quarta-feira, maio 21, 2008

Que grande diferença!...


Tenho diante de mim duas notícias completamente opostas: «Morreu aos 98 anos Irena Sendler, a heroína polaca que salvou 2500 crianças do Gueto judeu de Varsóvia»; «Pai mata filha de 17 anos que se apaixonou por um soldado inglês».
Qual o crime desta rapariga? Aos nossos olhos, nenhum. O soldado nem sequer lhe tocou, conta uma amiga. «Uma paixão de adolescente que podia até nem ser retribuída» – prossegue a colega. Porém, seu pai, Abdel-Qader Ali, não tem dúvidas: «O mínimo que a filha merecia era morrer». A sua filha apaixonou-se por um dos 1500 soldados britânicos estacionados na cidade iraquiana de Baçorá. A própria polícia iraquiana, que chegou a deter Abdel-Qader umas horas, deu-lhe razão. «Todos sabem que os crimes de honra são impossíveis de evitar», disse o iraquiano, segundo o qual «os agentes ficaram do meu lado o tempo todo a dar-me os parabéns pelo que fizera».
A outra notícia fala da morte de uma senhora de 98 anos, assistente social, que salvou um número enorme de crianças e adolescentes judeus.
Irena Sendler, assim se chamava a mulher, organizou a saída de cerca de 2500 crianças do Gueto de Varsóvia durante a violenta ocupação alemã, na Segunda Guerra Mundial. Ela – que trabalhava como assistente social – e a sua equipa de 20 colaboradores salvaram as crianças entre Outubro de 1940 e Abril de 1943, quando os nazis deitaram fogo ao Gueto, matando os seus ocupantes ou mandando-os para os campos de concentração.Adivinhando já o que iria acontecer, durante dois anos e meio, Irena Sendler conseguiu ludibriar os nazis, conseguindo retirar de maneira clandestina milhares de crianças do gueto, entregando-as a famílias católicas e conventos.
De formação e prática católica, Irena explicava a sua acção humanitária dizendo: «Fui educada na ideia de que é preciso salvar qualquer pessoa, sem ter em conta a sua religião ou notoriedade.»Sendler foi presa em sua casa em 20 de Outubro de 1943. Durante o período em que ficou detida no quartel-general de Gestapo, foi torturada pelos nazis que lhe partiram os pés e as pernas. Ainda assim, não disse nada. Logo depois, foi condenada à morte, mas milagrosamente foi salva, quando a conduziam à execução, por um oficial alemão que a resistência polaca conseguiu corromper. Sendler continuou a sua luta clandestina sob uma nova identidade até ao final da guerra, trabalhando como supervisora de orfanatos e asilos em seu país.
Que grande diferença entre o acima referido muçulmano e seus conterrâneos e esta mulher e sua equipa!

sexta-feira, maio 09, 2008

Tinha tudo para ser uma infeliz


Oprah Gail Winfrey é uma mulher muito conhecida e admirada. É apresentadora de televisão norte-americana, vencedora de múltiplos Prémios Emmy pelo seu programa The Oprah Winfrey Show, o talk show com maior audiência da história da televisão norte-americana.
Ela é o exemplo perfeito de mulher da nossa época, multi-funcional, sendo também uma influente crítica de livros, uma actriz indicada para um Óscar pelo filme A Cor Púrpura, e editora da revista The Oprah Magazine.
De acordo com a revista Forbes, Oprah foi eleita por três anos seguidos a mulher negra mais rica do século XX e a negra mais filantrópica de todos os tempos. Isto não seria suficiente para a apresentar como mulher modelo, não fora o caso da sua infância e juventude terem sido altamente atribuladas.
Oprah Gail Winfrey nasceu em 1954, em Kosciusko, Mississippi, Estados Unidos. A mãe, uma garota de 18 anos, engravidara casualmente do militar Vernon Winfrey. Tão depressa se recuperou do parto, a jovem abandonou a bebé na porta da casa do amante e sumiu. Oprah foi criada com mãos de ferro pela avó paterna. Aos 3 anos era tão precoce que recitava versinhos na igreja e aprendeu a ler sozinha. Mas apesar de esperta e comunicativa, foi rejeitada por ser obesa e ter uma inteligência acima da média. Excluída, sem mãe nem pai e sem brinquedos nem amigos, ela tinha tudo para ser uma traumatizada. Mas buscou alento nos livros e nos estudos da Bíblia. Farta do jardim de infância, escreveu uma carta pedindo à professora para pular aquela etapa porque "não se sentia à vontade com as colegas da sua idade". Meses depois, a gordinha de pés descalços saltou da pré-escola para a terceira série primária.
"Sou o que sou porque me agarrei aos estudos", revela a dama da TV, que só usou os primeiros sapatos aos 6 anos, quando foi morar com o pai. No entanto, a severidade do militar e a volta repentina da mãe – que apareceu para buscá-la – assustaram a menina, que fugiu de casa e foi morar com uma tia. Lá, com apenas 9 anos, a estrela foi estuprada pelo primo, que passou a molestá-la a partir dali. Aos 14 anos, grávida e sem rumo, aceitou morar com a mãe. Sozinha, mas cheia de esperança, resolveu mudar o rumo de sua vida. Abraçou os estudos e ganhou uma bolsa num colégio particular frequentado por jovens brancos e ricos. Tornou-se popular pelas notas, a simpatia e a determinação. Nessa época, venceu um concurso cujo prémio era visitar uma rádio local. Lá, os directores encantaram-se com a voz dela e abriram-lhe o caminho da fama.

domingo, maio 04, 2008

Em louvor das Mães


Celebramos hoje o Dia da Mãe. Ocasião oportuna para lembrar aquela que nos deu a vida. Pobre ou rica, letrada ou analfabeta, foi a pessoa mais importante para cada um de nós. Se tivemos a dita de a conhecer, concordaremos que ninguém nos amou mais do que ela. Não deixemos passar este dia sem lhe manifestarmos a nossa gratidão. Uma palavra amiga e um beijo, se temos a sorte de a ter a nosso lado. Uma prece de saudade se o Senhor já no-la levou.

A história que para aqui trago tem duas personagens simples e reais: uma filha e uma mãe. A filha estava crescida e a mãe gostava de a ver feliz. Mas a adolescência traz amores e desamores, alegrias e amarguras sombrias. E foi num dia destes que a mãe se lembrou duma coisa que não mais havia de esquecer. A filha fazia anos e a mãe queria que ela fosse feliz. Não seria difícil dar-lhe a alegria de sonhar com a felicidade. Foi a uma florista e combinou com ela fazer-lhe chegar pelos Correios um raminho de botões de rosa. No ramo, apenas a indicação: "Amo-te!".

Claro que a filha tentou descobrir quem lhe enviava tão belo presente. Perguntou numa e noutra florista, mas nenhuma sabia dizer-lhe. Sonhou com um príncipe encantado, quem sabe se com timidez para declarar a sua paixão. Talvez fosse a vizinha, já idosa, a quem muitas vezes ajudava quando vinha com as compras. Talvez fosse alguma amiga... Ninguém lhe soube dizer.
No ano seguinte, no dia do aniversário, lá chegava de novo um belo ramo de flores. Sem remetente, mas com a mesma expressão carinhosa: "Amo-te".

«Há decerto alguém que me quer muito» – pensava. E não se enganava! Mas quem?!...
Nos anos seguintes, na mesma data, o carteiro trazia-lhe uma nova encomenda. E cada vez lhe pareciam mais bonitas as flores e o cartão que as acompanhava.

Até que a mãe morreu e com a sua morte desapareceu a encomenda. Agora é a filha que todos os anos leva à mãe um lindo ramo de flores. Deixa-o na campa da sua querida mãe, mas sabe que ela lá no Céu o recebe com a mesma alegria com que todos os anos presenteava a filha.

domingo, abril 27, 2008

Surras nas esposas





Obrigado, PDIVULG, por me teres dado a conhecer estes "exemplares" discursos muçulmanos. Há uma diferença grande entre estas "pregações" islamitas e as "pregações" dos padres cristãos.
Acham os leitores possível um discurso destes feito em alguma igreja cristã?

sábado, abril 26, 2008

Mais crentes assumidos


De 1991 a 2001 aumentou o número de crentes que assumiram a sua fé quando questionados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O facto foi ressaltado no primeiro estudo estatístico sobre a diversidade religiosa em Portugal baseado nos 13.º e 14.º censos da população que conclui que "o processo de laicização é incipiente e o catolicismo permanece, pelo menos enquanto referência identitária, hegemónico".


Segundo o sociólogo Tiago Santos, à excepção dos judeus, o número de pessoas associadas a cada uma das religiões referidas pelo INE - católica, ortodoxa, protestante, outra cristã, judaica, muçulmana e outra não cristã - cresceu. O autor realça que este crescimento foi "conseguido sobretudo à custa de uma diminuição muito substancial do número de indivíduos que recusa responder à questão colocada pelo INE "Indique a sua religião". Ou seja, conclui, "mais do que uma onda de conversões ou revivalismo religioso, parece haver uma maior capacidade de cada qual assumir a sua fé".

sábado, abril 19, 2008

Paróquias ecológicas


A Conferência Episcopal Italiana está a elaborar um plano de acção para que as novas igrejas e paróquias baixem o consumo de energia, abatendo os custos. Além disso, acredita que os edifícios históricos e artísticos devam ser mantidos ou reestruturados segundo os mais modernos critérios ecológicos.

Com o tema, "Construir bem para viver melhor. Edifícios de culto no horizonte da sustentabilidade", a Conferência reuniu em Roma especialistas de vários campos para apresentar mudanças em relação à "bioarquitetura" das paróquias.

Sob a direcção de Dom Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, os especialistas das várias disciplinas ligadas à arte do culto estiveram atentos à ilustração do projecto.

Entre os casos apresentados como exemplo estava a igreja da Divina Misericórdia de um bairro de Roma, projectada para o Jubileu do 2000 pelo arquiteto Robert Mayer, e a nova basílica de São Pio de Pietrelcina, no qual o projeto é assinado por Renzo Piano. Como exemplo de restauração eco-compatível foi citada a igreja do Bom Pastor, no centro histórico da cidade de Bari. A economia de energia alcançada com as igrejas que respeitam o meio ambiente é calculada entre 30 e 70%.

O plano para a "bioarquitetura" nas paróquias confirma a sensibilidade das igrejas italianas pelo meio ambiente. Uma das iniciativas é o dia nacional dedicado à proteção da criação, instituído em 2006, para promover o respeito à natureza dentro de uma ampla cultura em defesa da vida e pela saúde do homem.

A ecologia é também enaltecida por Bento XVI, através de algumas mensagens destinadas aos diplomatas internacionais. "Um dos campos que parece urgente trabalharmos é, sem dúvida, aquele de protecção da Criação. Às novas gerações é confiado o futuro do planeta, no qual são evidentes os sinais de um desenvolvimento que nem sempre sabe defender os equilíbrios da natureza. Antes que seja muito tarde, devem-se adoptar escolhas corajosas, que saibam recriar uma forte aliança entre o homem e a terra", disse o papa. (AC/BF)

quinta-feira, abril 17, 2008

O Cónego Dr. Manuel Paulo


Faz hoje, dia 17 de Abril, 25 anos que faleceu inesperadamente o Cónego Dr. Manuel Paulo.
Muitos dos nossos leitores hão-de perguntar quem foi este homem para aqui o invocarmos. Para além de muitas outras coisas, entre as quais professor e reitor do Seminário de Coimbra, o Dr. Manuel Paulo escreveu durante cerca de 30 anos a crónica de “O Amigo do Povo” À Sombra do Castanheiro/ Ao Calor da Fogueira, que nasceu com o jornal e ainda continua a ter inúmeros leitores, hoje escrita por um outro Doutor prestigiado de Coimbra.

Estas crónicas foram publicadas em 5 volumes, após a sua morte, e ainda agora se lêem com proveito para conhecermos e reflectirmos sobre o que foram esses tempos conturbados do chamado PREC – Processo de Revolução em Curso – que se seguiu ao 25 de Abril de 1974. Nesse tempo, alguns deputados encarregavam-se de levar “O Amigo do Povo” para a Assembleia da República, onde era disputado, e o À Sombra do Castanheiro/ Ao Calor da Fogueira era por vezes matéria de aceso debate.

O Dr. Manuel Paulo ajudou – e muito – a iluminar os acontecimentos daquela época com a sua reflexão crítica e a preparar as pessoas para a resistência a uma nova ditadura de sinal contrário que alguns lhe estavam a preparar. Este insigne Mestre e Intelectual não era, como alguns pensavam, um conservador e apoiante do antigo Regime de Salazar e Marcelo Caetano. Antes pelo contrário: sei, e muitos colegas meus também o sabem, que era um firme defensor das novas ideias que já andavam no ar há alguns anos – sobretudo após o Concílio Vaticano II – e não se escusava de criticar publicamente os que no clero alinhavam por uma cada vez maior proximidade entre Igreja e Estado Novo. Um célebre escrito acusatório que um outro professor estava a redigir contra o Reitor do Seminário foi “confiscado” por alunos da minha turma e levado em triunfo ao visado Dr. Manuel Paulo, que nos ficou eternamente agradecido. Na altura nada conseguiu dizer àqueles alunos “trangressores” do respeito pela privacidade alheia, mas os seus olhos e gestos falaram melhor que todas as palavras.

sábado, abril 05, 2008

Vale a pena reagir


Um amigo enviou-me um comentário sobre a falta de uma Bíblia nos quartos de um hotel em Beja. E relata a sua estranheza. Tem andado por muito lado e sempre encontrou ou na cómoda ou nas gavetas da mesinha de cabeceira as Sagradas Escrituras. Mas naquele hotel não havia.
"Será porque estamos em terras onde predominam os comunistas" – pergunta. "Será que o proprietário não é crente e faz disso alarde?"
E o nosso leitor diz que perguntou aos empregados mas não lhe souberam dar uma resposta convincente.
"Para a próxima não vou para um tal hotel" – garante-nos.
Isto fez-me lembrar o que li há tempos nas Selecções do Reader's Digest. Num dos países nórdicos, talvez a Dinamarca ou Suécia, onde alguém refilou contra a presença da Bíblia no quarto do hotel. Protestou junto da gerência do hotel. Esta transmitiu o protesto à respectiva cadeia. Em consequência, foram retiradas todas as Bíblias dos quartos.
Só que por ali passou alguém que reagiu à falta da Bíblia. E depois outro e outro.
Moral da história: eram mais os que refilavam e prometiam não voltar do que o tal (e único) que primeiro tinha reagido à presença daquele Livro sagrado. E aquela cadeia de hotéis voltou a colocar uma bíblia em cada quarto do hotel.
Isto é sintomático de que o que conta para muitos empresários é o lucro. E se a gente se cala, são as minorias que levam a melhor.
Louvamos, pois, aquele nosso leitor que fez sentir a falta de uma Bíblia no hotel de Beja. Talvez isto seja uma ideia a pôr em prática por outros. Neste e noutros aspectos.


sábado, março 22, 2008

Cristo ressuscitou!


Os Apóstolos e discípulos testemunharam este grande acontecimento, o maior da História. O Senhor apareceu-lhes vivo, e não só a eles. Também a muitas testemunhas e em diversas circunstâncias (às mulheres que O acompanharam, a Pedro e João, aos discípulos de Emaús, aos Apóstolos no Cenáculo, a Tiago, aos discípulos quando pescavam, a Paulo a caminho de Damasco). Os Apóstolos, inicialmente não queriam acreditar, pois o facto era tão estranho, mas tiveram de render-se à evidência: Vi o Senhor! Vimos o Senhor!

Esta experiência vive-a ainda hoje a Igreja. Não seria possível, é inexplicável a entrega de tantas pessoas a Cristo e aos mais pobres, se Jesus não tivesse ressuscitado. Toda a História da Igreja é prova da Ressurreição.
Cristo não é só um Fundador de uma nova Religião como Maomé, Buda ou qualquer outro. Eles estão mortos. Jesus está vivo!

Uma Boa Celebração de Páscoa para todos!

A caminho da nossa própria Páscoa!

terça-feira, março 18, 2008

sexta-feira, março 14, 2008

sábado, março 08, 2008

A brasa solitária



Diz-se – e talvez seja verdade – que a fidelidade é hoje um valor em crise. Somos capazes, sem dúvida, de entusiasmos e de dedicações generosas; menos capazes de as manter inalteradas ao longo do tempo. Somos capazes de ímpetos momentâneos: menos capazes de arriscar a vida para sempre. Assistimos a um desafio de generosidade, em momentos de emergência; vemos menos gente capaz de um sacrifício contínuo, ligado ao ritmo quotidiano da vida, que, muitas vezes, parece banal e monótono.


É pois de enaltecer os que são capazes de ser fiéis aos seus compromissos. E quero aqui referir de um modo especial os jovens que, feito o crisma, continuam fiéis às suas promessas de cristãos. Vejo todas as semanas alguns a participar – talvez uma meia dúzia – cujos pais e mães estão sempre ausentes. E isto servirá de estímulo para os seus catequistas. Vale a pena continuar a semear!

Em 2001 foi feito, em Portugal, o levantamento da participação semanal na Missa. Pouco mais de 20 por cento estava presente nos locais de culto nesse dia do recenseamento. Mas um inquérito por amostragem, na mesma data, revelava que 66 por cento dos portugueses se consideravam praticantes. È certo que há muita gente impedida de participar e as crianças menores de 7 anos foram excluídas na contagem. Há velhinhos, doentes e seus acompanhantes, pessoas que trabalham no Sábado e Domingo, etc., que não podem estar presentes. Mas a diferença entre 20 e 66 por cento é muito grande.

Recordo a propósito uma conhecida história. Um rapaz, a determinada altura, deixou de frequentar a sua igreja. A preguiça e um certo cansaço das cerimónias repetidas serviram-lhe de argumento justificativo. Um dia precisou de ir a casa do pastor da sua congregação. Era inverno e o clérigo estava numa sala com a lareira acesa. Quando o rapaz chegou, o pastor decidiu separar as achas ou cavacas que estavam a fazer uma boa fogueira. Daí a pouco, o lume apagou-se.

- Estás a ver, rapaz! As cavacas são como as pessoas. Se não se juntam, deixam de dar calor. Apagam-se! É como a religião! Sem participação no culto, extingue-se. Assim como a fé e o amor.
O rapaz manteve-se calado. Mas na despedida, saiu-se com esta:
– Domingo, lá estarei no culto. Não quero ser uma brasa solitária, sem fé nem religião!

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

A República precisa de crentes


Disseram os jornais, que a senadora mais votada na história do Senado Espanhol, em representação dos socialistas catalães por Barcelona, abandonou aquele cargo, por incompatibilidade com a actual política de seu partido,o PSOE, difundindo uma nota através da agência Europa Press.

Nessa nota Mercedes anuncia a sua conversão ao cristianismo e dá conta de que a sua postura choca com as leis do Governo, "Meu actual compromisso cristão me levou a opor às leis do Governo que chocam frontalmente com a ética cristã, como a regulação dada à união homossexual ou a pesquisa com embriões, e que em consciência não pude apoiar. Em consequência, impunha-se a decisão que tomei", afirma em seu comunicado.


Já em Junho de 2005, Mercedes Aroz anunciou sua oposição à lei socialista do matrimónio homossexual, como publicou em seu momento "Fórum Libertas", quando aquela lei se debateu no Senado e foi rejeitada por este órgão político, mas essa decisão não foi respeitada pelo Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE).
Mercedes Aroz disse, em declarações à Europa Press: "Eu quis tornar pública a minha conversão para sublinhar a convicção da Igreja Católica de que o cristianismo tem muito a dizer aos homens e mulheres de nosso tempo, porque há algo mais que a razão e a ciência. Através da fé cristã, chega-se a compreender plenamente a própria identidade como ser humano e o sentido da vida".


Por seu lado o novo Presidente francês fez uma afirmação que levantou os cabelos aos laicistas de França e não só: “A República precisa dos crentes”. E o mesmo Sarkozy foi ainda mais longe, assumindo as raízes cristãs da França, "cimento da identidade nacional", e defendendo uma laicidade positiva que não encare as religiões "como um perigo, mas sim como um trunfo", numa França hoje religiosamente diversa.

Nunca um Presidente tinha ido tão longe, desde a lei da Separação de 1905. Tais afirmações levantaram muitas vozes contra mas são bem a evidência de que os tempos mudaram e são hoje mais favoráveis a uma liberdade para todos.

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Brasil confia na Igreja


Na mesma linha do último levantamento da pesquisa CNT/Sensus, feito em abril de 2007, a Igreja e as Forças Armadas continuam liderando a confiança dos brasileiros, com 39,4% e 16,5% das menções, respectivamente. O Congresso Nacional é o lanterna do ranking, com apenas 0,5% do total. Em seguida aparecem imprensa e meios de comunicação (12,7%), Justiça (11,3%), governo federal (4,4%) e polícia (4,1%). O número dos que não confiam em nenhum desses ou não souberam responder chegou a 11,2%.

A pesquisa divulgada nesta segunda-feira mostrou ainda o conservadorismo médio da população, quando perguntou quais valores os entrevistados consideravam mais importantes para transmitir aos filhos. Em primeiro lugar aparece a religião, com 25%, seguida de responsabilidade (18,4%), obediência (17,7%), boas maneiras (9,6%), compromisso com trabalho (8,8%), determinação e perseverança (8,5%). Em pior colocação apareceram tolerância (7,4%), independência (2,2%) e valor do dinheiro (1,5%).

domingo, fevereiro 17, 2008

Jovens heróis



Três dos 40 adolescentes sequestrados no Iraque arriscaram sua vida na semana passada para não apostatar de sua fé cristã, revela um bispo do país.


Dom Louis Sako, bispo de Kirkuk, explica: «Na semana passada, em uma estrada que leva a Bagdá, terroristas seqüestraram 40 alunos de uma escola. Entre eles havia três cristãos a quem impuseram que se convertessem ao islão. Os três jovens opuseram-se com energia, dizendo que estavam dispostos a morrer por sua fé».

Segundo explicou o prelado ao SIR, serviço de informação religiosa na Itália, «o que aconteceu aos três jovens cristãos significa que, apesar das muitas dificuldades, nossos fiéis não perdem a fé e a esperança, e mais, reforçam-nas».

O prelado explica que na sua diocese durante esta Quaresma os «irmãos muçulmanos estão vindo para nos visitar», ainda que reconhece que a reconciliação e a convivência «exigem tempo e devem ser aprendidas».


domingo, fevereiro 10, 2008

Oratória

Veja parte da Oratória sobre Fátima:

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Reinserção social?!



Um investigador da Faculdade de Psicologia e Ciências de Educação da Universidade do Porto, Tiago Neves, passou um ano em trabalho de campo num centro educativo e constatou que nenhum trabalho é feito para incutir valores nos jovens e que a reinserção social dos jovens delinquentes ali acolhidos é um falhanço.

Segundo a sua análise, a disciplina severa que é aplicada aos técnicos sempre que há distúrbios, fugas ou agressões a professores por parte dos jovens, leva a que estes adoptem uma estratégia sobretudo defensiva. A educação fica prejudicada também devido ao facto dos técnicos mais especializados estarem "assoberbados com trabalho administrativo", ficando os jovens entregues a maior parte do tempo aos monitores – menos especializados, apesar da longa experiência que alguns já têm.

A lei que criou estes centros para jovens delinquentes entre os 12 e os 16 anos (podendo o internamento ir até aos 21) define como prioridade educação para o Direito. Mas em lado nenhum se define o que isso seja. Esta indefinição, segundo o professor do Porto, tem um resultado: os centros não cumprem a sua função de reinserção.

Assim não vale!!! Todos ficamos a perder.

domingo, fevereiro 03, 2008

É a Igreja que tem um problema com a democracia ou é a democracia que tem um problema com a Igreja?


A comissão permanente da Conferência Episcopal Espanhola (CEE) publicou uma nota sobre as próximas eleições de 9 de Março, deixando duras críticas ao governo de José Luis Rodríguez Zapatero por causa das medidas legislativas sobre a família e o matrimónio, bem como das negociações com a ETA.

O terrorismo, escrevem, “é uma prática intrinsecamente perversa, de todo incompatível com uma visão moral da vida justa e razoável”, condenando “a negociação política com organizações terroristas”.

O texto alerta para “o perigo de opções políticas e legislativas que contradizem valores fundamentais e princípios antropológicos e éticos enraizados na natureza do ser humano, em particular no que diz respeito à defesa da vida humana em todas as suas etapas, desde a concepção até à morte natural, e à promoção da família fundada no matrimónio”.

A Nota passa em revista vários dos temas que geraram polémica nestes últimos 4 anos de relação Igreja-Estado:
o combate às “referências religiosas” na sociedade;
a liberdade de ensino;
os nacionalismos;
Ninguém critica tanto (e de forma tão virulenta) um governo como a oposição, os sindicatos ou os jornalistas. O governo discorda, mas não contesta. A liberdade de opinião é sagrada. Mas se for a Igreja a emitir um parecer ou a fazer uma chamada de atenção, parece que tudo cai. Não se comenta sequer o conteúdo. Contesta-se, à cabeça, o próprio direito de intervir.

Discutamos todas as ideias.

Mas não tentemos calar ninguém.

A democracia não é para abafar.

É para permitir que todas as vozes se oiçam.

No blog: Padres inquietos

segunda-feira, janeiro 28, 2008

“Um inquietante retorno do religioso”


«Nós vivemos actualmente – em França como no Ocidente – uma verdadeira revolução silenciosa caracterizada por um regresso inquietante do religioso.»

«Sob o assalto de correntes e de doutrinas as mais reaccionárias, eis que o Homem – moderno e pós-moderno – se nos apresenta radiante graças à redescoberta do facto religioso.»
«Assim lentamente assistimos ao triunfo do sujeito religioso, apagando pouco a pouco o sujeito político, racional universal.»

«Este retorno histórico reveste-se dos mais graves perigos. Os anti-Luzes estão prontos a tomar a sua vingança.» (.....)

«Nós estamos na presença de uma verdadeira ofensiva intelectual e cultural.» (.....)

«O Grande Oriente de França apela à mais extrema vigilância face a esta ofensiva geral que trabalha contra a emancipação dos Homens, contra a sua Liberdade.»


Este texto é parte substancial do comunicado do Grande Oriente da França de 12 de Dezembro último (ver: http://www.godf.org/nouv_detail.asp?num=127) que traduzimos para a nossa língua e que explica em parte as tomadas de posição que ultimamente têm feito vários sectores da maçonaria portuguesa e de outros países. Basta ver as ordens para a retirada dos símbolos católicos das escolas e da sua renomeação, no caso de terem nomes de santos. O problema dos capelães de hospitais, prisões e quartéis insere-se na mesma luta. E outras estarão na forja.
Mas é bom saber que a própria Maçonaria não tem pejo em afirmar que a religião, em vez de diminuir, está a aumentar a sua influência nos indivíduos e na sociedade, mesmo na nossa Europa.


Isto parece contradizer a opinião geral, mas sondagens fidedignas acentuam isto mesmo. Ainda há pouco um inquérito de opinião feito aos franceses dava conta de que as novas gerações de França são mais religiosas do que o eram na sua idade os seus pais. E 67 por cento dos pais e avós franceses consideram ser muito importante a transmissão da religião às crianças. Mesmo 62 por cento dos não praticantes de qualquer religião acha que a sua transmissão ajuda a solidificar os valores nas pessoas.

Mais: na França baptizam-se em cada ano cerca de 9 mil adultos.
Têm pois razão os que têm medo da influência da Igreja no mundo e a combatem. Mas o que não sabem é que estão a combater contra Deus. E a Deus ninguém consegue
vencer!

domingo, janeiro 20, 2008

Testemunho que choca


Como reagiria eu se não tivesse mãos nem pés?



Põe-te na pele deste jovem. Achas que vale a pena uma vida assim?