Québec de 15 a 22 deste mês de Junho – leva ao risco de fechar o homem em si mesmo, num egocentrismo que cria incapacidade de amar e de se comprometer de maneira estável, conduzindo a uma frustração crescente da aspiração universal ao amor e à liberdade».

O reconhecimento da existência de um Pai comum - o Deus de Jesus Cristo -, que a todos ama, pode ajudar o homem a descobrir no outro um irmão, que tem o direito de ser feliz e tem sede de amar e de ser amado, e não usado ou explorado.

Muitas pessoas pensam que não precisam de Deus. Mas a experiência diz-me que uma sociedade sem Deus coloca em risco o próprio homem. Facilmente se converte numa sociedade contra os mais fracos, onde prevalece o poder do mais forte. Ainda mesmo que muitos desses indivíduos que a formam se digam cristãos. Se não praticam a fraternidade, o seu cristianismo vai por água abaixo. A lei cristã é: "Amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próximo como a si mesmo».

quarta-feira, junho 04, 2008

Devo muito à Igreja...



Convidada para ajudar num grupo pastoral da paróquia, apenas me disse: "Com todo o gosto. Devo muito à Igreja!"
Não lhe perguntei o quê, mas acredito que o mesmo poderiam e deveriam dizer muitíssimas outras pessoas. A igreja é decerto muito criticada, e às vezes não sem razão, – é composta por homens e mulheres imperfeitos – mas que seria o mundo sem ela?! Criticar é fácil, mas que outra instituição se pode comparar a ela no bem que tem feito.
Corria acesa a campanha eleitoral na Bélgica. Um deputado comunista dirigia a palavra a milhares de operários, em Bruxelas. Depois de ter apregoado a liberdade, criticado o capital, defendido as nacionalizações, elogiado os trabalhadores, exaltado o povo, atacou duma maneira agreste e desenfreada a Igreja Católica.
Acabado o discurso, perguntou se alguém desejava tomar a palavra. Adiantou-se um operário que disse assim:
– Eu não estudei, e não sei responder ao que disse o orador. Conto apenas um caso:
Há meses adoeceram os meus dois filhos. Uma freira vinha com frequência visitá-los, trazendo-lhes sempre alguma ajuda. As crianças curaram-se. Como a doença era contagiosa, a minha mulher caiu de cama, logo a seguir, com o mesmo mal. A Irmã levou as duas crianças porque ninguém em casa podia tratar delas. Tomou também sobre si o cuidado da minha mulher, que finalmente começou a levantar-se. Então caí doente também eu, mas a Irmã vinha sempre visitar-nos, trazia remédios, ajudava a minha mulher na vida da casa e tratava-me com muito jeito e caridade. Por último a Irmã contraiu o mesmo mal e não a tornámos mais a ver. Soube hoje que morreu. Não tenho mais a dizer (Mensageiro do Coração de Jesus, de Itália, 1951, pág. 390).
Facilmente se imagina o ambiente que aquele testemunho causou nos ouvintes. O político teve de enfiar a viola no saco e ir pregar para outra terra.

quinta-feira, maio 29, 2008

Oração na escola

«Deus escreve direito por linhas tortas» diz o povo e tem razão. Andam alguns a lutar contra os sinais religiosos nas escolas e outros lugares públicos. Até mesmo no nosso País o governo socialista mandou retirar os poucos crucifixos que ainda restavam em algumas escolas. Mas não há-de tardar muito que estas tenham de arranjar lugares de oração para quem o queira fazer. Pelo menos é o que se adivinha da notícia que alguns meios de comunicação social publicaram há dias e que resumimos a seguir:
«O Tribunal Administrativo de Berlim reconheceu o direito dos alunos muçulmanos a rezar nas escolas da cidade, às quais aconselhou a criação de salas de oração para aqueles estudantes».
«A sentença do tribunal dá razão a uma denúncia apresentada por um aluno do ensino secundário, de 14 anos, do Instituto de Ensino Médio Diesterweg, no bairro de Wedding de Berlim, que tinha reclamado o direito a orar pelo menos uma vez por dia durante uma pausa ou numa hora livre, de acordo com o jornal alemão ‘Berliner Zeitung’».
«A decisão judicial, para a qual foi interposto um recurso para uma instância superior pelas autoridades educativas da capital alemã, poderá tornar-se vinculativa para todas as escolas de Berlim, bem como de toda a Alemanha».
«O aluno, cuja identidade não foi divulgada, chamou a atenção da escola em Novembro último quando, com outros sete colegas, aproveitou uma pausa no horário para rezar num corredor da escola virado para Meca durante dez minutos».
«Ao tomar conhecimento do facto, a direcção da escola pôs-se imediatamente em contacto com os pais dos alunos, aos quais comunicou que o compromisso de neutralidade do Estado a obrigava a proibir aos alunos a prática da religião na escola.
Os pais do aluno de 14 anos e o próprio aluno apresentaram então uma queixa no Tribunal Administrativo de Berlim, cuja sentença dita que a liberdade de religião inclui também a liberdade da prática desta».
Se a sentença referida for confirmada pela Instância Superior, então não tardará que outros grupos religiosos requeiram os mesmos direitos, que terão de lhes ser concedidos. Na Alemanha e nos outros países da Comunidade Europeia. E lá irá por água abaixo o laicismo que muitos teimam em implantar na Europa. Graças ao temido Islão.

quarta-feira, maio 21, 2008

Que grande diferença!...


Tenho diante de mim duas notícias completamente opostas: «Morreu aos 98 anos Irena Sendler, a heroína polaca que salvou 2500 crianças do Gueto judeu de Varsóvia»; «Pai mata filha de 17 anos que se apaixonou por um soldado inglês».
Qual o crime desta rapariga? Aos nossos olhos, nenhum. O soldado nem sequer lhe tocou, conta uma amiga. «Uma paixão de adolescente que podia até nem ser retribuída» – prossegue a colega. Porém, seu pai, Abdel-Qader Ali, não tem dúvidas: «O mínimo que a filha merecia era morrer». A sua filha apaixonou-se por um dos 1500 soldados britânicos estacionados na cidade iraquiana de Baçorá. A própria polícia iraquiana, que chegou a deter Abdel-Qader umas horas, deu-lhe razão. «Todos sabem que os crimes de honra são impossíveis de evitar», disse o iraquiano, segundo o qual «os agentes ficaram do meu lado o tempo todo a dar-me os parabéns pelo que fizera».
A outra notícia fala da morte de uma senhora de 98 anos, assistente social, que salvou um número enorme de crianças e adolescentes judeus.
Irena Sendler, assim se chamava a mulher, organizou a saída de cerca de 2500 crianças do Gueto de Varsóvia durante a violenta ocupação alemã, na Segunda Guerra Mundial. Ela – que trabalhava como assistente social – e a sua equipa de 20 colaboradores salvaram as crianças entre Outubro de 1940 e Abril de 1943, quando os nazis deitaram fogo ao Gueto, matando os seus ocupantes ou mandando-os para os campos de concentração.Adivinhando já o que iria acontecer, durante dois anos e meio, Irena Sendler conseguiu ludibriar os nazis, conseguindo retirar de maneira clandestina milhares de crianças do gueto, entregando-as a famílias católicas e conventos.
De formação e prática católica, Irena explicava a sua acção humanitária dizendo: «Fui educada na ideia de que é preciso salvar qualquer pessoa, sem ter em conta a sua religião ou notoriedade.»Sendler foi presa em sua casa em 20 de Outubro de 1943. Durante o período em que ficou detida no quartel-general de Gestapo, foi torturada pelos nazis que lhe partiram os pés e as pernas. Ainda assim, não disse nada. Logo depois, foi condenada à morte, mas milagrosamente foi salva, quando a conduziam à execução, por um oficial alemão que a resistência polaca conseguiu corromper. Sendler continuou a sua luta clandestina sob uma nova identidade até ao final da guerra, trabalhando como supervisora de orfanatos e asilos em seu país.
Que grande diferença entre o acima referido muçulmano e seus conterrâneos e esta mulher e sua equipa!

sexta-feira, maio 09, 2008

Tinha tudo para ser uma infeliz


Oprah Gail Winfrey é uma mulher muito conhecida e admirada. É apresentadora de televisão norte-americana, vencedora de múltiplos Prémios Emmy pelo seu programa The Oprah Winfrey Show, o talk show com maior audiência da história da televisão norte-americana.
Ela é o exemplo perfeito de mulher da nossa época, multi-funcional, sendo também uma influente crítica de livros, uma actriz indicada para um Óscar pelo filme A Cor Púrpura, e editora da revista The Oprah Magazine.
De acordo com a revista Forbes, Oprah foi eleita por três anos seguidos a mulher negra mais rica do século XX e a negra mais filantrópica de todos os tempos. Isto não seria suficiente para a apresentar como mulher modelo, não fora o caso da sua infância e juventude terem sido altamente atribuladas.
Oprah Gail Winfrey nasceu em 1954, em Kosciusko, Mississippi, Estados Unidos. A mãe, uma garota de 18 anos, engravidara casualmente do militar Vernon Winfrey. Tão depressa se recuperou do parto, a jovem abandonou a bebé na porta da casa do amante e sumiu. Oprah foi criada com mãos de ferro pela avó paterna. Aos 3 anos era tão precoce que recitava versinhos na igreja e aprendeu a ler sozinha. Mas apesar de esperta e comunicativa, foi rejeitada por ser obesa e ter uma inteligência acima da média. Excluída, sem mãe nem pai e sem brinquedos nem amigos, ela tinha tudo para ser uma traumatizada. Mas buscou alento nos livros e nos estudos da Bíblia. Farta do jardim de infância, escreveu uma carta pedindo à professora para pular aquela etapa porque "não se sentia à vontade com as colegas da sua idade". Meses depois, a gordinha de pés descalços saltou da pré-escola para a terceira série primária.
"Sou o que sou porque me agarrei aos estudos", revela a dama da TV, que só usou os primeiros sapatos aos 6 anos, quando foi morar com o pai. No entanto, a severidade do militar e a volta repentina da mãe – que apareceu para buscá-la – assustaram a menina, que fugiu de casa e foi morar com uma tia. Lá, com apenas 9 anos, a estrela foi estuprada pelo primo, que passou a molestá-la a partir dali. Aos 14 anos, grávida e sem rumo, aceitou morar com a mãe. Sozinha, mas cheia de esperança, resolveu mudar o rumo de sua vida. Abraçou os estudos e ganhou uma bolsa num colégio particular frequentado por jovens brancos e ricos. Tornou-se popular pelas notas, a simpatia e a determinação. Nessa época, venceu um concurso cujo prémio era visitar uma rádio local. Lá, os directores encantaram-se com a voz dela e abriram-lhe o caminho da fama.

domingo, maio 04, 2008

Em louvor das Mães


Celebramos hoje o Dia da Mãe. Ocasião oportuna para lembrar aquela que nos deu a vida. Pobre ou rica, letrada ou analfabeta, foi a pessoa mais importante para cada um de nós. Se tivemos a dita de a conhecer, concordaremos que ninguém nos amou mais do que ela. Não deixemos passar este dia sem lhe manifestarmos a nossa gratidão. Uma palavra amiga e um beijo, se temos a sorte de a ter a nosso lado. Uma prece de saudade se o Senhor já no-la levou.

A história que para aqui trago tem duas personagens simples e reais: uma filha e uma mãe. A filha estava crescida e a mãe gostava de a ver feliz. Mas a adolescência traz amores e desamores, alegrias e amarguras sombrias. E foi num dia destes que a mãe se lembrou duma coisa que não mais havia de esquecer. A filha fazia anos e a mãe queria que ela fosse feliz. Não seria difícil dar-lhe a alegria de sonhar com a felicidade. Foi a uma florista e combinou com ela fazer-lhe chegar pelos Correios um raminho de botões de rosa. No ramo, apenas a indicação: "Amo-te!".

Claro que a filha tentou descobrir quem lhe enviava tão belo presente. Perguntou numa e noutra florista, mas nenhuma sabia dizer-lhe. Sonhou com um príncipe encantado, quem sabe se com timidez para declarar a sua paixão. Talvez fosse a vizinha, já idosa, a quem muitas vezes ajudava quando vinha com as compras. Talvez fosse alguma amiga... Ninguém lhe soube dizer.
No ano seguinte, no dia do aniversário, lá chegava de novo um belo ramo de flores. Sem remetente, mas com a mesma expressão carinhosa: "Amo-te".

«Há decerto alguém que me quer muito» – pensava. E não se enganava! Mas quem?!...
Nos anos seguintes, na mesma data, o carteiro trazia-lhe uma nova encomenda. E cada vez lhe pareciam mais bonitas as flores e o cartão que as acompanhava.

Até que a mãe morreu e com a sua morte desapareceu a encomenda. Agora é a filha que todos os anos leva à mãe um lindo ramo de flores. Deixa-o na campa da sua querida mãe, mas sabe que ela lá no Céu o recebe com a mesma alegria com que todos os anos presenteava a filha.