sábado, janeiro 05, 2008

Custa a entender...


Leio nos jornais que «a avaliação que os portugueses fazem da situação financeira da sua família nos últimos doze meses é actualmente a mais negativa desde Outubro de 2003, altura em que a economia portuguesa se encontrava na fase mais baixa do ciclo económico e em nítida recessão.»

Mas há dias foi anunciado que «entre levantamentos nas máquinas Multibanco e pagamentos nos terminais de pagamento automático nas lojas, em Dezembro (até dia 25), a Sociedade Interbancária de Serviços registou movimentos no valor global de 4,221 mil milhões de euros. É o equivalente a cada português ter gasto 422 euros (84 contos) naquele período.»

Será que se está a falar do mesmo país?!

Ou temos um país cada vez mais dividido entre classes sociais ricas e pobres?...

segunda-feira, dezembro 31, 2007

Família Humana: Comunidade de Paz


O Dia Mundial da Paz é já amanhã - dia 1 de Janeiro. E o Papa mais uma vez fez publicar uma Mensagem para esse dia, intitulada: "Família humana: comunidade de paz".

Este tema "funda-se na convicção de que a consciência de um destino comum e a experiência da comunhão são factores essenciais para a realização do bem comum e para a paz da humanidade".
"A unidade do género humano está entre as verdades mais originais do Cristianismo", assinala o texto, lembrando que, neste contexto, a família humana "é concebida por Deus como comunidade de paz".O tema de 2008 vem na sequência dos escolhidos para 2006 (Na verdade, a paz) e 2007 (A pessoa humana, coração da paz).
"Reconhecer a unidade da família humana é ainda mais providencial no actual momento histórico, assinalado pela crise das organizações internacionais e pela presença de graves inquietações na comunidade internacional", alerta a Santa Sé.

"A percepção de um destino comum e a experiência da comunhão são factores essenciais" para realizar "o bem comum e para a paz da humanidade".Nessa convicção de Bento XVI, informa uma nota de apresentação do tema do Dia Mundial da Paz-2008, se fundamenta a escolha desse tema, em linha com o que já havia afirmado o Concílio Vaticano II acerca de todos os povos, que "formam uma só comunidade, têm uma só origem, porque Deus fez habitar todo o género humano em toda a face da Terra", motivo pelo qual "todo o grupo deve considerar as necessidades e as legítimas aspirações dos outros grupos, aliás, o bem comum de toda a família humana".

"Se a dignidade da pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus, é revelada ao homem, já no Antigo Testamento, a unidade do género humano é uma das verdades mais originais do Cristianismo."

"Todo homem, todo o povo, é o auspício final subjacente ao tema do Dia Mundial da Paz-2008, é chamado a viver e a sentir-se parte da família humana, concebida por Deus como comunidade.

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Catolicismo já é a religião com mais praticantes na Inglaterra


Um estudo divulgado antes do passado Natal revelou que já são mais os católicos que os anglicanos a frequentar as igrejas da Grã-Bretanha.
A Inglaterra separou-se oficialmente de Roma durante o reinado de Henrique VIII, mais de 450 anos atrás. Com isso, a Igreja Anglicana tornou-se dominante no país. Até porque foi proibida a Igreja Católica.
Agora um estudo conduzido pelo grupo Pesquisas Cristãs e divulgado no jornal Sunday Telegraph mostrou que, em 2006, cerca de 860 mil católicos foram à missa semanalmente no país, superando os 850 mil anglicanos que foram à igreja.
Os resultados do estudo vieram a público depois da notícia de que o ex-primeiro-ministro Tony Blair, que foi educado como anglicano, se converteu ao catolicismo.
A frequência de fiéis nas cerimónias religiosas anglicanas caiu para metade nos últimos 40 anos. Apenas seis por cento da população frequenta a igreja regularmente. Nos Estados Unidos, a cifra equivalente é de quase 40 por cento da população.
Embora os números relativos à frequência de igrejas estejam caindo tanto entre católicos quanto anglicanos, os de católicos estão diminuindo bastante menos.
Os líderes católicos manifestaram a sua alegria com os números e com a conversão de Blair, vendo nisso um ressurgimento da popularidade católica num país que, no passado, proibiu essa religião ou tudo fez para a apoucar.

domingo, dezembro 23, 2007




Votos de FELIZ NATAL para todos!
Que o Menino-Deus nos ajude a construir um mundo de PAZ, CONCÓRDIA e AMOR!

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Presépio na boca dum protestante


«Embora no nosso país a tradição católica de culto aos santos tenha suscitado em muitos evangélicos uma recusa "a priori" do presépio como símbolo natalício, sou de opinião que hoje, com a nossa mente liberta de superstições e idolatrias do passado, não deve haver relutância em adoptar o presépio como o mais natural, e indicado símbolo do Natal, pois quer didáctica quer criativamente, é, sem comparação, o mais próprio e adequado à festividade que se comemora, e montar um presépio em nada infringe o mandamento "não farás para ti imagem de escultura alguma, nem lhes darás culto", porque não será essa a intenção, mas simplesmente ensinar à criança através da habilidade manual, da criatividade plástica e da imaginação, a mais linda história que se lhe pode contar e visualizar. Esta é uma opinião pessoal que concordamos que haja quem com ela não concorde.

A Arvore de Natal, símbolo preferido dos Protestantes, e hoje universalmente adoptado, dizem ter sido criação da imaginação de Martinho Lutero, para numa noite de Natal entreter seus filhos, adornando-a e cantando canções que compunha, pois era também músico e cantor.
A beleza do pinheiro alpino, especialmente quando carregado de neve, nos Dezembros frios do Norte da Europa é certamente uma imagem de grande beleza, e só por si dispensa adornos para se tornar encantadora Mas, como perguntar não ofende, e responda quem puder, que tem a árvore a ver com a história do nascimento de Jesus? Será que a perenidade da sua roupagem verde simboliza vida e esperança? Cremos que é aí que podemos encontrar alguma simbologia embora remota, com alguma relação à vida e missão do Salvador, mas nunca com relação directa ao seu nascimento. Daí que nos pareça forçado insistir-se em ter árvores de Natal nos salões de culto, onde por vezes se cai no autêntico disparate, liturgicamente chocante, de terminarem cultos do Natal cantando o "Meu bom pinheirinho"!...

Não gostaria de aprofundar mais esta nota sobre a árvore de Natal, que aprecio desde menino, que gosto de ver nas festas de pequenada, mas sinto que devo lembrar aos leitores que sua rápida adopção, especialmente pelos povos nórdicos e de origem germânica, teve muito a ver com os pro fundos estratos do insconsciente colectivo desses povos, em cujos cultos pagãos pré-cristãos, as árvores de grande porte tinham um lugar privilegiado, como símbolos do poder da natureza e habitação de espíritos.»
Ireneu Cunha, Bispo Metodista

domingo, dezembro 16, 2007

Presépios na tradição portuguesa


Este ano estive mais atento a esta tradição portuguesa (e não só) de fazer o Presépio. É que o Secretariado de Catequese da Diocese de Coimbra pediu aos catequistas que o implementassem não apenas nos grupos de catequese mas mesmo nas famílias de cada catequisando. E muitas foram as notícias publicadas na comunicação social de concursos de presépios e afins implementados pelas próprias câmaras.

Até em pleno Alentejo a Câmara Municipal de Beja organizou um Concurso de Presépios que serão colocados numa exposição que decorrerá no "Pax Júlia - Teatro Municipal de Beja" até 6 de Janeiro de 2008.

Embora a época natalícia evoque valores cristãos e a população portuguesa se diga em cerca de 90 por cento católica, ultimamente tem havido um combate de pequenas minorias à exibição de símbolos cristãos. O presépio seria um deles. Mas para já essas campanhas têm tido um efeito contrário.
Até quando, não sabemos
.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Campanha para a Casa do Gaiato


Está em marcha uma Campanha de Natal em ordem a comprar e oferecer 40 colchões à Casa do Gaiato de Miranda do Corvo. Custarão 2.000 euros.

Se quiser colaborar, entre em contacto com o sr. António Simões residente em Ansião, pelos seguintes meios: Telem. 91 781 78 55; Fax: 236 622 121; ou email: mailto:exalunosdafigueira@sapo.pt

Veja também o blog: http://expectore.blogspot.com/, onde vi a foto inserida neste post e que mostra alguns dos gaiatos residentes em Miranda do Corvo.

sábado, dezembro 08, 2007

A Esperança


"Salvos pela esperança" (Spe salvi) é o título da nova encíclica de Bento XVI, dedicada ao tema da esperança cristã, num mundo dominado pela descrença e a desconfiança perante as questões relacionadas com o transcendente.

«O homem tem necessidade de Deus, de contrário fica privado de esperança», pode ler-se. O Deus em que os cristãos acreditam apresenta-se como verdadeira esperança para o mundo contemporâneo porque lhe abre uma perspectiva de salvação.
Bento XVI considera que só é possível viver e aceitar o presente se houver "uma esperança fidedigna" e destaca a importância da eternidade, não no mundo actual – "a eliminação da morte ou o seu adiamento quase ilimitado deixaria a terra e a humanidade numa condição impossível", aponta – mas como "um instante repleto de satisfação, onde o Todo nos abraça e nós abraçamos a totalidade".


Num mundo cheio de descrença e medo, a Igreja deve viver e pregar a Esperança. Cristo, e n’Ele todos os que seguiram e seguem o seus ensinamentos, já venceram ou hão-de vencer as limitações físicas e espirituais da vida terrena e viverão a Felicidade plena no Reino de Deus. O Advento que estamos a celebrar aponta-nos sempre para os tempos que hão-de vir, que serão de paz, de justiça, de amor e de salvação. O Advento é a expectativa dos tempos futuros, do mundo e do homem novos que se desejam. E a esperança de que os homens encontrem o verdadeiro Salvador, Jesus Cristo, que os ama de tal modo que se fez menino e homem como nós para nos levar até Deus.

Como escreveu Papini, todos têm necessidade de Deus, mesmo aqueles que o não sabem. «O faminto pensa que procura pão, e tem fome de Ti; o sedento julga querer água, e tem sede de Ti; o doente ilude-se com ansiar pela saúde e o seu mal é a ausência de Ti».
«Quem procura a beleza do mundo, procura, sem se aperceber, a Ti que és a beleza completa e perfeita; o que busca, nos pensamentos, a verdade, deseja, sem querer, a Ti que és a única Verdade digna de ser conhecida; quem se afadiga no encalço da paz, a Ti procura, a única paz em quem podem repousar os corações inquietos».

sexta-feira, novembro 30, 2007

Nova Encíclica


A "Spe salvi" já pode ser lida no nosso sítio "Ansiao na net".
Ver a Encíclica "Salvos na esperança"

Nova roda


Segundo noticiaram há dias os meios de comunicação, um recém-nascido foi confiado a uma associação de apoio a mães em dificuldade em Anvers, no Norte da Bélgica, graças a um sistema de «gaveta de bebés», que permite o abandono anónimo e em segurança. O menino, aparentando uma semana, foi encontrado por membros da associação «Das mães para mães» num cubículo instalado há sete anos num edifício no bairro popular de Borgerhout, mas que nunca tinha sido utilizado.

O bebé foi colocado, um pouco antes do meio-dia, na grande «gaveta», um espaço com um metro de comprimento e 50 centímetros de altura, aquecido e equipado com colchões.

A porta do cubículo, que dá para a rua para permitir a entrega da criança, garante o anonimato. Uma vez fechada novamente, a porta fica bloqueada e o bebé não pode ser recuperado senão pelo interior do edifício onde está instalado o berçário.

Um sistema de alarme alertou os membros da associação, que foram buscar a criança minutos mais tarde. O recém-nascido, que foi encontrado de boa saúde, alimentado, limpo e vestido, deverá ser confiado a uma família de acolhimento.

Existem em vários países, por exemplo, na Alemanha e na Itália, berçários para recolha anónima de bebés, que imitam a «Roda dos Conventos» que existiu nos países europeus católicos, como Portugal, durante muitos séculos, pois nasceu em Marselha – França, no século XII, e existia ainda no século XIX.

Se é verdade que a necessidade da existência da referida Roda pode ser criticada, muito mais deplorável e triste é o que vem ocorrendo com muitas crianças no nosso país e em muitos outros. Volta e meia os meios de comunicação falam de crianças lançadas no lixo ou ao relento, ou violentadas brutalmente em todos os sentidos, quando não são assassinadas. Desde Herodes não víamos tanta barbárie.

Também neste aspecto, o Governo poderia imitar estes países, fazendo uma lei que permitisse a entrega anónima de crianças não desejadas pelos pais, que assim encontrariam novos braços que as acolhessem.

sexta-feira, novembro 23, 2007

Sondagem positiva


Sou dos que gostam de publicitar o que os meios de comunicação nos dizem sobre a confiança que a Igreja Católica merece aos diversos povos.

Hoje trago para aqui uma sondagem feita pela “Cofindustria”, a organização dos industriais italianos sobre “instituições, confiança e poder”. Dos resultados se deduz que a instituição em que mais confiam os cidadãos da Itália é a União Europeia (66 por cento), logo seguida da Igreja Católica com 60 em cem pessoas a confiar nela. Em último lugar figuram os partidos políticos com 20 por cento.

Não sei se estes resultados seriam mais ou menos iguais em Portugal. Mas desconfio que sim. Afinal é o que se tem visto noutros países. A União Europeia está lá longe e tem mandado muito dinheiro. A Igreja Católica caminha com o povo e está sempre pronta a dar uma mão a quem precisa.

sexta-feira, novembro 16, 2007

Os Bispos e o Papa


A visita dos nossos Bispos portugueses ao Vaticano foi ocasião para reflectir o estado da Igreja Católica em Portugal. Por um lado obrigou os prelados a fazer um relatório da sua Diocese e enviá-lo para Roma, por outro tiveram ocasião de contactar os responsáveis máximos dos Serviços Centrais da Igreja e ouvir os seus conselhos.
A Comunicação Social fez-se eco do mal-estar que se vive em Portugal. Por um lado, quase 90 por cento dos portugueses se dizem católicos, por outro o número dos que praticam realmente a religião que dizem ter vai descendo em muitas regiões do país.
D. Carlos Azevedo – Secretário da Conferência Episcopal – disse isto mesmo antes de partir.
O Papa no encontro que teve com os 37 bispos presentes acentuou: “É preciso mudar o estilo de organização da comunidade eclesial portuguesa e a mentalidade dos seus membros”. “Só com um novo estilo de organização e com outra mentalidade, Portugal pode ter uma Igreja ao ritmo do Concílio Vaticano II, na qual esteja bem estabelecida a função do clero e do laicado”.
Os sacerdotes são cada vez menos e não podem estar a fazer o que compete aos leigos, quereria dizer o Papa.
Esta já era uma preocupação dos nossos bispos, acentuada talvez até um pouco exageradamente por D. Carlos Azevedo: Não é missão do padre: ser gestor de centros sociais; ser administrador dos bens de uma paróquia ou diocese; ser o burocrata de serviço da paróquia. A sua missão específica é: evangelizar; formar cristãos; ser mistagogo, isto é levar as pessoas a abrirem-se ao mistério de Deus e da Salvação.
E acrescentou D. Carlos Azevedo:
"Cada vez mais as tarefas educativas e administrativas devem ser entregues a leigos para que os padres assumam a sua missão específica."
No referido encontro Bento XVI falou claro e deu pistas concretas, dizendo aos bispos que, para evitar o aumento do número de não praticantes, o melhor é rever a catequese de iniciação e a forma como é ministrada. “À vista da maré crescente de cristãos não praticantes nas vossas dioceses, talvez valha a pena verificardes a eficácia dos percursos de iniciação actuais”, disse o Papa, acrescentando que é necessário que, “na vida da Igreja”, os padres se ocupem cada vez mais das coisas de Deus e os leigos das coisas dos homens.

quarta-feira, novembro 07, 2007

Ajudar para ser feliz


Este é mais um dado de um estudo feito há alguns meses nos Estados Unidos e que contraria o que muita gente pensa: "Ganhar muito dinheiro é que faz as pessoas felizes".
A felicidade pode não ter muito ou mesmo nada a ver com a remuneração do trabalho. As pessoas mais felizes são, segundo um estudo do National Opinion Research (NORC) da Universidade de Chicago, as que ajudam os outros.

Este estudo realizado durante mais de três décadas (1972-2006), entre mais de 27 mil pessoas, demonstra que nos Estados Unidos da América, são as pessoas que trabalham em favor dos outros e que vêem os resultados do seu trabalho que se sentem mais felizes.
Em primeiro lugar vêm os que exercem trabalho de liderança religiosa, com 87,2 % a dizerem que são muito felizes; 80,1% dos bombeiros dizem o mesmo; a seguir e em 3.º lugar aparecem os fisioterapeutas com 78,1 % a dizerem-se muito felizes; depois vêm, por ordem decrescente, os autores, os professores de ensino especial, os administradores do sector do ensino, os pintores, escultores e artistas, os psicólogos, etc..
Tom Smith, director da organização que fez a referida pesquisa, declarou ficar surpreendido ao verificar como as profissões de prestígio e bem remuneradas, não são as que proporcionam mais felicidade, mas sim as envolvidas em solidariedade e ajuda aos outros.

"Esperávamos que os trabalhos mais prestigiados fossem os que proporcionassem maior satisfação e felicidade, mas as profissões melhor classificadas são as que implicam cuidado e ajuda aos outros", explica Tom Smith.

O referido estudo pode ser consultado aqui.
Mais uma vez se comprova que a Bíblia tem razão. A felicidade está mais no dar que no receber, está escrito no Livro dos Actos 20, 35.
As pessoas mais felizes raramente são as mais ricas, ou as mais bonitas, ou mesmo as mais talentosas. Nem sequer as que têm melhores empregos. Os olhos das pessoas felizes estão voltados para fora, compassivos. Eles têm gosto em ajudar. Têm a capacidade de amar.

quinta-feira, novembro 01, 2007

Igreja na América Latina


Um inquérito recentemente fei-to na América Latina constatou que a Igreja Católica é de longe a instituição mais respeitada nesse continente: 71% da população dizem que confiam na Igreja Católica.
Trata-se dum continente muito religioso mas onde há muitas e variadas religiões. O santuário de Nossa Senhora de Guadalupe é de longe o mais concorrido de todo o mundo.

Os partidos políticos (22%), o Congresso (27%) e o Poder Judicial (36%) são os que ocupam os últimos lugares entre as instituições em que os povos da América Latina mais confiam, segundo a pesquisa Latinobarómetro 2006. Nada muito diferente do que acontece em muitos outros países. Os três são os protagonistas mais frequentes do noticiário negativo. A reforma política ajudaria, pelo menos aqui, a mitigar a crise de credibilidade dos partidos e do Congresso.

No topo da lista, estão os bombeiros (82%), a Igreja Católica(71%), a rádio (69%) e a televisão (64%). O presidente vem em sexto lugar (47%), e os jornais em oitavo (44%), empatados com as Forças Armadas.

sábado, outubro 27, 2007

Discriminação


Corre na internet – Petição – e não sei se também por outros meios, uma "Petição contra a discriminação dos pais casados ou viúvos em sede de IRS", cuja subscrição continuará aberta aos cidadãos até ao dia da aprovação do Orçamento de 2008.
As associações subscritoras viram-se obrigadas a recorrer a este meio porque as constantes chamadas de atenção para a política dirigida contra as famílias formalmente constituídas, quer em reuniões com governantes e grupos parlamentares, quer nas Comissões da Família e de Concertação Social na última dezena de anos, não têm tido qualquer eco por parte dos governantes.
Como já mais que uma vez nos fizemos eco, o código do IRS penaliza fortemente os pais casados ou viúvos, ao não permitir que possam deduzir ao seu rendimento o valor de 6.500 Euros por filho, permitindo aos pais com qualquer outro estado civil fazê-lo através da pensão de alimentos, o que é uma inaceitável violação dos artigos 13º, 67º e 104º da Constituição da República Portuguesa.
Quer dizer, uma pessoa vivendo em “União de facto” ou “Separação de facto” e até uma pessoa com o estado civil de casada ou solteira pode fazer a sua declaração de rendimentos como "unido de facto" com um irmão seu, desde que este seja maior de 16 anos, mas se o fizer como casada legalmente com o seu marido já não tem direito àquele desconto.
Como se vê, trata-se duma lei aberrante, altamente penalizadora das famílias legalmente constituídas, mas que nenhum dos últimos governos quis mudar.
Alguns casais já começaram mesmo a recorrer ao divórcio apenas para efeitos legais, continuando a viver em “União de facto”.
A continuar assim mais vale o governo acabar com a figura de casamento civil. Quem quiser casa-se religiosamente – o que actualmente em Portugal não é possível – ou fica a viver em “União de facto”, estado que a Igreja Católica e outras Comunidades religiosas consideram irregular para os seus fiéis.

segunda-feira, outubro 22, 2007

Novos pobres


«Os números são alarmantes. Um terço da população activa (entre os 16 e os 64 anos) seria pobre se dependesse apenas dos rendimentos do trabalho, de capital e de transferências privadas. Um quinto dos portugueses vive com menos de 360 euros por mês. E 32% da população activa entre os 16 e os 34 anos seria pobre se dependesse só do seu trabalho» – noticiava há dias o "Diário Económico" .

De acordo com as estatísticas publicadas no dia 15 pelo INE, sem as pensões de reforma e as transferências sociais do Estado, mais de quatro milhões de portugueses (quase metade dos portugueses) estariam numa situação de pobreza. As pessoas estão cada vez mais dependentes dos subsídios do Estado. É certo que muitos já descontaram do que receberam mas muitos outros estão em total dependência para subsistir. E o Estado cada vez distribui pior. Por isso tem aumentado o fosso entre ricos e pobres.

«A situação é alarmante», garante Fernando Nobre, presidente da AMI (Assistência Médica Internacional). «No último ano, os cem portugueses mais ricos viram a sua fortuna aumentar cerca de um terço [33%], quando a média da população portuguesa só conseguiu aumentar o seu rendimento em cerca de 2% ou 2,5%", conta o médico fundador da associação.O próprio governo (e não só este) vai aumentando os salários dos que mais recebem e diminuindo os salários mais baixos. Tudo ao contrário do que se esperaria dum governo com sensibilidade social.

Assim o rendimento dos dois milhões de portugueses mais ricos do país é quase sete vezes maior do que o rendimento dos dois milhões de pessoas mais pobres.As pessoas que estão mais perto do limiar da pobreza em Portugal são os idosos que vivem sozinhos e as famílias constituídas por dois adultos com três ou mais filhos. Em contraponto, os portugueses mais ricos do país correspondem, em regra, a famílias com apenas um filho ou a um casal sem crianças dependentes.Depois há os desempregados que são os novos pobres. E o governo vai só olhando para o déficit!

quarta-feira, outubro 17, 2007

Moral chinesa


A China acaba de reforçar a proibição de publicidade na rádio e televisão promovendo roupas que realçam os decotes femininos, assim como os brinquedos eróticos e mesmo cirurgias plásticas do mesmo teor, na mais recente medida do governo comunista destinada a erradicar dos meios de comunicação do país aquilo que chama de poluição social.

"Propagandas ilegais sobre 'tratamento sexual' e outros anúncios prejudiciais representam uma grave ameaça à sociedade", declarava o comunicado da AGRCT, divulgado na semana passada e publicado no site da agência.

"Essas propagandas não só enganam gravemente os consumidores, prejudicam a saúde da população, poluem o ambiente social e corrompem os costumes sociais, mas também afectam directamente a credibilidade da comunicação pública e a imagem do Partido Comunista e do governo", dizia o comunicado.

Dizem os comentadores que isto acontece, como já em outras alturas sucedeu, a poucas semanas do congresso do Partido Comunista que ocorre duas vezes em cada dez anos, e que entre outros pontos faz um balanço da moralidade pública.

Todos sabemos que a China é governada pelo Partido Comunista e muitos dos nossos leitores hão-de ficar admirados ao ler isto e hão-de compará-lo ao que as forças de esquerda parece quererem para o nosso país.

Se alguém ousasse sugerir que se fizesse o mesmo em Portugal, cairia o Carmo e a Trindade. Mas já era assim que se procedia nos derrubados regimes comunistas, pois a história ensina que nenhuma sociedade onde se promove uma cultura de erotismo e liberalismo sexual pode subsistir por muitos anos. A destruição das famílias e a corrupção dos indivíduos dá cabo de qualquer sociedade.

Então por que é que tudo isto é permitido e até exaltado nos nossos países ocidentais? A resposta parece-me óbvia: liberalismo e guerra cultural. E muita gente já está hoje a sofrer os seus efeitos perversos, com infidelidades, abandonos e separações.

quinta-feira, outubro 11, 2007

Uma boa surpresa



Quando lhe é perguntado qual a sua atitude perante Deus, responde desta maneira:
«Existe um velho provérbio húngaro que diz que na cova do lobo não há ateus, por isso julgo que não existe quem não acredite. O nada não existe na física ou na biologia e quando se lêem os grandes físicos entende-se como eram homens profundamente crentes, que chegaram a Deus através da física e da matemática e que falavam de Deus de uma maneira fascinante. A minha relação é a de um espírito naturalmente religioso, cada vez mais, não no sentido desta ou daquela igreja mas porque me parece que a ideia de Deus é óbvia. Cada vez mais o é para mim. É um bocado como diz Einstein, quando afirma que Deus não joga aos dados».


E o escritor que já foi militante da APU (Aliança Povo Unido – coligação liderada pelo Partido Comunista Português) explica a sua relação com Deus:
«A minha atitude em relação à religião é essa, não estou a falar de igrejas, estou a falar em relação a Deus e não acredito quando as pessoas dizem que são agnósticas ou ateias. Não estou a dizer que a pessoa não esteja a ser sincera, mas dentro dela e em qualquer ponto há algo... Uma vez perguntaram ao Hemingway se acreditava em Deus e a resposta foi às vezes, à noite».

À pergunta do entrevistador, se tem dúvidas, o escritor e médico psiquiatra responde:
«Acredito sempre mas a dúvida e pôr constantemente em questão é próprio da fé. Muitas vezes pergunto-me será que existe? É óbvio que sim».

Dúvidas?
«Todos os teólogos as tiveram, Sto. Ambrósio dizia "não busco compreender para crer, creio para compreender"; Sto. Agostinho esteve cheio de dúvidas toda a vida e o Sto. António... O mesmo se passa em relação aos livros, pergunto-me será que isto está bem feito? Não é esta palavra ainda, será que é possível fazer aquilo que eu quero fazer ou será demasiado ambicioso?»

Não sei se a Fé acompanhou sempre este homem. Mas o cancro a que foi operado há tempos deve-o ter ajudado nesta caminhada de crente. Para alguma coisa há-de servir o sofrimento!...

terça-feira, outubro 09, 2007

Padres nos hospitais


Segundo o "Correio da Manhã", os administradores da maioria dos grandes hospitais portugueses vão comunicar ao primeiro-ministro, José Sócrates, que é um "erro" riscar os capelães dos quadros hospitalares e, com isso, acabar com a assistência religiosa aos doentes internados.
O mesmo jornal apurou junto de seis dos maiores hospitais portugueses, em Lisboa, Porto, Coimbra e Braga, que mais de 40 por cento dos doentes internados solicitam, habitualmente, a assistência religiosa, sendo 95 por cento destes praticantes da Religião Católica.Lino Mesquita Machado, presidente do Conselho de Administração do Hospital Central de Braga afirma que "a assistência religiosa é uma exigência dos doentes, com que o Governo não deve acabar".Lembrando que os capelães passaram a fazer parte dos hospitais já depois do 25 de Abril, Lino Mesquita Machado sublinha que "o peso que têm em termos de custo não é comparável à valia do serviço que prestam".Referindo que "os capelães são, ao contrário do que se pensa, cada vez mais requisitados, o administrador do Hospital de Braga diz que "é um erro de palmatória comparar a assistência religiosa nos hospitais ao serviço que prestam, por exemplo, os capelães militares". Um governo, por mais laicista que seja, tem de respeitar a Fé dos cidadãos. E, ainda por cima, todos os estudos estão de acordo que a religião ajuda a criar esperança e, com isso, favorece a cura dos doentes.Limitar a assistência espiritual nos hospitais não constitui um condicionamento da liberdade religiosa. Constitui, antes de mais e acima de tudo, um estrangulamento da liberdade humana. Nem sequer colhe o argumento de privilégio à Igreja Católica. Tem sido feito um bom trabalho de interligação entre as principais confissões religiosas na maior parte dos hospitais. E os doentes não podem ser castigados só porque são na grande maioria católicos.

quarta-feira, outubro 03, 2007

Se a moda pega!


Os jornais trouxeram a notícia: a multimilionária Leona Helmsley, de 87 anos, dona de um império imobiliário nos Estados Unidos, morreu há dias e deixou uma surpresa para a sua família. Ela deserdou dois netos e deixou 12 milhões para sustentar o seu cachorrinho e depois gastar num mausoléu ao lado da sua dona a quem sempre fez companhia.

Aos seus netos David e Walter ela deixou 5 milhões para cada um, mas com uma condição: que eles visitem pelo menos uma vez por ano, de preferência no dia do aniversário da morte, o túmulo de seu pai, conforme determina o testamento. Craig e Meegan, os outros dois netos, ficaram sem nada "por razões por eles conhecidas", – diz o referido testamento – do que deduzimos que eles não ligavam à família.A guarda do cachorrinho mimado ficará a cargo de Alvin Rosenthal, irmão da finada e que receberá 10 milhões de dólares.Esta notícia trouxe-me à mente um caso que dificilmente alguma vez esquecerei. Uma senhora viúva que quase todos os dias cumprimentava à porta de sua casa apresentou-se certa vez muito chorosa e de luto, lamentando a morte de seu gato. Repliquei-lhe que não era caso para tanta lamentação.

– Se fosse um filho, até se compreendia – disse-lhe.

Mas calei-me, quando ela me afirmou muito convicta:

– Pois olhe que preferia que me morresse um filho do que a minha companhia!
Filhos e outros familiares que abandonam os seus velhinhos não faltam nos nossos dias, infelizmente. Conheço alguns que, mesmo vivendo perto, passam semanas sem os visitar. Outros vivendo longe têm alma de vir à terra de origem e não os vão ver.

Às vezes sucede que filhos e netos abandonam de todo os seus velhinhos num lar, sem nunca os visitar. Mereciam o mesmo castigo que aquela senhora deu a dois dos seus netos.

Se um dia lhes suceder o mesmo, então saberão avaliar o desgosto que isto provoca num idoso. E lá diz o ditado: "Filho és, pai serás; como fizeres, assim encontrarás".