«Os números são alarmantes. Um terço da população activa (entre os 16 e os 64 anos) seria pobre se dependesse apenas dos rendimentos do trabalho, de capital e de transferências privadas. Um quinto dos portugueses vive com menos de 360 euros por mês. E 32% da população activa entre os 16 e os 34 anos seria pobre se dependesse só do seu trabalho» – noticiava há dias o "Diário Económico" .
De acordo com as estatísticas publicadas no dia 15 pelo INE, sem as pensões de reforma e as transferências sociais do Estado, mais de quatro milhões de portugueses (quase metade dos portugueses) estariam numa situação de pobreza. As pessoas estão cada vez mais dependentes dos subsídios do Estado. É certo que muitos já descontaram do que receberam mas muitos outros estão em total dependência para subsistir. E o Estado cada vez distribui pior. Por isso tem aumentado o fosso entre ricos e pobres.
«A situação é alarmante», garante Fernando Nobre, presidente da AMI (Assistência Médica Internacional). «No último ano, os cem portugueses mais ricos viram a sua fortuna aumentar cerca de um terço [33%], quando a média da população portuguesa só conseguiu aumentar o seu rendimento em cerca de 2% ou 2,5%", conta o médico fundador da associação.O próprio governo (e não só este) vai aumentando os salários dos que mais recebem e diminuindo os salários mais baixos. Tudo ao contrário do que se esperaria dum governo com sensibilidade social.
Assim o rendimento dos dois milhões de portugueses mais ricos do país é quase sete vezes maior do que o rendimento dos dois milhões de pessoas mais pobres.As pessoas que estão mais perto do limiar da pobreza em Portugal são os idosos que vivem sozinhos e as famílias constituídas por dois adultos com três ou mais filhos. Em contraponto, os portugueses mais ricos do país correspondem, em regra, a famílias com apenas um filho ou a um casal sem crianças dependentes.Depois há os desempregados que são os novos pobres. E o governo vai só olhando para o déficit!