Veja parte da Oratória sobre Fátima:
domingo, fevereiro 10, 2008
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
Reinserção social?!
Um investigador da Faculdade de Psicologia e Ciências de Educação da Universidade do Porto, Tiago Neves, passou um ano em trabalho de campo num centro educativo e constatou que nenhum trabalho é feito para incutir valores nos jovens e que a reinserção social dos jovens delinquentes ali acolhidos é um falhanço.
Segundo a sua análise, a disciplina severa que é aplicada aos técnicos sempre que há distúrbios, fugas ou agressões a professores por parte dos jovens, leva a que estes adoptem uma estratégia sobretudo defensiva. A educação fica prejudicada também devido ao facto dos técnicos mais especializados estarem "assoberbados com trabalho administrativo", ficando os jovens entregues a maior parte do tempo aos monitores – menos especializados, apesar da longa experiência que alguns já têm.
A lei que criou estes centros para jovens delinquentes entre os 12 e os 16 anos (podendo o internamento ir até aos 21) define como prioridade educação para o Direito. Mas em lado nenhum se define o que isso seja. Esta indefinição, segundo o professor do Porto, tem um resultado: os centros não cumprem a sua função de reinserção.
Assim não vale!!! Todos ficamos a perder.
domingo, fevereiro 03, 2008
É a Igreja que tem um problema com a democracia ou é a democracia que tem um problema com a Igreja?
A comissão permanente da Conferência Episcopal Espanhola (CEE) publicou uma nota sobre as próximas eleições de 9 de Março, deixando duras críticas ao governo de José Luis Rodríguez Zapatero por causa das medidas legislativas sobre a família e o matrimónio, bem como das negociações com a ETA.
O terrorismo, escrevem, “é uma prática intrinsecamente perversa, de todo incompatível com uma visão moral da vida justa e razoável”, condenando “a negociação política com organizações terroristas”.
O texto alerta para “o perigo de opções políticas e legislativas que contradizem valores fundamentais e princípios antropológicos e éticos enraizados na natureza do ser humano, em particular no que diz respeito à defesa da vida humana em todas as suas etapas, desde a concepção até à morte natural, e à promoção da família fundada no matrimónio”.
A Nota passa em revista vários dos temas que geraram polémica nestes últimos 4 anos de relação Igreja-Estado:
o combate às “referências religiosas” na sociedade;
a liberdade de ensino;
os nacionalismos;
Ninguém critica tanto (e de forma tão virulenta) um governo como a oposição, os sindicatos ou os jornalistas. O governo discorda, mas não contesta. A liberdade de opinião é sagrada. Mas se for a Igreja a emitir um parecer ou a fazer uma chamada de atenção, parece que tudo cai. Não se comenta sequer o conteúdo. Contesta-se, à cabeça, o próprio direito de intervir.
Discutamos todas as ideias.
Mas não tentemos calar ninguém.
A democracia não é para abafar.
É para permitir que todas as vozes se oiçam.
No blog: Padres inquietos
segunda-feira, janeiro 28, 2008
“Um inquietante retorno do religioso”
«Nós vivemos actualmente – em França como no Ocidente – uma verdadeira revolução silenciosa caracterizada por um regresso inquietante do religioso.»
«Sob o assalto de correntes e de doutrinas as mais reaccionárias, eis que o Homem – moderno e pós-moderno – se nos apresenta radiante graças à redescoberta do facto religioso.»
«Assim lentamente assistimos ao triunfo do sujeito religioso, apagando pouco a pouco o sujeito político, racional universal.»
«Este retorno histórico reveste-se dos mais graves perigos. Os anti-Luzes estão prontos a tomar a sua vingança.» (.....)
«Nós estamos na presença de uma verdadeira ofensiva intelectual e cultural.» (.....)
«O Grande Oriente de França apela à mais extrema vigilância face a esta ofensiva geral que trabalha contra a emancipação dos Homens, contra a sua Liberdade.»
Este texto é parte substancial do comunicado do Grande Oriente da França de 12 de Dezembro último (ver: http://www.godf.org/nouv_detail.asp?num=127) que traduzimos para a nossa língua e que explica em parte as tomadas de posição que ultimamente têm feito vários sectores da maçonaria portuguesa e de outros países. Basta ver as ordens para a retirada dos símbolos católicos das escolas e da sua renomeação, no caso de terem nomes de santos. O problema dos capelães de hospitais, prisões e quartéis insere-se na mesma luta. E outras estarão na forja.
Mas é bom saber que a própria Maçonaria não tem pejo em afirmar que a religião, em vez de diminuir, está a aumentar a sua influência nos indivíduos e na sociedade, mesmo na nossa Europa.
Isto parece contradizer a opinião geral, mas sondagens fidedignas acentuam isto mesmo. Ainda há pouco um inquérito de opinião feito aos franceses dava conta de que as novas gerações de França são mais religiosas do que o eram na sua idade os seus pais. E 67 por cento dos pais e avós franceses consideram ser muito importante a transmissão da religião às crianças. Mesmo 62 por cento dos não praticantes de qualquer religião acha que a sua transmissão ajuda a solidificar os valores nas pessoas.
Mais: na França baptizam-se em cada ano cerca de 9 mil adultos.
Têm pois razão os que têm medo da influência da Igreja no mundo e a combatem. Mas o que não sabem é que estão a combater contra Deus. E a Deus ninguém consegue vencer!
domingo, janeiro 20, 2008
Testemunho que choca
Como reagiria eu se não tivesse mãos nem pés?
Põe-te na pele deste jovem. Achas que vale a pena uma vida assim?
terça-feira, janeiro 15, 2008
Obras, não palavras!
Há muitas organizações a trabalhar em favor dos pobres todo o ano e não só no Natal. De modo especial a Igreja Católica tem um pouco por todo o lado organismos e instituições que acodem o melhor que podem aos problemas de pobreza com que se deparam.
A este respeito vale a pena ler um artigo do insuspeito político socialista António Barreto, que recortei do jornal “O Público”, já publicado em Junho passado, do qual deixo aqui algumas passagens que o resumem:
«Por razões de ordem pessoal, tive recentemente de me ocupar de questões ligadas à assistência aos desfavorecidos e à protecção de populações em risco.»
«O contacto humano com acamados idosos ou doentes terminais exige resiliência moral. Trazer, durante a noite, alimentos e uma palavra aos toxicodependentes e aos sem-abrigo, frequentando os locais mais esquálidos e infectos das cidades, implica um difícil despojamento dos códigos de comportamento estabelecidos. Levar água, pão e medicamentos a crianças doentes e esfomeadas nas áreas miseráveis onde se desenrolam guerras civis de enorme crueldade pede sacrifício e capacidade para correr riscos de vida. Visitar, todas as semanas, por vezes todos os dias, presos ou doentes, sempre em ambientes de dor ou de degradação física e moral, não é um gesto ao alcance de todos. Esta assistência, voluntária, sem remuneração, recompensa ou visibilidade, é uma das reservas de decência na nossa sociedade muito mais interessada na mercadoria ou na exibição.»
«Ao estudar estas actividades, dei-me conta de que a maior parte das organizações e dos voluntários tem uma qualquer inspiração religiosa. São grupos e entidades ligados às Igrejas (em Portugal, sobretudo a católica), às ordens, às comunidades religiosas, às paróquias e a outras instituições.»
«Uma esmola dada a um pobre é mais um dia de atraso na revolução", terá dito Lenine ou um dos seus amigos. A esquerda (na qual incluo todas as espécies ditas racionalistas, republicanas, laicas, socialistas ou comunistas) viveu sempre em combate contra a caridade. A seu favor, fica o papel crucial que desempenhou no reconhecimento dos direitos sociais e da igualdade entre todos os cidadãos. Assim como o seu contributo para a criação do Estado-providência. Mas, a seu desfavor, fica a desumanização da assistência aos desprotegidos. O Estado não é eficiente, nem acode rapidamente. Sobretudo, o Estado não é capaz de trazer o que muitas vezes é essencial: o apoio humano, o conforto afectivo e a esperança.»
«Pode a sociedade civil distinguir-se pelas liberdades e pela igualdade. Mas falhou radicalmente na fraternidade.»
quinta-feira, janeiro 10, 2008
Ao terminar o Natal
O quarto Rei Mago
Todos conhecemos os três Reis Magos. Mas nem todos sabem a história de Artaban, o quarto mago, que passou a vida à procura de Jesus e só o encontrou quando Ele estava a ser crucificado. É uma lenda linda que nos revela uma criatura cheia de bondade e fé que também viu a estrela brilhar sobre Belém, mas sempre chegava atrasado aos lugares onde Jesus poderia estar, porque encontrava pobres e miseráveis a precisar da sua ajuda.
Primeiro desencontrou-se de Melchior, Gaspar e Baltasar, porque lhe apareceu um homem meio morto no caminho, a quem o coração lhe pediu para ajudar.
Chegado a Belém, teve de comprar a vida de uma criança que estava para ser assassinada, às ordens de Herodes, dando ao soldado que a encontrara uma das pérolas que levava para oferecer ao Menino Jesus.
Sabendo que José e Maria tinham fugido para o Egipto, pôs-se a caminho mas Jesus já havia regressado a Nazaré. Quis ir lá adorá-lO mas um escravo ia ser levado à força para as galés e Artaban achou que era melhor oferecer-se para esse trabalho.Depois de trinta anos de trabalhos forçados chega a Jerusalém. É tarde demais, o menino já se transformou em homem e está sendo crucificado naquele dia.
O rei havia comprado pérolas para Cristo, mas precisou vender quase todas para ajudar as pessoas que encontrou em seu caminho.
Sobrou apenas uma pérola – e o Rei Mago pensa com ela comprar a libertação de Jesus. Mas encontra uma mulher aflita a ser levada por uns homens. E salvou-a, oferendo uma pérola aos atacantes.
Agora já nada mais pode fazer. Nem uma pérola lhe resta para resgatar Jesus.
– Falhei a missão da minha vida – pensa o rei mago.
Mas neste momento, escuta uma voz: – Ao contrário do que pensas, tu estiveste comigo durante toda a tua vida. Eu estava a morrer e tu me resgataste. Tu me livraste da morte quando acudistes àquelas pessoas necessitadas. A tua caridade para com os pobrezinhos foi a melhor pérola que me podias dar. Muito obrigado por tantos presentes de amor!
Esta lenda formou-se na Idade Média. E por ela se vê, que se entendia plenamente que amar o próximo é amar o próprio Jesus.
segunda-feira, janeiro 07, 2008
O fanatismo da tolerância
O Governo socialista de José Luis Zapatero resolveu suprimir o ensino religioso, facilitar o divórcio e permitir o casamento de homossexuais. O objectivo é o “reequilíbrio” da Espanha, que, segundo parece, trinta anos de democracia deixaram excessivamente católica e “franquista”.
Dentro do seu papel e do seu direito, o arcebispo de Madrid e o arcebispo de Valência convocaram uma pequena manifestação de protesto (160.000 pessoas) contra a “cultura do laicismo” e contra leis que alegadamente contrariam o “matrimónio indissolúvel” e a “transmissão da vida”.
O Governo de Zapatero acusou logo a Igreja de se intrometer na campanha eleitoral (a 9 de Março há eleições), de fazer um comício como um vulgar partido (no caso, o PP) e de “ignorar” e “não respeitar” os princípios da liberdade.
Em Espanha, e na “Europa” inteira, ninguém se lembraria de criticar ou de inibir manifestações contra o ensino religioso, pela facilitação do divórcio ou pelo casamento de homossexuais. Como ninguém se lembra de criticar ou de inibir manifestações por formas de autonomia nacional que roçam, ou até entram, pelo separatismo.
E obviamente ninguém pede que se ponha fim a uma certa propaganda islâmica ou, se preferirem, de ensino corânico, que prega a perversidade essencial do Ocidente e tenta promover a sua expeditiva eliminação. Tudo isto a “Europa” acha legítimo; e sobre tudo estende a sua simpatia.
Em contrapartida, cai o céu se qualquer católico, padre ou Papa, se atrever a afirmar activamente o que pensa. A “Infame” deve estar calada ou, pelo menos, ser discreta.O fanatismo, o da Espanha (de Zapatero) e o da “Europa”, não é novo; e o fanatismo anticatólico também não. É só estranho que este se funde na “diversidade” e o aceitem em nome da “tolerância”.
Uma “diversidade” imposta e limitada pela força do Estado, que não levanta a mais leve dúvida ou o mais leve incómodo. E uma “tolerância” reservada ou recusada pela ortodoxia oficial, que se tornou o argumento supremo da intolerância.
O mundo moderno e a opinião que o sustenta autorizam o que autorizam e proíbem, muito democraticamente, o resto. As democracias, como se sabe, produzem com facilidade aberrações destas. Quem não gosta que se arranje ou se afaste.
O Papa Ratzinger previu para a Igreja uma era de quase clandestinidade. Provavelmente, não se enganou.
No Público de 05.01.2008, Vasco Pulido Valente
sábado, janeiro 05, 2008
Custa a entender...
Leio nos jornais que «a avaliação que os portugueses fazem da situação financeira da sua família nos últimos doze meses é actualmente a mais negativa desde Outubro de 2003, altura em que a economia portuguesa se encontrava na fase mais baixa do ciclo económico e em nítida recessão.»
Mas há dias foi anunciado que «entre levantamentos nas máquinas Multibanco e pagamentos nos terminais de pagamento automático nas lojas, em Dezembro (até dia 25), a Sociedade Interbancária de Serviços registou movimentos no valor global de 4,221 mil milhões de euros. É o equivalente a cada português ter gasto 422 euros (84 contos) naquele período.»
Será que se está a falar do mesmo país?!
Ou temos um país cada vez mais dividido entre classes sociais ricas e pobres?...
segunda-feira, dezembro 31, 2007
Família Humana: Comunidade de Paz
O Dia Mundial da Paz é já amanhã - dia 1 de Janeiro. E o Papa mais uma vez fez publicar uma Mensagem para esse dia, intitulada: "Família humana: comunidade de paz".Este tema "funda-se na convicção de que a consciência de um destino comum e a experiência da comunhão são factores essenciais para a realização do bem comum e para a paz da humanidade".
"A unidade do género humano está entre as verdades mais originais do Cristianismo", assinala o texto, lembrando que, neste contexto, a família humana "é concebida por Deus como comunidade de paz".O tema de 2008 vem na sequência dos escolhidos para 2006 (Na verdade, a paz) e 2007 (A pessoa humana, coração da paz).
"Reconhecer a unidade da família humana é ainda mais providencial no actual momento histórico, assinalado pela crise das organizações internacionais e pela presença de graves inquietações na comunidade internacional", alerta a Santa Sé.
"A percepção de um destino comum e a experiência da comunhão são factores essenciais" para realizar "o bem comum e para a paz da humanidade".Nessa convicção de Bento XVI, informa uma nota de apresentação do tema do Dia Mundial da Paz-2008, se fundamenta a escolha desse tema, em linha com o que já havia afirmado o Concílio Vaticano II acerca de todos os povos, que "formam uma só comunidade, têm uma só origem, porque Deus fez habitar todo o género humano em toda a face da Terra", motivo pelo qual "todo o grupo deve considerar as necessidades e as legítimas aspirações dos outros grupos, aliás, o bem comum de toda a família humana".
"Se a dignidade da pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus, é revelada ao homem, já no Antigo Testamento, a unidade do género humano é uma das verdades mais originais do Cristianismo."
"Todo homem, todo o povo, é o auspício final subjacente ao tema do Dia Mundial da Paz-2008, é chamado a viver e a sentir-se parte da família humana, concebida por Deus como comunidade.
sexta-feira, dezembro 28, 2007
Catolicismo já é a religião com mais praticantes na Inglaterra
Um estudo divulgado antes do passado Natal revelou que já são mais os católicos que os anglicanos a frequentar as igrejas da Grã-Bretanha.
A Inglaterra separou-se oficialmente de Roma durante o reinado de Henrique VIII, mais de 450 anos atrás. Com isso, a Igreja Anglicana tornou-se dominante no país. Até porque foi proibida a Igreja Católica.
Agora um estudo conduzido pelo grupo Pesquisas Cristãs e divulgado no jornal Sunday Telegraph mostrou que, em 2006, cerca de 860 mil católicos foram à missa semanalmente no país, superando os 850 mil anglicanos que foram à igreja.
Os resultados do estudo vieram a público depois da notícia de que o ex-primeiro-ministro Tony Blair, que foi educado como anglicano, se converteu ao catolicismo.
A frequência de fiéis nas cerimónias religiosas anglicanas caiu para metade nos últimos 40 anos. Apenas seis por cento da população frequenta a igreja regularmente. Nos Estados Unidos, a cifra equivalente é de quase 40 por cento da população.
Embora os números relativos à frequência de igrejas estejam caindo tanto entre católicos quanto anglicanos, os de católicos estão diminuindo bastante menos.
Os líderes católicos manifestaram a sua alegria com os números e com a conversão de Blair, vendo nisso um ressurgimento da popularidade católica num país que, no passado, proibiu essa religião ou tudo fez para a apoucar.
domingo, dezembro 23, 2007
quarta-feira, dezembro 19, 2007
Presépio na boca dum protestante
«Embora no nosso país a tradição católica de culto aos santos tenha suscitado em muitos evangélicos uma recusa "a priori" do presépio como símbolo natalício, sou de opinião que hoje, com a nossa mente liberta de superstições e idolatrias do passado, não deve haver relutância em adoptar o presépio como o mais natural, e indicado símbolo do Natal, pois quer didáctica quer criativamente, é, sem comparação, o mais próprio e adequado à festividade que se comemora, e montar um presépio em nada infringe o mandamento "não farás para ti imagem de escultura alguma, nem lhes darás culto", porque não será essa a intenção, mas simplesmente ensinar à criança através da habilidade manual, da criatividade plástica e da imaginação, a mais linda história que se lhe pode contar e visualizar. Esta é uma opinião pessoal que concordamos que haja quem com ela não concorde.A Arvore de Natal, símbolo preferido dos Protestantes, e hoje universalmente adoptado, dizem ter sido criação da imaginação de Martinho Lutero, para numa noite de Natal entreter seus filhos, adornando-a e cantando canções que compunha, pois era também músico e cantor.
A beleza do pinheiro alpino, especialmente quando carregado de neve, nos Dezembros frios do Norte da Europa é certamente uma imagem de grande beleza, e só por si dispensa adornos para se tornar encantadora Mas, como perguntar não ofende, e responda quem puder, que tem a árvore a ver com a história do nascimento de Jesus? Será que a perenidade da sua roupagem verde simboliza vida e esperança? Cremos que é aí que podemos encontrar alguma simbologia embora remota, com alguma relação à vida e missão do Salvador, mas nunca com relação directa ao seu nascimento. Daí que nos pareça forçado insistir-se em ter árvores de Natal nos salões de culto, onde por vezes se cai no autêntico disparate, liturgicamente chocante, de terminarem cultos do Natal cantando o "Meu bom pinheirinho"!...
Não gostaria de aprofundar mais esta nota sobre a árvore de Natal, que aprecio desde menino, que gosto de ver nas festas de pequenada, mas sinto que devo lembrar aos leitores que sua rápida adopção, especialmente pelos povos nórdicos e de origem germânica, teve muito a ver com os pro fundos estratos do insconsciente colectivo desses povos, em cujos cultos pagãos pré-cristãos, as árvores de grande porte tinham um lugar privilegiado, como símbolos do poder da natureza e habitação de espíritos.»
Ireneu Cunha, Bispo Metodista
domingo, dezembro 16, 2007
Presépios na tradição portuguesa
Este ano estive mais atento a esta tradição portuguesa (e não só) de fazer o Presépio. É que o Secretariado de Catequese da Diocese de Coimbra pediu aos catequistas que o implementassem não apenas nos grupos de catequese mas mesmo nas famílias de cada catequisando. E muitas foram as notícias publicadas na comunicação social de concursos de presépios e afins implementados pelas próprias câmaras.Até em pleno Alentejo a Câmara Municipal de Beja organizou um Concurso de Presépios que serão colocados numa exposição que decorrerá no "Pax Júlia - Teatro Municipal de Beja" até 6 de Janeiro de 2008.
Embora a época natalícia evoque valores cristãos e a população portuguesa se diga em cerca de 90 por cento católica, ultimamente tem havido um combate de pequenas minorias à exibição de símbolos cristãos. O presépio seria um deles. Mas para já essas campanhas têm tido um efeito contrário.
Até quando, não sabemos.
quarta-feira, dezembro 12, 2007
Campanha para a Casa do Gaiato
Está em marcha uma Campanha de Natal em ordem a comprar e oferecer 40 colchões à Casa do Gaiato de Miranda do Corvo. Custarão 2.000 euros.Se quiser colaborar, entre em contacto com o sr. António Simões residente em Ansião, pelos seguintes meios: Telem. 91 781 78 55; Fax: 236 622 121; ou email: mailto:exalunosdafigueira@sapo.pt
Veja também o blog: http://expectore.blogspot.com/, onde vi a foto inserida neste post e que mostra alguns dos gaiatos residentes em Miranda do Corvo.
sábado, dezembro 08, 2007
A Esperança
"Salvos pela esperança" (Spe salvi) é o título da nova encíclica de Bento XVI, dedicada ao tema da esperança cristã, num mundo dominado pela descrença e a desconfiança perante as questões relacionadas com o transcendente.
«O homem tem necessidade de Deus, de contrário fica privado de esperança», pode ler-se. O Deus em que os cristãos acreditam apresenta-se como verdadeira esperança para o mundo contemporâneo porque lhe abre uma perspectiva de salvação.
Bento XVI considera que só é possível viver e aceitar o presente se houver "uma esperança fidedigna" e destaca a importância da eternidade, não no mundo actual – "a eliminação da morte ou o seu adiamento quase ilimitado deixaria a terra e a humanidade numa condição impossível", aponta – mas como "um instante repleto de satisfação, onde o Todo nos abraça e nós abraçamos a totalidade".
Num mundo cheio de descrença e medo, a Igreja deve viver e pregar a Esperança. Cristo, e n’Ele todos os que seguiram e seguem o seus ensinamentos, já venceram ou hão-de vencer as limitações físicas e espirituais da vida terrena e viverão a Felicidade plena no Reino de Deus. O Advento que estamos a celebrar aponta-nos sempre para os tempos que hão-de vir, que serão de paz, de justiça, de amor e de salvação. O Advento é a expectativa dos tempos futuros, do mundo e do homem novos que se desejam. E a esperança de que os homens encontrem o verdadeiro Salvador, Jesus Cristo, que os ama de tal modo que se fez menino e homem como nós para nos levar até Deus.
Como escreveu Papini, todos têm necessidade de Deus, mesmo aqueles que o não sabem. «O faminto pensa que procura pão, e tem fome de Ti; o sedento julga querer água, e tem sede de Ti; o doente ilude-se com ansiar pela saúde e o seu mal é a ausência de Ti».
«Quem procura a beleza do mundo, procura, sem se aperceber, a Ti que és a beleza completa e perfeita; o que busca, nos pensamentos, a verdade, deseja, sem querer, a Ti que és a única Verdade digna de ser conhecida; quem se afadiga no encalço da paz, a Ti procura, a única paz em quem podem repousar os corações inquietos».
sexta-feira, novembro 30, 2007
Nova Encíclica
A "Spe salvi" já pode ser lida no nosso sítio "Ansiao na net".
Ver a Encíclica "Salvos na esperança"
Nova roda

Segundo noticiaram há dias os meios de comunicação, um recém-nascido foi confiado a uma associação de apoio a mães em dificuldade em Anvers, no Norte da Bélgica, graças a um sistema de «gaveta de bebés», que permite o abandono anónimo e em segurança. O menino, aparentando uma semana, foi encontrado por membros da associação «Das mães para mães» num cubículo instalado há sete anos num edifício no bairro popular de Borgerhout, mas que nunca tinha sido utilizado.
O bebé foi colocado, um pouco antes do meio-dia, na grande «gaveta», um espaço com um metro de comprimento e 50 centímetros de altura, aquecido e equipado com colchões.
A porta do cubículo, que dá para a rua para permitir a entrega da criança, garante o anonimato. Uma vez fechada novamente, a porta fica bloqueada e o bebé não pode ser recuperado senão pelo interior do edifício onde está instalado o berçário.
Um sistema de alarme alertou os membros da associação, que foram buscar a criança minutos mais tarde. O recém-nascido, que foi encontrado de boa saúde, alimentado, limpo e vestido, deverá ser confiado a uma família de acolhimento.
Existem em vários países, por exemplo, na Alemanha e na Itália, berçários para recolha anónima de bebés, que imitam a «Roda dos Conventos» que existiu nos países europeus católicos, como Portugal, durante muitos séculos, pois nasceu em Marselha – França, no século XII, e existia ainda no século XIX.
Se é verdade que a necessidade da existência da referida Roda pode ser criticada, muito mais deplorável e triste é o que vem ocorrendo com muitas crianças no nosso país e em muitos outros. Volta e meia os meios de comunicação falam de crianças lançadas no lixo ou ao relento, ou violentadas brutalmente em todos os sentidos, quando não são assassinadas. Desde Herodes não víamos tanta barbárie.
Também neste aspecto, o Governo poderia imitar estes países, fazendo uma lei que permitisse a entrega anónima de crianças não desejadas pelos pais, que assim encontrariam novos braços que as acolhessem.
sexta-feira, novembro 23, 2007
Sondagem positiva
Sou dos que gostam de publicitar o que os meios de comunicação nos dizem sobre a confiança que a Igreja Católica merece aos diversos povos.
Hoje trago para aqui uma sondagem feita pela “Cofindustria”, a organização dos industriais italianos sobre “instituições, confiança e poder”. Dos resultados se deduz que a instituição em que mais confiam os cidadãos da Itália é a União Europeia (66 por cento), logo seguida da Igreja Católica com 60 em cem pessoas a confiar nela. Em último lugar figuram os partidos políticos com 20 por cento.
Não sei se estes resultados seriam mais ou menos iguais em Portugal. Mas desconfio que sim. Afinal é o que se tem visto noutros países. A União Europeia está lá longe e tem mandado muito dinheiro. A Igreja Católica caminha com o povo e está sempre pronta a dar uma mão a quem precisa.
sexta-feira, novembro 16, 2007
Os Bispos e o Papa
A visita dos nossos Bispos portugueses ao Vaticano foi ocasião para reflectir o estado da Igreja Católica em Portugal. Por um lado obrigou os prelados a fazer um relatório da sua Diocese e enviá-lo para Roma, por outro tiveram ocasião de contactar os responsáveis máximos dos Serviços Centrais da Igreja e ouvir os seus conselhos.A Comunicação Social fez-se eco do mal-estar que se vive em Portugal. Por um lado, quase 90 por cento dos portugueses se dizem católicos, por outro o número dos que praticam realmente a religião que dizem ter vai descendo em muitas regiões do país.
D. Carlos Azevedo – Secretário da Conferência Episcopal – disse isto mesmo antes de partir.
O Papa no encontro que teve com os 37 bispos presentes acentuou: “É preciso mudar o estilo de organização da comunidade eclesial portuguesa e a mentalidade dos seus membros”. “Só com um novo estilo de organização e com outra mentalidade, Portugal pode ter uma Igreja ao ritmo do Concílio Vaticano II, na qual esteja bem estabelecida a função do clero e do laicado”.
Os sacerdotes são cada vez menos e não podem estar a fazer o que compete aos leigos, quereria dizer o Papa.
Esta já era uma preocupação dos nossos bispos, acentuada talvez até um pouco exageradamente por D. Carlos Azevedo: Não é missão do padre: ser gestor de centros sociais; ser administrador dos bens de uma paróquia ou diocese; ser o burocrata de serviço da paróquia. A sua missão específica é: evangelizar; formar cristãos; ser mistagogo, isto é levar as pessoas a abrirem-se ao mistério de Deus e da Salvação.
E acrescentou D. Carlos Azevedo:
"Cada vez mais as tarefas educativas e administrativas devem ser entregues a leigos para que os padres assumam a sua missão específica."
No referido encontro Bento XVI falou claro e deu pistas concretas, dizendo aos bispos que, para evitar o aumento do número de não praticantes, o melhor é rever a catequese de iniciação e a forma como é ministrada. “À vista da maré crescente de cristãos não praticantes nas vossas dioceses, talvez valha a pena verificardes a eficácia dos percursos de iniciação actuais”, disse o Papa, acrescentando que é necessário que, “na vida da Igreja”, os padres se ocupem cada vez mais das coisas de Deus e os leigos das coisas dos homens.
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