sábado, abril 26, 2008

Mais crentes assumidos


De 1991 a 2001 aumentou o número de crentes que assumiram a sua fé quando questionados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O facto foi ressaltado no primeiro estudo estatístico sobre a diversidade religiosa em Portugal baseado nos 13.º e 14.º censos da população que conclui que "o processo de laicização é incipiente e o catolicismo permanece, pelo menos enquanto referência identitária, hegemónico".


Segundo o sociólogo Tiago Santos, à excepção dos judeus, o número de pessoas associadas a cada uma das religiões referidas pelo INE - católica, ortodoxa, protestante, outra cristã, judaica, muçulmana e outra não cristã - cresceu. O autor realça que este crescimento foi "conseguido sobretudo à custa de uma diminuição muito substancial do número de indivíduos que recusa responder à questão colocada pelo INE "Indique a sua religião". Ou seja, conclui, "mais do que uma onda de conversões ou revivalismo religioso, parece haver uma maior capacidade de cada qual assumir a sua fé".

sábado, abril 19, 2008

Paróquias ecológicas


A Conferência Episcopal Italiana está a elaborar um plano de acção para que as novas igrejas e paróquias baixem o consumo de energia, abatendo os custos. Além disso, acredita que os edifícios históricos e artísticos devam ser mantidos ou reestruturados segundo os mais modernos critérios ecológicos.

Com o tema, "Construir bem para viver melhor. Edifícios de culto no horizonte da sustentabilidade", a Conferência reuniu em Roma especialistas de vários campos para apresentar mudanças em relação à "bioarquitetura" das paróquias.

Sob a direcção de Dom Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, os especialistas das várias disciplinas ligadas à arte do culto estiveram atentos à ilustração do projecto.

Entre os casos apresentados como exemplo estava a igreja da Divina Misericórdia de um bairro de Roma, projectada para o Jubileu do 2000 pelo arquiteto Robert Mayer, e a nova basílica de São Pio de Pietrelcina, no qual o projeto é assinado por Renzo Piano. Como exemplo de restauração eco-compatível foi citada a igreja do Bom Pastor, no centro histórico da cidade de Bari. A economia de energia alcançada com as igrejas que respeitam o meio ambiente é calculada entre 30 e 70%.

O plano para a "bioarquitetura" nas paróquias confirma a sensibilidade das igrejas italianas pelo meio ambiente. Uma das iniciativas é o dia nacional dedicado à proteção da criação, instituído em 2006, para promover o respeito à natureza dentro de uma ampla cultura em defesa da vida e pela saúde do homem.

A ecologia é também enaltecida por Bento XVI, através de algumas mensagens destinadas aos diplomatas internacionais. "Um dos campos que parece urgente trabalharmos é, sem dúvida, aquele de protecção da Criação. Às novas gerações é confiado o futuro do planeta, no qual são evidentes os sinais de um desenvolvimento que nem sempre sabe defender os equilíbrios da natureza. Antes que seja muito tarde, devem-se adoptar escolhas corajosas, que saibam recriar uma forte aliança entre o homem e a terra", disse o papa. (AC/BF)

quinta-feira, abril 17, 2008

O Cónego Dr. Manuel Paulo


Faz hoje, dia 17 de Abril, 25 anos que faleceu inesperadamente o Cónego Dr. Manuel Paulo.
Muitos dos nossos leitores hão-de perguntar quem foi este homem para aqui o invocarmos. Para além de muitas outras coisas, entre as quais professor e reitor do Seminário de Coimbra, o Dr. Manuel Paulo escreveu durante cerca de 30 anos a crónica de “O Amigo do Povo” À Sombra do Castanheiro/ Ao Calor da Fogueira, que nasceu com o jornal e ainda continua a ter inúmeros leitores, hoje escrita por um outro Doutor prestigiado de Coimbra.

Estas crónicas foram publicadas em 5 volumes, após a sua morte, e ainda agora se lêem com proveito para conhecermos e reflectirmos sobre o que foram esses tempos conturbados do chamado PREC – Processo de Revolução em Curso – que se seguiu ao 25 de Abril de 1974. Nesse tempo, alguns deputados encarregavam-se de levar “O Amigo do Povo” para a Assembleia da República, onde era disputado, e o À Sombra do Castanheiro/ Ao Calor da Fogueira era por vezes matéria de aceso debate.

O Dr. Manuel Paulo ajudou – e muito – a iluminar os acontecimentos daquela época com a sua reflexão crítica e a preparar as pessoas para a resistência a uma nova ditadura de sinal contrário que alguns lhe estavam a preparar. Este insigne Mestre e Intelectual não era, como alguns pensavam, um conservador e apoiante do antigo Regime de Salazar e Marcelo Caetano. Antes pelo contrário: sei, e muitos colegas meus também o sabem, que era um firme defensor das novas ideias que já andavam no ar há alguns anos – sobretudo após o Concílio Vaticano II – e não se escusava de criticar publicamente os que no clero alinhavam por uma cada vez maior proximidade entre Igreja e Estado Novo. Um célebre escrito acusatório que um outro professor estava a redigir contra o Reitor do Seminário foi “confiscado” por alunos da minha turma e levado em triunfo ao visado Dr. Manuel Paulo, que nos ficou eternamente agradecido. Na altura nada conseguiu dizer àqueles alunos “trangressores” do respeito pela privacidade alheia, mas os seus olhos e gestos falaram melhor que todas as palavras.

sábado, abril 05, 2008

Vale a pena reagir


Um amigo enviou-me um comentário sobre a falta de uma Bíblia nos quartos de um hotel em Beja. E relata a sua estranheza. Tem andado por muito lado e sempre encontrou ou na cómoda ou nas gavetas da mesinha de cabeceira as Sagradas Escrituras. Mas naquele hotel não havia.
"Será porque estamos em terras onde predominam os comunistas" – pergunta. "Será que o proprietário não é crente e faz disso alarde?"
E o nosso leitor diz que perguntou aos empregados mas não lhe souberam dar uma resposta convincente.
"Para a próxima não vou para um tal hotel" – garante-nos.
Isto fez-me lembrar o que li há tempos nas Selecções do Reader's Digest. Num dos países nórdicos, talvez a Dinamarca ou Suécia, onde alguém refilou contra a presença da Bíblia no quarto do hotel. Protestou junto da gerência do hotel. Esta transmitiu o protesto à respectiva cadeia. Em consequência, foram retiradas todas as Bíblias dos quartos.
Só que por ali passou alguém que reagiu à falta da Bíblia. E depois outro e outro.
Moral da história: eram mais os que refilavam e prometiam não voltar do que o tal (e único) que primeiro tinha reagido à presença daquele Livro sagrado. E aquela cadeia de hotéis voltou a colocar uma bíblia em cada quarto do hotel.
Isto é sintomático de que o que conta para muitos empresários é o lucro. E se a gente se cala, são as minorias que levam a melhor.
Louvamos, pois, aquele nosso leitor que fez sentir a falta de uma Bíblia no hotel de Beja. Talvez isto seja uma ideia a pôr em prática por outros. Neste e noutros aspectos.


sábado, março 22, 2008

Cristo ressuscitou!


Os Apóstolos e discípulos testemunharam este grande acontecimento, o maior da História. O Senhor apareceu-lhes vivo, e não só a eles. Também a muitas testemunhas e em diversas circunstâncias (às mulheres que O acompanharam, a Pedro e João, aos discípulos de Emaús, aos Apóstolos no Cenáculo, a Tiago, aos discípulos quando pescavam, a Paulo a caminho de Damasco). Os Apóstolos, inicialmente não queriam acreditar, pois o facto era tão estranho, mas tiveram de render-se à evidência: Vi o Senhor! Vimos o Senhor!

Esta experiência vive-a ainda hoje a Igreja. Não seria possível, é inexplicável a entrega de tantas pessoas a Cristo e aos mais pobres, se Jesus não tivesse ressuscitado. Toda a História da Igreja é prova da Ressurreição.
Cristo não é só um Fundador de uma nova Religião como Maomé, Buda ou qualquer outro. Eles estão mortos. Jesus está vivo!

Uma Boa Celebração de Páscoa para todos!

A caminho da nossa própria Páscoa!

terça-feira, março 18, 2008

sexta-feira, março 14, 2008

sábado, março 08, 2008

A brasa solitária



Diz-se – e talvez seja verdade – que a fidelidade é hoje um valor em crise. Somos capazes, sem dúvida, de entusiasmos e de dedicações generosas; menos capazes de as manter inalteradas ao longo do tempo. Somos capazes de ímpetos momentâneos: menos capazes de arriscar a vida para sempre. Assistimos a um desafio de generosidade, em momentos de emergência; vemos menos gente capaz de um sacrifício contínuo, ligado ao ritmo quotidiano da vida, que, muitas vezes, parece banal e monótono.


É pois de enaltecer os que são capazes de ser fiéis aos seus compromissos. E quero aqui referir de um modo especial os jovens que, feito o crisma, continuam fiéis às suas promessas de cristãos. Vejo todas as semanas alguns a participar – talvez uma meia dúzia – cujos pais e mães estão sempre ausentes. E isto servirá de estímulo para os seus catequistas. Vale a pena continuar a semear!

Em 2001 foi feito, em Portugal, o levantamento da participação semanal na Missa. Pouco mais de 20 por cento estava presente nos locais de culto nesse dia do recenseamento. Mas um inquérito por amostragem, na mesma data, revelava que 66 por cento dos portugueses se consideravam praticantes. È certo que há muita gente impedida de participar e as crianças menores de 7 anos foram excluídas na contagem. Há velhinhos, doentes e seus acompanhantes, pessoas que trabalham no Sábado e Domingo, etc., que não podem estar presentes. Mas a diferença entre 20 e 66 por cento é muito grande.

Recordo a propósito uma conhecida história. Um rapaz, a determinada altura, deixou de frequentar a sua igreja. A preguiça e um certo cansaço das cerimónias repetidas serviram-lhe de argumento justificativo. Um dia precisou de ir a casa do pastor da sua congregação. Era inverno e o clérigo estava numa sala com a lareira acesa. Quando o rapaz chegou, o pastor decidiu separar as achas ou cavacas que estavam a fazer uma boa fogueira. Daí a pouco, o lume apagou-se.

- Estás a ver, rapaz! As cavacas são como as pessoas. Se não se juntam, deixam de dar calor. Apagam-se! É como a religião! Sem participação no culto, extingue-se. Assim como a fé e o amor.
O rapaz manteve-se calado. Mas na despedida, saiu-se com esta:
– Domingo, lá estarei no culto. Não quero ser uma brasa solitária, sem fé nem religião!

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

A República precisa de crentes


Disseram os jornais, que a senadora mais votada na história do Senado Espanhol, em representação dos socialistas catalães por Barcelona, abandonou aquele cargo, por incompatibilidade com a actual política de seu partido,o PSOE, difundindo uma nota através da agência Europa Press.

Nessa nota Mercedes anuncia a sua conversão ao cristianismo e dá conta de que a sua postura choca com as leis do Governo, "Meu actual compromisso cristão me levou a opor às leis do Governo que chocam frontalmente com a ética cristã, como a regulação dada à união homossexual ou a pesquisa com embriões, e que em consciência não pude apoiar. Em consequência, impunha-se a decisão que tomei", afirma em seu comunicado.


Já em Junho de 2005, Mercedes Aroz anunciou sua oposição à lei socialista do matrimónio homossexual, como publicou em seu momento "Fórum Libertas", quando aquela lei se debateu no Senado e foi rejeitada por este órgão político, mas essa decisão não foi respeitada pelo Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE).
Mercedes Aroz disse, em declarações à Europa Press: "Eu quis tornar pública a minha conversão para sublinhar a convicção da Igreja Católica de que o cristianismo tem muito a dizer aos homens e mulheres de nosso tempo, porque há algo mais que a razão e a ciência. Através da fé cristã, chega-se a compreender plenamente a própria identidade como ser humano e o sentido da vida".


Por seu lado o novo Presidente francês fez uma afirmação que levantou os cabelos aos laicistas de França e não só: “A República precisa dos crentes”. E o mesmo Sarkozy foi ainda mais longe, assumindo as raízes cristãs da França, "cimento da identidade nacional", e defendendo uma laicidade positiva que não encare as religiões "como um perigo, mas sim como um trunfo", numa França hoje religiosamente diversa.

Nunca um Presidente tinha ido tão longe, desde a lei da Separação de 1905. Tais afirmações levantaram muitas vozes contra mas são bem a evidência de que os tempos mudaram e são hoje mais favoráveis a uma liberdade para todos.

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Brasil confia na Igreja


Na mesma linha do último levantamento da pesquisa CNT/Sensus, feito em abril de 2007, a Igreja e as Forças Armadas continuam liderando a confiança dos brasileiros, com 39,4% e 16,5% das menções, respectivamente. O Congresso Nacional é o lanterna do ranking, com apenas 0,5% do total. Em seguida aparecem imprensa e meios de comunicação (12,7%), Justiça (11,3%), governo federal (4,4%) e polícia (4,1%). O número dos que não confiam em nenhum desses ou não souberam responder chegou a 11,2%.

A pesquisa divulgada nesta segunda-feira mostrou ainda o conservadorismo médio da população, quando perguntou quais valores os entrevistados consideravam mais importantes para transmitir aos filhos. Em primeiro lugar aparece a religião, com 25%, seguida de responsabilidade (18,4%), obediência (17,7%), boas maneiras (9,6%), compromisso com trabalho (8,8%), determinação e perseverança (8,5%). Em pior colocação apareceram tolerância (7,4%), independência (2,2%) e valor do dinheiro (1,5%).

domingo, fevereiro 17, 2008

Jovens heróis



Três dos 40 adolescentes sequestrados no Iraque arriscaram sua vida na semana passada para não apostatar de sua fé cristã, revela um bispo do país.


Dom Louis Sako, bispo de Kirkuk, explica: «Na semana passada, em uma estrada que leva a Bagdá, terroristas seqüestraram 40 alunos de uma escola. Entre eles havia três cristãos a quem impuseram que se convertessem ao islão. Os três jovens opuseram-se com energia, dizendo que estavam dispostos a morrer por sua fé».

Segundo explicou o prelado ao SIR, serviço de informação religiosa na Itália, «o que aconteceu aos três jovens cristãos significa que, apesar das muitas dificuldades, nossos fiéis não perdem a fé e a esperança, e mais, reforçam-nas».

O prelado explica que na sua diocese durante esta Quaresma os «irmãos muçulmanos estão vindo para nos visitar», ainda que reconhece que a reconciliação e a convivência «exigem tempo e devem ser aprendidas».


domingo, fevereiro 10, 2008

Oratória

Veja parte da Oratória sobre Fátima:

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Reinserção social?!



Um investigador da Faculdade de Psicologia e Ciências de Educação da Universidade do Porto, Tiago Neves, passou um ano em trabalho de campo num centro educativo e constatou que nenhum trabalho é feito para incutir valores nos jovens e que a reinserção social dos jovens delinquentes ali acolhidos é um falhanço.

Segundo a sua análise, a disciplina severa que é aplicada aos técnicos sempre que há distúrbios, fugas ou agressões a professores por parte dos jovens, leva a que estes adoptem uma estratégia sobretudo defensiva. A educação fica prejudicada também devido ao facto dos técnicos mais especializados estarem "assoberbados com trabalho administrativo", ficando os jovens entregues a maior parte do tempo aos monitores – menos especializados, apesar da longa experiência que alguns já têm.

A lei que criou estes centros para jovens delinquentes entre os 12 e os 16 anos (podendo o internamento ir até aos 21) define como prioridade educação para o Direito. Mas em lado nenhum se define o que isso seja. Esta indefinição, segundo o professor do Porto, tem um resultado: os centros não cumprem a sua função de reinserção.

Assim não vale!!! Todos ficamos a perder.

domingo, fevereiro 03, 2008

É a Igreja que tem um problema com a democracia ou é a democracia que tem um problema com a Igreja?


A comissão permanente da Conferência Episcopal Espanhola (CEE) publicou uma nota sobre as próximas eleições de 9 de Março, deixando duras críticas ao governo de José Luis Rodríguez Zapatero por causa das medidas legislativas sobre a família e o matrimónio, bem como das negociações com a ETA.

O terrorismo, escrevem, “é uma prática intrinsecamente perversa, de todo incompatível com uma visão moral da vida justa e razoável”, condenando “a negociação política com organizações terroristas”.

O texto alerta para “o perigo de opções políticas e legislativas que contradizem valores fundamentais e princípios antropológicos e éticos enraizados na natureza do ser humano, em particular no que diz respeito à defesa da vida humana em todas as suas etapas, desde a concepção até à morte natural, e à promoção da família fundada no matrimónio”.

A Nota passa em revista vários dos temas que geraram polémica nestes últimos 4 anos de relação Igreja-Estado:
o combate às “referências religiosas” na sociedade;
a liberdade de ensino;
os nacionalismos;
Ninguém critica tanto (e de forma tão virulenta) um governo como a oposição, os sindicatos ou os jornalistas. O governo discorda, mas não contesta. A liberdade de opinião é sagrada. Mas se for a Igreja a emitir um parecer ou a fazer uma chamada de atenção, parece que tudo cai. Não se comenta sequer o conteúdo. Contesta-se, à cabeça, o próprio direito de intervir.

Discutamos todas as ideias.

Mas não tentemos calar ninguém.

A democracia não é para abafar.

É para permitir que todas as vozes se oiçam.

No blog: Padres inquietos

segunda-feira, janeiro 28, 2008

“Um inquietante retorno do religioso”


«Nós vivemos actualmente – em França como no Ocidente – uma verdadeira revolução silenciosa caracterizada por um regresso inquietante do religioso.»

«Sob o assalto de correntes e de doutrinas as mais reaccionárias, eis que o Homem – moderno e pós-moderno – se nos apresenta radiante graças à redescoberta do facto religioso.»
«Assim lentamente assistimos ao triunfo do sujeito religioso, apagando pouco a pouco o sujeito político, racional universal.»

«Este retorno histórico reveste-se dos mais graves perigos. Os anti-Luzes estão prontos a tomar a sua vingança.» (.....)

«Nós estamos na presença de uma verdadeira ofensiva intelectual e cultural.» (.....)

«O Grande Oriente de França apela à mais extrema vigilância face a esta ofensiva geral que trabalha contra a emancipação dos Homens, contra a sua Liberdade.»


Este texto é parte substancial do comunicado do Grande Oriente da França de 12 de Dezembro último (ver: http://www.godf.org/nouv_detail.asp?num=127) que traduzimos para a nossa língua e que explica em parte as tomadas de posição que ultimamente têm feito vários sectores da maçonaria portuguesa e de outros países. Basta ver as ordens para a retirada dos símbolos católicos das escolas e da sua renomeação, no caso de terem nomes de santos. O problema dos capelães de hospitais, prisões e quartéis insere-se na mesma luta. E outras estarão na forja.
Mas é bom saber que a própria Maçonaria não tem pejo em afirmar que a religião, em vez de diminuir, está a aumentar a sua influência nos indivíduos e na sociedade, mesmo na nossa Europa.


Isto parece contradizer a opinião geral, mas sondagens fidedignas acentuam isto mesmo. Ainda há pouco um inquérito de opinião feito aos franceses dava conta de que as novas gerações de França são mais religiosas do que o eram na sua idade os seus pais. E 67 por cento dos pais e avós franceses consideram ser muito importante a transmissão da religião às crianças. Mesmo 62 por cento dos não praticantes de qualquer religião acha que a sua transmissão ajuda a solidificar os valores nas pessoas.

Mais: na França baptizam-se em cada ano cerca de 9 mil adultos.
Têm pois razão os que têm medo da influência da Igreja no mundo e a combatem. Mas o que não sabem é que estão a combater contra Deus. E a Deus ninguém consegue
vencer!

domingo, janeiro 20, 2008

Testemunho que choca


Como reagiria eu se não tivesse mãos nem pés?



Põe-te na pele deste jovem. Achas que vale a pena uma vida assim?

terça-feira, janeiro 15, 2008

Obras, não palavras!


Há muitas organizações a trabalhar em favor dos pobres todo o ano e não só no Natal. De modo especial a Igreja Católica tem um pouco por todo o lado organismos e instituições que acodem o melhor que podem aos problemas de pobreza com que se deparam.
A este respeito vale a pena ler um artigo do insuspeito político socialista António Barreto, que recortei do jornal “O Público”, já publicado em Junho passado, do qual deixo aqui algumas passagens que o resumem:

«Por razões de ordem pessoal, tive recentemente de me ocupar de questões ligadas à assistência aos desfavorecidos e à protecção de populações em risco.»
«O contacto humano com acamados idosos ou doentes terminais exige resiliência moral. Trazer, durante a noite, alimentos e uma palavra aos toxicodependentes e aos sem-abrigo, frequentando os locais mais esquálidos e infectos das cidades, implica um difícil despojamento dos códigos de comportamento estabelecidos. Levar água, pão e medicamentos a crianças doentes e esfomeadas nas áreas miseráveis onde se desenrolam guerras civis de enorme crueldade pede sacrifício e capacidade para correr riscos de vida. Visitar, todas as semanas, por vezes todos os dias, presos ou doentes, sempre em ambientes de dor ou de degradação física e moral, não é um gesto ao alcance de todos. Esta assistência, voluntária, sem remuneração, recompensa ou visibilidade, é uma das reservas de decência na nossa sociedade muito mais interessada na mercadoria ou na exibição.»
«Ao estudar estas actividades, dei-me conta de que a maior parte das organizações e dos voluntários tem uma qualquer inspiração religiosa. São grupos e entidades ligados às Igrejas (em Portugal, sobretudo a católica), às ordens, às comunidades religiosas, às paróquias e a outras instituições.»
«Uma esmola dada a um pobre é mais um dia de atraso na revolução", terá dito Lenine ou um dos seus amigos. A esquerda (na qual incluo todas as espécies ditas racionalistas, republicanas, laicas, socialistas ou comunistas) viveu sempre em combate contra a caridade. A seu favor, fica o papel crucial que desempenhou no reconhecimento dos direitos sociais e da igualdade entre todos os cidadãos. Assim como o seu contributo para a criação do Estado-providência. Mas, a seu desfavor, fica a desumanização da assistência aos desprotegidos. O Estado não é eficiente, nem acode rapidamente. Sobretudo, o Estado não é capaz de trazer o que muitas vezes é essencial: o apoio humano, o conforto afectivo e a esperança.»
«Pode a sociedade civil distinguir-se pelas liberdades e pela igualdade. Mas falhou radicalmente na fraternidade.»

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Ao terminar o Natal



O quarto Rei Mago

Todos conhecemos os três Reis Magos. Mas nem todos sabem a história de Artaban, o quarto mago, que passou a vida à procura de Jesus e só o encontrou quando Ele estava a ser crucificado. É uma lenda linda que nos revela uma criatura cheia de bondade e fé que também viu a estrela brilhar sobre Belém, mas sempre chegava atrasado aos lugares onde Jesus poderia estar, porque encontrava pobres e miseráveis a precisar da sua ajuda.

Primeiro desencontrou-se de Melchior, Gaspar e Baltasar, porque lhe apareceu um homem meio morto no caminho, a quem o coração lhe pediu para ajudar.

Chegado a Belém, teve de comprar a vida de uma criança que estava para ser assassinada, às ordens de Herodes, dando ao soldado que a encontrara uma das pérolas que levava para oferecer ao Menino Jesus.

Sabendo que José e Maria tinham fugido para o Egipto, pôs-se a caminho mas Jesus já havia regressado a Nazaré. Quis ir lá adorá-lO mas um escravo ia ser levado à força para as galés e Artaban achou que era melhor oferecer-se para esse trabalho.Depois de trinta anos de trabalhos forçados chega a Jerusalém. É tarde demais, o menino já se transformou em homem e está sendo crucificado naquele dia.

O rei havia comprado pérolas para Cristo, mas precisou vender quase todas para ajudar as pessoas que encontrou em seu caminho.

Sobrou apenas uma pérola – e o Rei Mago pensa com ela comprar a libertação de Jesus. Mas encontra uma mulher aflita a ser levada por uns homens. E salvou-a, oferendo uma pérola aos atacantes.

Agora já nada mais pode fazer. Nem uma pérola lhe resta para resgatar Jesus.
– Falhei a missão da minha vida – pensa o rei mago.

Mas neste momento, escuta uma voz: – Ao contrário do que pensas, tu estiveste comigo durante toda a tua vida. Eu estava a morrer e tu me resgataste. Tu me livraste da morte quando acudistes àquelas pessoas necessitadas. A tua caridade para com os pobrezinhos foi a melhor pérola que me podias dar. Muito obrigado por tantos presentes de amor!

Esta lenda formou-se na Idade Média. E por ela se vê, que se entendia plenamente que amar o próximo é amar o próprio Jesus.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

O fanatismo da tolerância


O Governo socialista de José Luis Zapatero resolveu suprimir o ensino religioso, facilitar o divórcio e permitir o casamento de homossexuais. O objectivo é o “reequilíbrio” da Espanha, que, segundo parece, trinta anos de democracia deixaram excessivamente católica e “franquista”.
Dentro do seu papel e do seu direito, o arcebispo de Madrid e o arcebispo de Valência convocaram uma pequena manifestação de protesto (160.000 pessoas) contra a “cultura do laicismo” e contra leis que alegadamente contrariam o “matrimónio indissolúvel” e a “transmissão da vida”.
O Governo de Zapatero acusou logo a Igreja de se intrometer na campanha eleitoral (a 9 de Março há eleições), de fazer um comício como um vulgar partido (no caso, o PP) e de “ignorar” e “não respeitar” os princípios da liberdade.
Em Espanha, e na “Europa” inteira, ninguém se lembraria de criticar ou de inibir manifestações contra o ensino religioso, pela facilitação do divórcio ou pelo casamento de homossexuais. Como ninguém se lembra de criticar ou de inibir manifestações por formas de autonomia nacional que roçam, ou até entram, pelo separatismo.
E obviamente ninguém pede que se ponha fim a uma certa propaganda islâmica ou, se preferirem, de ensino corânico, que prega a perversidade essencial do Ocidente e tenta promover a sua expeditiva eliminação. Tudo isto a “Europa” acha legítimo; e sobre tudo estende a sua simpatia.
Em contrapartida, cai o céu se qualquer católico, padre ou Papa, se atrever a afirmar activamente o que pensa. A “Infame” deve estar calada ou, pelo menos, ser discreta.O fanatismo, o da Espanha (de Zapatero) e o da “Europa”, não é novo; e o fanatismo anticatólico também não. É só estranho que este se funde na “diversidade” e o aceitem em nome da “tolerância”.
Uma “diversidade” imposta e limitada pela força do Estado, que não levanta a mais leve dúvida ou o mais leve incómodo. E uma “tolerância” reservada ou recusada pela ortodoxia oficial, que se tornou o argumento supremo da intolerância.
O mundo moderno e a opinião que o sustenta autorizam o que autorizam e proíbem, muito democraticamente, o resto. As democracias, como se sabe, produzem com facilidade aberrações destas. Quem não gosta que se arranje ou se afaste.
O Papa Ratzinger previu para a Igreja uma era de quase clandestinidade. Provavelmente, não se enganou.
No Público de 05.01.2008, Vasco Pulido Valente

sábado, janeiro 05, 2008

Custa a entender...


Leio nos jornais que «a avaliação que os portugueses fazem da situação financeira da sua família nos últimos doze meses é actualmente a mais negativa desde Outubro de 2003, altura em que a economia portuguesa se encontrava na fase mais baixa do ciclo económico e em nítida recessão.»

Mas há dias foi anunciado que «entre levantamentos nas máquinas Multibanco e pagamentos nos terminais de pagamento automático nas lojas, em Dezembro (até dia 25), a Sociedade Interbancária de Serviços registou movimentos no valor global de 4,221 mil milhões de euros. É o equivalente a cada português ter gasto 422 euros (84 contos) naquele período.»

Será que se está a falar do mesmo país?!

Ou temos um país cada vez mais dividido entre classes sociais ricas e pobres?...