sexta-feira, novembro 30, 2007

Nova Encíclica


A "Spe salvi" já pode ser lida no nosso sítio "Ansiao na net".
Ver a Encíclica "Salvos na esperança"

Nova roda


Segundo noticiaram há dias os meios de comunicação, um recém-nascido foi confiado a uma associação de apoio a mães em dificuldade em Anvers, no Norte da Bélgica, graças a um sistema de «gaveta de bebés», que permite o abandono anónimo e em segurança. O menino, aparentando uma semana, foi encontrado por membros da associação «Das mães para mães» num cubículo instalado há sete anos num edifício no bairro popular de Borgerhout, mas que nunca tinha sido utilizado.

O bebé foi colocado, um pouco antes do meio-dia, na grande «gaveta», um espaço com um metro de comprimento e 50 centímetros de altura, aquecido e equipado com colchões.

A porta do cubículo, que dá para a rua para permitir a entrega da criança, garante o anonimato. Uma vez fechada novamente, a porta fica bloqueada e o bebé não pode ser recuperado senão pelo interior do edifício onde está instalado o berçário.

Um sistema de alarme alertou os membros da associação, que foram buscar a criança minutos mais tarde. O recém-nascido, que foi encontrado de boa saúde, alimentado, limpo e vestido, deverá ser confiado a uma família de acolhimento.

Existem em vários países, por exemplo, na Alemanha e na Itália, berçários para recolha anónima de bebés, que imitam a «Roda dos Conventos» que existiu nos países europeus católicos, como Portugal, durante muitos séculos, pois nasceu em Marselha – França, no século XII, e existia ainda no século XIX.

Se é verdade que a necessidade da existência da referida Roda pode ser criticada, muito mais deplorável e triste é o que vem ocorrendo com muitas crianças no nosso país e em muitos outros. Volta e meia os meios de comunicação falam de crianças lançadas no lixo ou ao relento, ou violentadas brutalmente em todos os sentidos, quando não são assassinadas. Desde Herodes não víamos tanta barbárie.

Também neste aspecto, o Governo poderia imitar estes países, fazendo uma lei que permitisse a entrega anónima de crianças não desejadas pelos pais, que assim encontrariam novos braços que as acolhessem.

sexta-feira, novembro 23, 2007

Sondagem positiva


Sou dos que gostam de publicitar o que os meios de comunicação nos dizem sobre a confiança que a Igreja Católica merece aos diversos povos.

Hoje trago para aqui uma sondagem feita pela “Cofindustria”, a organização dos industriais italianos sobre “instituições, confiança e poder”. Dos resultados se deduz que a instituição em que mais confiam os cidadãos da Itália é a União Europeia (66 por cento), logo seguida da Igreja Católica com 60 em cem pessoas a confiar nela. Em último lugar figuram os partidos políticos com 20 por cento.

Não sei se estes resultados seriam mais ou menos iguais em Portugal. Mas desconfio que sim. Afinal é o que se tem visto noutros países. A União Europeia está lá longe e tem mandado muito dinheiro. A Igreja Católica caminha com o povo e está sempre pronta a dar uma mão a quem precisa.

sexta-feira, novembro 16, 2007

Os Bispos e o Papa


A visita dos nossos Bispos portugueses ao Vaticano foi ocasião para reflectir o estado da Igreja Católica em Portugal. Por um lado obrigou os prelados a fazer um relatório da sua Diocese e enviá-lo para Roma, por outro tiveram ocasião de contactar os responsáveis máximos dos Serviços Centrais da Igreja e ouvir os seus conselhos.
A Comunicação Social fez-se eco do mal-estar que se vive em Portugal. Por um lado, quase 90 por cento dos portugueses se dizem católicos, por outro o número dos que praticam realmente a religião que dizem ter vai descendo em muitas regiões do país.
D. Carlos Azevedo – Secretário da Conferência Episcopal – disse isto mesmo antes de partir.
O Papa no encontro que teve com os 37 bispos presentes acentuou: “É preciso mudar o estilo de organização da comunidade eclesial portuguesa e a mentalidade dos seus membros”. “Só com um novo estilo de organização e com outra mentalidade, Portugal pode ter uma Igreja ao ritmo do Concílio Vaticano II, na qual esteja bem estabelecida a função do clero e do laicado”.
Os sacerdotes são cada vez menos e não podem estar a fazer o que compete aos leigos, quereria dizer o Papa.
Esta já era uma preocupação dos nossos bispos, acentuada talvez até um pouco exageradamente por D. Carlos Azevedo: Não é missão do padre: ser gestor de centros sociais; ser administrador dos bens de uma paróquia ou diocese; ser o burocrata de serviço da paróquia. A sua missão específica é: evangelizar; formar cristãos; ser mistagogo, isto é levar as pessoas a abrirem-se ao mistério de Deus e da Salvação.
E acrescentou D. Carlos Azevedo:
"Cada vez mais as tarefas educativas e administrativas devem ser entregues a leigos para que os padres assumam a sua missão específica."
No referido encontro Bento XVI falou claro e deu pistas concretas, dizendo aos bispos que, para evitar o aumento do número de não praticantes, o melhor é rever a catequese de iniciação e a forma como é ministrada. “À vista da maré crescente de cristãos não praticantes nas vossas dioceses, talvez valha a pena verificardes a eficácia dos percursos de iniciação actuais”, disse o Papa, acrescentando que é necessário que, “na vida da Igreja”, os padres se ocupem cada vez mais das coisas de Deus e os leigos das coisas dos homens.

quarta-feira, novembro 07, 2007

Ajudar para ser feliz


Este é mais um dado de um estudo feito há alguns meses nos Estados Unidos e que contraria o que muita gente pensa: "Ganhar muito dinheiro é que faz as pessoas felizes".
A felicidade pode não ter muito ou mesmo nada a ver com a remuneração do trabalho. As pessoas mais felizes são, segundo um estudo do National Opinion Research (NORC) da Universidade de Chicago, as que ajudam os outros.

Este estudo realizado durante mais de três décadas (1972-2006), entre mais de 27 mil pessoas, demonstra que nos Estados Unidos da América, são as pessoas que trabalham em favor dos outros e que vêem os resultados do seu trabalho que se sentem mais felizes.
Em primeiro lugar vêm os que exercem trabalho de liderança religiosa, com 87,2 % a dizerem que são muito felizes; 80,1% dos bombeiros dizem o mesmo; a seguir e em 3.º lugar aparecem os fisioterapeutas com 78,1 % a dizerem-se muito felizes; depois vêm, por ordem decrescente, os autores, os professores de ensino especial, os administradores do sector do ensino, os pintores, escultores e artistas, os psicólogos, etc..
Tom Smith, director da organização que fez a referida pesquisa, declarou ficar surpreendido ao verificar como as profissões de prestígio e bem remuneradas, não são as que proporcionam mais felicidade, mas sim as envolvidas em solidariedade e ajuda aos outros.

"Esperávamos que os trabalhos mais prestigiados fossem os que proporcionassem maior satisfação e felicidade, mas as profissões melhor classificadas são as que implicam cuidado e ajuda aos outros", explica Tom Smith.

O referido estudo pode ser consultado aqui.
Mais uma vez se comprova que a Bíblia tem razão. A felicidade está mais no dar que no receber, está escrito no Livro dos Actos 20, 35.
As pessoas mais felizes raramente são as mais ricas, ou as mais bonitas, ou mesmo as mais talentosas. Nem sequer as que têm melhores empregos. Os olhos das pessoas felizes estão voltados para fora, compassivos. Eles têm gosto em ajudar. Têm a capacidade de amar.

quinta-feira, novembro 01, 2007

Igreja na América Latina


Um inquérito recentemente fei-to na América Latina constatou que a Igreja Católica é de longe a instituição mais respeitada nesse continente: 71% da população dizem que confiam na Igreja Católica.
Trata-se dum continente muito religioso mas onde há muitas e variadas religiões. O santuário de Nossa Senhora de Guadalupe é de longe o mais concorrido de todo o mundo.

Os partidos políticos (22%), o Congresso (27%) e o Poder Judicial (36%) são os que ocupam os últimos lugares entre as instituições em que os povos da América Latina mais confiam, segundo a pesquisa Latinobarómetro 2006. Nada muito diferente do que acontece em muitos outros países. Os três são os protagonistas mais frequentes do noticiário negativo. A reforma política ajudaria, pelo menos aqui, a mitigar a crise de credibilidade dos partidos e do Congresso.

No topo da lista, estão os bombeiros (82%), a Igreja Católica(71%), a rádio (69%) e a televisão (64%). O presidente vem em sexto lugar (47%), e os jornais em oitavo (44%), empatados com as Forças Armadas.

sábado, outubro 27, 2007

Discriminação


Corre na internet – Petição – e não sei se também por outros meios, uma "Petição contra a discriminação dos pais casados ou viúvos em sede de IRS", cuja subscrição continuará aberta aos cidadãos até ao dia da aprovação do Orçamento de 2008.
As associações subscritoras viram-se obrigadas a recorrer a este meio porque as constantes chamadas de atenção para a política dirigida contra as famílias formalmente constituídas, quer em reuniões com governantes e grupos parlamentares, quer nas Comissões da Família e de Concertação Social na última dezena de anos, não têm tido qualquer eco por parte dos governantes.
Como já mais que uma vez nos fizemos eco, o código do IRS penaliza fortemente os pais casados ou viúvos, ao não permitir que possam deduzir ao seu rendimento o valor de 6.500 Euros por filho, permitindo aos pais com qualquer outro estado civil fazê-lo através da pensão de alimentos, o que é uma inaceitável violação dos artigos 13º, 67º e 104º da Constituição da República Portuguesa.
Quer dizer, uma pessoa vivendo em “União de facto” ou “Separação de facto” e até uma pessoa com o estado civil de casada ou solteira pode fazer a sua declaração de rendimentos como "unido de facto" com um irmão seu, desde que este seja maior de 16 anos, mas se o fizer como casada legalmente com o seu marido já não tem direito àquele desconto.
Como se vê, trata-se duma lei aberrante, altamente penalizadora das famílias legalmente constituídas, mas que nenhum dos últimos governos quis mudar.
Alguns casais já começaram mesmo a recorrer ao divórcio apenas para efeitos legais, continuando a viver em “União de facto”.
A continuar assim mais vale o governo acabar com a figura de casamento civil. Quem quiser casa-se religiosamente – o que actualmente em Portugal não é possível – ou fica a viver em “União de facto”, estado que a Igreja Católica e outras Comunidades religiosas consideram irregular para os seus fiéis.

segunda-feira, outubro 22, 2007

Novos pobres


«Os números são alarmantes. Um terço da população activa (entre os 16 e os 64 anos) seria pobre se dependesse apenas dos rendimentos do trabalho, de capital e de transferências privadas. Um quinto dos portugueses vive com menos de 360 euros por mês. E 32% da população activa entre os 16 e os 34 anos seria pobre se dependesse só do seu trabalho» – noticiava há dias o "Diário Económico" .

De acordo com as estatísticas publicadas no dia 15 pelo INE, sem as pensões de reforma e as transferências sociais do Estado, mais de quatro milhões de portugueses (quase metade dos portugueses) estariam numa situação de pobreza. As pessoas estão cada vez mais dependentes dos subsídios do Estado. É certo que muitos já descontaram do que receberam mas muitos outros estão em total dependência para subsistir. E o Estado cada vez distribui pior. Por isso tem aumentado o fosso entre ricos e pobres.

«A situação é alarmante», garante Fernando Nobre, presidente da AMI (Assistência Médica Internacional). «No último ano, os cem portugueses mais ricos viram a sua fortuna aumentar cerca de um terço [33%], quando a média da população portuguesa só conseguiu aumentar o seu rendimento em cerca de 2% ou 2,5%", conta o médico fundador da associação.O próprio governo (e não só este) vai aumentando os salários dos que mais recebem e diminuindo os salários mais baixos. Tudo ao contrário do que se esperaria dum governo com sensibilidade social.

Assim o rendimento dos dois milhões de portugueses mais ricos do país é quase sete vezes maior do que o rendimento dos dois milhões de pessoas mais pobres.As pessoas que estão mais perto do limiar da pobreza em Portugal são os idosos que vivem sozinhos e as famílias constituídas por dois adultos com três ou mais filhos. Em contraponto, os portugueses mais ricos do país correspondem, em regra, a famílias com apenas um filho ou a um casal sem crianças dependentes.Depois há os desempregados que são os novos pobres. E o governo vai só olhando para o déficit!

quarta-feira, outubro 17, 2007

Moral chinesa


A China acaba de reforçar a proibição de publicidade na rádio e televisão promovendo roupas que realçam os decotes femininos, assim como os brinquedos eróticos e mesmo cirurgias plásticas do mesmo teor, na mais recente medida do governo comunista destinada a erradicar dos meios de comunicação do país aquilo que chama de poluição social.

"Propagandas ilegais sobre 'tratamento sexual' e outros anúncios prejudiciais representam uma grave ameaça à sociedade", declarava o comunicado da AGRCT, divulgado na semana passada e publicado no site da agência.

"Essas propagandas não só enganam gravemente os consumidores, prejudicam a saúde da população, poluem o ambiente social e corrompem os costumes sociais, mas também afectam directamente a credibilidade da comunicação pública e a imagem do Partido Comunista e do governo", dizia o comunicado.

Dizem os comentadores que isto acontece, como já em outras alturas sucedeu, a poucas semanas do congresso do Partido Comunista que ocorre duas vezes em cada dez anos, e que entre outros pontos faz um balanço da moralidade pública.

Todos sabemos que a China é governada pelo Partido Comunista e muitos dos nossos leitores hão-de ficar admirados ao ler isto e hão-de compará-lo ao que as forças de esquerda parece quererem para o nosso país.

Se alguém ousasse sugerir que se fizesse o mesmo em Portugal, cairia o Carmo e a Trindade. Mas já era assim que se procedia nos derrubados regimes comunistas, pois a história ensina que nenhuma sociedade onde se promove uma cultura de erotismo e liberalismo sexual pode subsistir por muitos anos. A destruição das famílias e a corrupção dos indivíduos dá cabo de qualquer sociedade.

Então por que é que tudo isto é permitido e até exaltado nos nossos países ocidentais? A resposta parece-me óbvia: liberalismo e guerra cultural. E muita gente já está hoje a sofrer os seus efeitos perversos, com infidelidades, abandonos e separações.

quinta-feira, outubro 11, 2007

Uma boa surpresa



Quando lhe é perguntado qual a sua atitude perante Deus, responde desta maneira:
«Existe um velho provérbio húngaro que diz que na cova do lobo não há ateus, por isso julgo que não existe quem não acredite. O nada não existe na física ou na biologia e quando se lêem os grandes físicos entende-se como eram homens profundamente crentes, que chegaram a Deus através da física e da matemática e que falavam de Deus de uma maneira fascinante. A minha relação é a de um espírito naturalmente religioso, cada vez mais, não no sentido desta ou daquela igreja mas porque me parece que a ideia de Deus é óbvia. Cada vez mais o é para mim. É um bocado como diz Einstein, quando afirma que Deus não joga aos dados».


E o escritor que já foi militante da APU (Aliança Povo Unido – coligação liderada pelo Partido Comunista Português) explica a sua relação com Deus:
«A minha atitude em relação à religião é essa, não estou a falar de igrejas, estou a falar em relação a Deus e não acredito quando as pessoas dizem que são agnósticas ou ateias. Não estou a dizer que a pessoa não esteja a ser sincera, mas dentro dela e em qualquer ponto há algo... Uma vez perguntaram ao Hemingway se acreditava em Deus e a resposta foi às vezes, à noite».

À pergunta do entrevistador, se tem dúvidas, o escritor e médico psiquiatra responde:
«Acredito sempre mas a dúvida e pôr constantemente em questão é próprio da fé. Muitas vezes pergunto-me será que existe? É óbvio que sim».

Dúvidas?
«Todos os teólogos as tiveram, Sto. Ambrósio dizia "não busco compreender para crer, creio para compreender"; Sto. Agostinho esteve cheio de dúvidas toda a vida e o Sto. António... O mesmo se passa em relação aos livros, pergunto-me será que isto está bem feito? Não é esta palavra ainda, será que é possível fazer aquilo que eu quero fazer ou será demasiado ambicioso?»

Não sei se a Fé acompanhou sempre este homem. Mas o cancro a que foi operado há tempos deve-o ter ajudado nesta caminhada de crente. Para alguma coisa há-de servir o sofrimento!...

terça-feira, outubro 09, 2007

Padres nos hospitais


Segundo o "Correio da Manhã", os administradores da maioria dos grandes hospitais portugueses vão comunicar ao primeiro-ministro, José Sócrates, que é um "erro" riscar os capelães dos quadros hospitalares e, com isso, acabar com a assistência religiosa aos doentes internados.
O mesmo jornal apurou junto de seis dos maiores hospitais portugueses, em Lisboa, Porto, Coimbra e Braga, que mais de 40 por cento dos doentes internados solicitam, habitualmente, a assistência religiosa, sendo 95 por cento destes praticantes da Religião Católica.Lino Mesquita Machado, presidente do Conselho de Administração do Hospital Central de Braga afirma que "a assistência religiosa é uma exigência dos doentes, com que o Governo não deve acabar".Lembrando que os capelães passaram a fazer parte dos hospitais já depois do 25 de Abril, Lino Mesquita Machado sublinha que "o peso que têm em termos de custo não é comparável à valia do serviço que prestam".Referindo que "os capelães são, ao contrário do que se pensa, cada vez mais requisitados, o administrador do Hospital de Braga diz que "é um erro de palmatória comparar a assistência religiosa nos hospitais ao serviço que prestam, por exemplo, os capelães militares". Um governo, por mais laicista que seja, tem de respeitar a Fé dos cidadãos. E, ainda por cima, todos os estudos estão de acordo que a religião ajuda a criar esperança e, com isso, favorece a cura dos doentes.Limitar a assistência espiritual nos hospitais não constitui um condicionamento da liberdade religiosa. Constitui, antes de mais e acima de tudo, um estrangulamento da liberdade humana. Nem sequer colhe o argumento de privilégio à Igreja Católica. Tem sido feito um bom trabalho de interligação entre as principais confissões religiosas na maior parte dos hospitais. E os doentes não podem ser castigados só porque são na grande maioria católicos.

quarta-feira, outubro 03, 2007

Se a moda pega!


Os jornais trouxeram a notícia: a multimilionária Leona Helmsley, de 87 anos, dona de um império imobiliário nos Estados Unidos, morreu há dias e deixou uma surpresa para a sua família. Ela deserdou dois netos e deixou 12 milhões para sustentar o seu cachorrinho e depois gastar num mausoléu ao lado da sua dona a quem sempre fez companhia.

Aos seus netos David e Walter ela deixou 5 milhões para cada um, mas com uma condição: que eles visitem pelo menos uma vez por ano, de preferência no dia do aniversário da morte, o túmulo de seu pai, conforme determina o testamento. Craig e Meegan, os outros dois netos, ficaram sem nada "por razões por eles conhecidas", – diz o referido testamento – do que deduzimos que eles não ligavam à família.A guarda do cachorrinho mimado ficará a cargo de Alvin Rosenthal, irmão da finada e que receberá 10 milhões de dólares.Esta notícia trouxe-me à mente um caso que dificilmente alguma vez esquecerei. Uma senhora viúva que quase todos os dias cumprimentava à porta de sua casa apresentou-se certa vez muito chorosa e de luto, lamentando a morte de seu gato. Repliquei-lhe que não era caso para tanta lamentação.

– Se fosse um filho, até se compreendia – disse-lhe.

Mas calei-me, quando ela me afirmou muito convicta:

– Pois olhe que preferia que me morresse um filho do que a minha companhia!
Filhos e outros familiares que abandonam os seus velhinhos não faltam nos nossos dias, infelizmente. Conheço alguns que, mesmo vivendo perto, passam semanas sem os visitar. Outros vivendo longe têm alma de vir à terra de origem e não os vão ver.

Às vezes sucede que filhos e netos abandonam de todo os seus velhinhos num lar, sem nunca os visitar. Mereciam o mesmo castigo que aquela senhora deu a dois dos seus netos.

Se um dia lhes suceder o mesmo, então saberão avaliar o desgosto que isto provoca num idoso. E lá diz o ditado: "Filho és, pai serás; como fizeres, assim encontrarás".

quinta-feira, setembro 27, 2007

Boa lição para as crianças


Um grupo de quatro crianças, com idades entre os 11 e 13 anos, tiveram de cumprir uma ‘pena’ de serviço comunitário, procedendo à limpeza de um monumento na Foz do Arelho, pois tinham-no sujado com pinturas, vulgarmente conhecidas por grafittis.


Os menores lembraram-se de usar como tela a Fonte dos Namorados – um local emblemático da praia da Foz do Arelho. Uma moradora viu e denunciou-os à GNR, que os apanhou em flagrante delito.Para evitar eventuais procedimentos legais, a Junta de Freguesia da Foz do Arelho falou com os pais e propôs às crianças que limpassem o que sujaram, uma medida pedagógica que resultou. Com o acordo dos pais, os miúdos decidiram aceitar a proposta para limparem a Fonte dos Namorados e muros envolventes – um local recatado, construído em 1916, pelo qual os habitantes têm um grande carinho, porque a tradição diz que é um ponto de encontro dos namorados.

"É a atitude correcta, mais do que estar a aplicar-lhes um castigo. Vieram de livre vontade, não foram forçados e a ideia é eles saberem o que custa limpar, para que pensem duas vezes antes de voltarem a pintar", explicou Fernando Horta, presidente da Junta de Freguesia.Segundo o autarca, a ideia "acaba por funcionar, para eles terem a noção de que o património público é para estimar e não destruir".Nas palavras do autarca, as crianças fizeram a limpeza e ainda se ofereceram para limpar a fonte.

Quando vemos tanto vandalismo pelas nossas vilas e aldeias ficamos a pensar como as coisas seriam diferentes se pais e autoridades seguissem o exemplo relatado acima. "De pequenino é que se torce o pepino" – diz o provérbio. Se quando o menino suja ou parte, os pais o fizessem limpar, segundo as suas capacidades, a criança aprenderia o que custa e pensaria duas vezes antes de deitar coisas para o chão ou de sujar.

Mais do que castigar, a missão dum educador é apontar o caminho. E ajudar a criar hábitos bons e a evitar os maus.

sábado, setembro 22, 2007

O exemplo vem de França


Todos sabemos que a escola tem primordial importância para o futuro de um país. Logo a seguir à família. E isto na formação profissional mas também na educação humana e cívica. Apostar na formação de bons professores é, por isso, vital. Mas há também necessidade de os valorizar perante a sociedade e sobretudo os alunos.

O que se fez ou permitiu fazer em Portugal, nos últimos anos, vai em sentido contrário. Por isso quero aqui realçar o exemplo do Presidente francês, que escreveu uma carta a todos os alunos, professores e pais das escolas de França, estimulando-os a colaborarem num "renascimento" da escola francesa.


Nessa carta, Nicholas Sarkozy pede que se estimule o respeito mútuo (o respeito é a base de toda a educação) e que se recompense o bem, sancionando as faltas, cultivando a admiração pelo que é bom, justo, belo, grande, verdadeiro e profundo e recusando o que é mau, injusto, feio, insignificante, falso, superficial e medíocre". O chefe do Estado francês questionou também o secularismo, que rejeita a presença religiosa nas escolas e programas de ensino franceses. "Estou convencido de que não deveríamos deixar o tema da religião à porta da escola", afirmou, advertindo que não defende o proselitismo nas escolas. "A origem das grandes religiões, suas visões do homem e do mundo devem ser estudadas, não num espírito de proselitismo, não com uma abordagem teológica, mas como uma análise sociológica, cultural, histórica, que permita compreender melhor a natureza do facto religioso." E continua: "O espiritual e o sagrado sempre acompanharam as experiências humanas. São a fonte de toda civilização. A gente pode abrir-se com mais facilidade aos outros e dialogar com as pessoas de outras religiões quando entende a sua própria religião".


Aos professores pede que reflictam sobre a grave responsabilidade que têm em "guiar e proteger espíritos e sensibilidades que ainda não se formaram completamente, que não alcançaram a sua maturidade, que estão em busca e que são ainda frágeis e vulneráveis". À família lembra que os pais "são os primeiros educadores de seus filhos" e os alenta a envolver-se intimamente no processo da educação.

Esperamos que este bom exemplo também seja seguido entre nós.

quinta-feira, setembro 20, 2007

De novo a escola


As nossas escolas estão a começar um novo ano lectivo. E isto é sempre motivo de esperança. A escola é, logo a seguir à família, o lugar onde as crianças, adolescentes e jovens passam mais tempo. Por isso ela deixa marcas profundas na educação das novas gerações. Como todos os políticos dizem, é nas escolas que está o futuro do país.

No entanto ficámos há dias a saber que as políticas de combate ao abandono escolar não estão a funcionar. A percentagem de jovens que saíram precocemente da escola e cujo nível de estudos não ultrapassa o 9º ano de escolaridade subiu de 38,6%, em 2005, para 39,2%.
Os últimos dados do Eurostat, compilados pelo Observatório do Emprego no estudo Aspectos Estruturais do Mercado de Emprego, revelam ainda outra realidade desencorajadora. Apesar de ter havido uma contenção de três pontos no abandono escolar, ao longo dos últimos seis anos, "a taxa portuguesa continua a ser mais do dobro da verificada para a média da União Europeia".

Estes resultados inviabilizam as metas traçadas pelo Governo tanto no Plano Nacional de Acção para o Abandono Escolar, como no plano nacional de emprego. Neste último, o Governo propunha-se reduzir a saída precoce do sistema de ensino para 30% até 2008 e para 25% até 2010. E aumentar a percentagem de jovens com o ensino secundário para 65% até 2010.
Num meio escolar em que a insatisfação dos professores é grande, tudo concorre para um ambiente desfavorável em que a indisciplina ganha terreno. Por outro lado, as dificuldades económicas das famílias e o desemprego não favorece em nada um bom ambiente familiar.

A ajuda a estas famílias desempregadas ou de baixos recursos é imprescindível para uma boa educação de seus filhos. E o combate ao desemprego, que parece não ser prioridade para o governo, é o melhor investimento que se pode fazer. Mais do que a distribuição de computadores e de outros recursos tecnológicos, muitos dos quais ficarão dentro em breve ao abandono.

sexta-feira, setembro 14, 2007

Seria eu capaz do mesmo?


A polícia chinesa deteve pela 11.ª vez em três anos Jia Zhiguo, bispo da diocese de Zhengding, na província de Hebei, noticia um grupo de direitos religiosos, que diz desconhecer as razões que levaram à detenção e o local onde o bispo está preso.
A mesma organização adianta em comunicado que Jia, que no total já cumpriu 20 anos de prisão e esteve cinco dias sob apertada vigilância policial.
A anterior detenção de Jia verificou-se há dois meses, dias antes do Papa Bento XVI enviar uma carta aos cerca de dez millhões de chineses que, de forma clandestina, seguem o catolicismo no país asiático, celebrando e catequizando em casas particulares.
Nessa altura, as autoridades religiosas da China advertiram Jia de que não devia manifestar apoio público à missiva de Bento XVI.

Muitos têm sido os católicos que têm sofrido corajosamente perseguições de toda a ordem e por vezes a morte, mas que se mantiveram firmes na fé. E isto não só na China mas em muitos outros países.
É conhecida a proibição de um muçulmano se converter a outra religião, sob pena de ser mesmo condenado à morte. No entanto, volta e meia aparecem pessoas que afrontam a lei e se sujeitam ao pior. E tudo isto por amor a Cristo.
Seríamos nós capazes do mesmo?

Corre na internet uma "história" que talvez nunca se tenha passado. Diz o seguinte:
"Num domingo de manhã durante o culto religioso com uma igreja cheia, apareceram dois homens mascarados, vestidos de preto da cabeça aos pés e armados com armas automáticas.
Adiantando-se um dos homens disse:
– Aquele que estiver disposto a morrer por amor a Jesus Cristo fique onde está.
Imediatamente todos aqueles que estavam a cantar no coro fugiram. Os acólitos desapareceram e a maioria dos fiéis daquela Igreja saíram também. Das centenas de pessoas que estavam na igreja, ficaram muito poucos. O homem que falou tirou a máscara e o capuz, olhou fixamente o celebrante e disse:
– Okey, agora que já só cá estão pessoas de Fé, pode celebrar a Missa. Desejo-vos um bom dia."

Se acontecesse na minha igreja um caso idêntico, que atitude tomaria eu?

terça-feira, setembro 11, 2007

Luz desde a escuridão



Deixo aqui alguns fragmentos duma entrevista do postulador da Causa de Canonização da Beata Madre Teresa, por me parecerem elucidativos da razão por que ele publicou algumas cartas da referida fundadora das Irmãs da Caridade.

Pergunta do entrevistador ao Padre Kolodiejchuk:

Como se relaciona o seu sofrimento redentor pelos demais, no meio dessa profunda escuridão, com seu carisma particular?

Resposta: – Durante os anos cinquenta do século passado, madre Teresa rendeu-se e aceitou a escuridão. O padre Joseph Neuner [um dos diretores espirituais que teve em sua vida] ajudou-a a compreender isso, relacionando a escuridão com seu carisma: saciar a sede de Deus.

Ela costumava dizer que a maior pobreza era não se sentir amado, solicitado, cuidado por ninguém, e era exactamente o que ela estava vivendo em sua relação com Jesus.

Seu sofrimento redentor era parte da vivência de seu carisma a serviço dos mais pobres entre os pobres.

De maneira que, para ela, o sofrimento era não só um meio para identificar-se com a pobreza física e material, mas que, no âmbito interior, identificava-se com os não amados, com os que estão sozinhos, com os que são rechaçados.

«Se minha separação de ti permite que outros se aproximem de ti e tu encontras alegria e deleite em seu amor e companhia, quero de todo coração sofrer o que sofro, não só agora, mas pela eternidade, se for possível», escreveu Teresa.

Numa carta a suas irmãs, faz mais explícito o carisma da Ordem:

«Minhas queridas filhas, sem sofrimento, nosso trabalho seria somente trabalho social, muito bom e útil, mas não seria obra de Jesus Cristo, não participaria da redenção. Jesus desejava ajudar-nos compartilhando nossa vida, nossa solidão, nossa agonia e morte. Tudo isso ele assumiu em si mesmo, e o levou à noite mais escura. Somente sendo um de nós podia nos redimir."

Pergunta:Então, o que o senhor diz a quem qualifica sua experiência como uma crise de fé e que ela realmente não acreditava em Deus, ou a quem sugere que sua escuridão era um sinal de instabilidade psicológica?

Padre Kolodiejchuk: – Ela não teve crises de fé, ou falta de fé, mas teve uma prova de fé na qual experimentou o sentimento de que ela não acreditava em Deus. Esta prova requereu muita maturidade humana, porque, se não, não teria sido capaz de suportá-la. Teria desequilibrado.
Como disse o padre Garrigou Lagrange, é possível experimentar simultaneamente sentimentos contraditórios entre si. É possível ter uma «alegria cristã objetiva», como a chamou Carol Zaleski, e ao mesmo tempo entrar na prova ou sentimento de não ter fé.

quarta-feira, setembro 05, 2007

A honestidade dos lisboetas


Há poucos anos foi com carteiras contendo 150 euros. Desta vez com telemóveis de gama média. O teste foi realizado por várias revistas em 32 cidades mundiais, e na capital portuguesa ficou a cargo da "Readers Digest".

A prova era simples: vários telemóveis eram «estrategicamente» perdidos na cidade e os repórteres ficavam escondidos para avaliar as reacções dos que os encontravam, inclusive se faziam alguma chamada. Mal as pessoas pegavam nos telemóveis, os jornalistas ligavam e pediam-lhes para devolver o aparelho. Nalguns casos, os aparelhos foram desligados de imediato. Noutros, a pessoa chegou a marcar um encontro para a entrega, mas nunca apareceu.

Mas também houve o contrário. E muitas vezes pessoas aparentemente mais fáceis de tentar, como um desempregado de 44 anos que correu a devolver o telemóvel a uma repórter que o tinha deixado no banco de um centro comercial.

Porém, dos 30 telemóveis de média gama, abandonados em vários pontos da cidade de Lisboa, só 15 foram devolvidos. Este estudo mostrou que a honestidade dos lisboetas anda muito por baixo. Lisboa teve o 28.º lugar em 32. Pior só mesmo Amesterdão, Bucareste, Hong Kong e Kuala Lumpur. No extremo oposto, com cidadãos mais honestos, destacaram-se Liubiliana da Eslovénia, Toronto e Seul.

Muitos dos que entregaram os telemóveis disseram que a sua consciência não lhes permitia ficar com coisas alheias. Outros afirmaram que não queriam dar maus exemplos a seus filhos. Uma senhora disse mesmo: “Meu querido, como é que eu poderia ficar com uma coisa que não é minha por direito? Deus transformar-me-ia em pedra.” Estes estudos não conseguiram apurar se a educação religiosa tem alguma coisa a ver com a honestidade das pessoas mas quero crer que sim. Vários foram os que aludiram à sua formação de consciência.

O 7.º mandamento diz-nos para não furtarmos nem retermos o que não é nosso.

Será que temos isso em conta na nossa prática diária?

sábado, setembro 01, 2007

De enfermeiro a padre missionário


«Os jovens de hoje já não querem ser padres». Esta é uma das ideias feitas, que ouço volta e meia.
Temos falta de vocações consagradas não há dúvidas. Os filhos são poucos e os pais – mesmo às vezes muito religiosos – não vêem com bons olhos o ingresso dos filhos nos seminários ou nas congregações religiosas. Até porque querem ter assegurada a descendência. Por isso há muitos jovens que só se decidem entregar ao serviço de Deus e da Igreja quando tiram um curso. Sobretudo nas grandes cidades.
Os exemplos são muitos felizmente e hoje falo no do enfermeiro Daniel, porque o li na revista “Fátima Missionária”.
Daniel, de 23 anos, de Ermesinde, acaba de tirar o curso de enfermagem. Mas decidiu não ser só enfermeiro. Por isso vai entrar no Seminário. Quer ser padre missionário.
Podia ir, como é seu desejo, para um país de missão dar a sua colaboração às Missões como enfermeiro. Mas quer mais. «Não quero trabalhar 50 anos como enfermeiro. Quero fazer mais, ter a possibilidade de trabalhar com os jovens, em áreas diferentes da da saúde».
Aos amigos, a decisão "faz-lhes con-fusão". Acham engraçado, mas "não é normal um jovem da minha idade, acabar o curso de enfermagem, com um futuro promissor em mãos" e partir para o incerto.
Para ele, entregar a vida inteira "faz sentido". Até porque já fez a experiência missionária no grupo de Leigos Missionários da Consolata. Gostou mas achou que é pouco. Ele quer dar toda a sua vida às Missões, junto dos mais pobres.
Os amigos "não con-seguem entender e eu não lhes consi-go explicar". O Daniel sabe bem que os jovens de hoje "vivem a hora, buscam o prazer, o bem-estar e não o sacrifício". Mas assim dificilmente serão felizes. E ele quer ser feliz, contribuindo para a felicidade dos outros. Como o pai e a mãe que só são felizes se virem os filhos felizes. O amor é assim.
Daniel, com mais dois colegas nas mesmas circunstâncias, vai agora partir para a Itália. Onde os esperam quatro anos de estudo e formação.

domingo, agosto 26, 2007

São muitos os que se salvam?


Neste Domingo, a Palavra escutada nas celebrações católicas põe-nos a reflectir sobre a Salvação.

Eis alguns pontos da minha reflexão:

1. "Deus que nos criou sem nós não nos salva sem nós" - S. Agostinho de Hipona.

2. Deus quer a salvação de todos mas exige que escolham a "porta estreita" e o "caminho íngreme" do cumprimento do Seu mandamento: "Amar a Deus acima de tudo e ao próximo como a nós mesmos".

3. As diversas religiões são "caminhos" para atingir o Reino dos Céus. Todas nos orientam para o amor de Deus e do próximo.

4. A religião cristã não só nos aponta o caminho mas oferece-nos "apoios" para lá chegar. Esses apoios são gratuitos e por isso se chamam "graça de Deus".

5. Deus não força ninguém a seguir este ou aquele "caminho". É opção livre de cada um.

6. "Virão do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul e sentar-se-ão à mesa do Reino de Deus....".
Isto é: Salvar-se-ão pessoas de todas as religiões, de todas as raças, línguas e nações.
Condicão essencial é que tenham amado a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmas.