sábado, setembro 22, 2007
O exemplo vem de França
Todos sabemos que a escola tem primordial importância para o futuro de um país. Logo a seguir à família. E isto na formação profissional mas também na educação humana e cívica. Apostar na formação de bons professores é, por isso, vital. Mas há também necessidade de os valorizar perante a sociedade e sobretudo os alunos.
O que se fez ou permitiu fazer em Portugal, nos últimos anos, vai em sentido contrário. Por isso quero aqui realçar o exemplo do Presidente francês, que escreveu uma carta a todos os alunos, professores e pais das escolas de França, estimulando-os a colaborarem num "renascimento" da escola francesa.
Nessa carta, Nicholas Sarkozy pede que se estimule o respeito mútuo (o respeito é a base de toda a educação) e que se recompense o bem, sancionando as faltas, cultivando a admiração pelo que é bom, justo, belo, grande, verdadeiro e profundo e recusando o que é mau, injusto, feio, insignificante, falso, superficial e medíocre". O chefe do Estado francês questionou também o secularismo, que rejeita a presença religiosa nas escolas e programas de ensino franceses. "Estou convencido de que não deveríamos deixar o tema da religião à porta da escola", afirmou, advertindo que não defende o proselitismo nas escolas. "A origem das grandes religiões, suas visões do homem e do mundo devem ser estudadas, não num espírito de proselitismo, não com uma abordagem teológica, mas como uma análise sociológica, cultural, histórica, que permita compreender melhor a natureza do facto religioso." E continua: "O espiritual e o sagrado sempre acompanharam as experiências humanas. São a fonte de toda civilização. A gente pode abrir-se com mais facilidade aos outros e dialogar com as pessoas de outras religiões quando entende a sua própria religião".
Aos professores pede que reflictam sobre a grave responsabilidade que têm em "guiar e proteger espíritos e sensibilidades que ainda não se formaram completamente, que não alcançaram a sua maturidade, que estão em busca e que são ainda frágeis e vulneráveis". À família lembra que os pais "são os primeiros educadores de seus filhos" e os alenta a envolver-se intimamente no processo da educação.
Esperamos que este bom exemplo também seja seguido entre nós.
quinta-feira, setembro 20, 2007
De novo a escola
As nossas escolas estão a começar um novo ano lectivo. E isto é sempre motivo de esperança. A escola é, logo a seguir à família, o lugar onde as crianças, adolescentes e jovens passam mais tempo. Por isso ela deixa marcas profundas na educação das novas gerações. Como todos os políticos dizem, é nas escolas que está o futuro do país.
No entanto ficámos há dias a saber que as políticas de combate ao abandono escolar não estão a funcionar. A percentagem de jovens que saíram precocemente da escola e cujo nível de estudos não ultrapassa o 9º ano de escolaridade subiu de 38,6%, em 2005, para 39,2%.
Os últimos dados do Eurostat, compilados pelo Observatório do Emprego no estudo Aspectos Estruturais do Mercado de Emprego, revelam ainda outra realidade desencorajadora. Apesar de ter havido uma contenção de três pontos no abandono escolar, ao longo dos últimos seis anos, "a taxa portuguesa continua a ser mais do dobro da verificada para a média da União Europeia".
Estes resultados inviabilizam as metas traçadas pelo Governo tanto no Plano Nacional de Acção para o Abandono Escolar, como no plano nacional de emprego. Neste último, o Governo propunha-se reduzir a saída precoce do sistema de ensino para 30% até 2008 e para 25% até 2010. E aumentar a percentagem de jovens com o ensino secundário para 65% até 2010.
Num meio escolar em que a insatisfação dos professores é grande, tudo concorre para um ambiente desfavorável em que a indisciplina ganha terreno. Por outro lado, as dificuldades económicas das famílias e o desemprego não favorece em nada um bom ambiente familiar.
A ajuda a estas famílias desempregadas ou de baixos recursos é imprescindível para uma boa educação de seus filhos. E o combate ao desemprego, que parece não ser prioridade para o governo, é o melhor investimento que se pode fazer. Mais do que a distribuição de computadores e de outros recursos tecnológicos, muitos dos quais ficarão dentro em breve ao abandono.
sexta-feira, setembro 14, 2007
Seria eu capaz do mesmo?
A polícia chinesa deteve pela 11.ª vez em três anos Jia Zhiguo, bispo da diocese de Zhengding, na província de Hebei, noticia um grupo de direitos religiosos, que diz desconhecer as razões que levaram à detenção e o local onde o bispo está preso.A mesma organização adianta em comunicado que Jia, que no total já cumpriu 20 anos de prisão e esteve cinco dias sob apertada vigilância policial.
A anterior detenção de Jia verificou-se há dois meses, dias antes do Papa Bento XVI enviar uma carta aos cerca de dez millhões de chineses que, de forma clandestina, seguem o catolicismo no país asiático, celebrando e catequizando em casas particulares.
Nessa altura, as autoridades religiosas da China advertiram Jia de que não devia manifestar apoio público à missiva de Bento XVI.
Muitos têm sido os católicos que têm sofrido corajosamente perseguições de toda a ordem e por vezes a morte, mas que se mantiveram firmes na fé. E isto não só na China mas em muitos outros países.
É conhecida a proibição de um muçulmano se converter a outra religião, sob pena de ser mesmo condenado à morte. No entanto, volta e meia aparecem pessoas que afrontam a lei e se sujeitam ao pior. E tudo isto por amor a Cristo.
Seríamos nós capazes do mesmo?
Corre na internet uma "história" que talvez nunca se tenha passado. Diz o seguinte:
"Num domingo de manhã durante o culto religioso com uma igreja cheia, apareceram dois homens mascarados, vestidos de preto da cabeça aos pés e armados com armas automáticas.
Adiantando-se um dos homens disse:
– Aquele que estiver disposto a morrer por amor a Jesus Cristo fique onde está.
Imediatamente todos aqueles que estavam a cantar no coro fugiram. Os acólitos desapareceram e a maioria dos fiéis daquela Igreja saíram também. Das centenas de pessoas que estavam na igreja, ficaram muito poucos. O homem que falou tirou a máscara e o capuz, olhou fixamente o celebrante e disse:
– Okey, agora que já só cá estão pessoas de Fé, pode celebrar a Missa. Desejo-vos um bom dia."
Se acontecesse na minha igreja um caso idêntico, que atitude tomaria eu?
terça-feira, setembro 11, 2007
Luz desde a escuridão
Deixo aqui alguns fragmentos duma entrevista do postulador da Causa de Canonização da Beata Madre Teresa, por me parecerem elucidativos da razão por que ele publicou algumas cartas da referida fundadora das Irmãs da Caridade.Pergunta do entrevistador ao Padre Kolodiejchuk:
Como se relaciona o seu sofrimento redentor pelos demais, no meio dessa profunda escuridão, com seu carisma particular?
Resposta: – Durante os anos cinquenta do século passado, madre Teresa rendeu-se e aceitou a escuridão. O padre Joseph Neuner [um dos diretores espirituais que teve em sua vida] ajudou-a a compreender isso, relacionando a escuridão com seu carisma: saciar a sede de Deus.
Ela costumava dizer que a maior pobreza era não se sentir amado, solicitado, cuidado por ninguém, e era exactamente o que ela estava vivendo em sua relação com Jesus.Seu sofrimento redentor era parte da vivência de seu carisma a serviço dos mais pobres entre os pobres.
De maneira que, para ela, o sofrimento era não só um meio para identificar-se com a pobreza física e material, mas que, no âmbito interior, identificava-se com os não amados, com os que estão sozinhos, com os que são rechaçados.
«Se minha separação de ti permite que outros se aproximem de ti e tu encontras alegria e deleite em seu amor e companhia, quero de todo coração sofrer o que sofro, não só agora, mas pela eternidade, se for possível», escreveu Teresa.
Numa carta a suas irmãs, faz mais explícito o carisma da Ordem:
«Minhas queridas filhas, sem sofrimento, nosso trabalho seria somente trabalho social, muito bom e útil, mas não seria obra de Jesus Cristo, não participaria da redenção. Jesus desejava ajudar-nos compartilhando nossa vida, nossa solidão, nossa agonia e morte. Tudo isso ele assumiu em si mesmo, e o levou à noite mais escura. Somente sendo um de nós podia nos redimir."
Pergunta: –Então, o que o senhor diz a quem qualifica sua experiência como uma crise de fé e que ela realmente não acreditava em Deus, ou a quem sugere que sua escuridão era um sinal de instabilidade psicológica?
Padre Kolodiejchuk: – Ela não teve crises de fé, ou falta de fé, mas teve uma prova de fé na qual experimentou o sentimento de que ela não acreditava em Deus. Esta prova requereu muita maturidade humana, porque, se não, não teria sido capaz de suportá-la. Teria desequilibrado.
Como disse o padre Garrigou Lagrange, é possível experimentar simultaneamente sentimentos contraditórios entre si. É possível ter uma «alegria cristã objetiva», como a chamou Carol Zaleski, e ao mesmo tempo entrar na prova ou sentimento de não ter fé.
quarta-feira, setembro 05, 2007
A honestidade dos lisboetas
Há poucos anos foi com carteiras contendo 150 euros. Desta vez com telemóveis de gama média. O teste foi realizado por várias revistas em 32 cidades mundiais, e na capital portuguesa ficou a cargo da "Readers Digest".A prova era simples: vários telemóveis eram «estrategicamente» perdidos na cidade e os repórteres ficavam escondidos para avaliar as reacções dos que os encontravam, inclusive se faziam alguma chamada. Mal as pessoas pegavam nos telemóveis, os jornalistas ligavam e pediam-lhes para devolver o aparelho. Nalguns casos, os aparelhos foram desligados de imediato. Noutros, a pessoa chegou a marcar um encontro para a entrega, mas nunca apareceu.
Mas também houve o contrário. E muitas vezes pessoas aparentemente mais fáceis de tentar, como um desempregado de 44 anos que correu a devolver o telemóvel a uma repórter que o tinha deixado no banco de um centro comercial.
Porém, dos 30 telemóveis de média gama, abandonados em vários pontos da cidade de Lisboa, só 15 foram devolvidos. Este estudo mostrou que a honestidade dos lisboetas anda muito por baixo. Lisboa teve o 28.º lugar em 32. Pior só mesmo Amesterdão, Bucareste, Hong Kong e Kuala Lumpur. No extremo oposto, com cidadãos mais honestos, destacaram-se Liubiliana da Eslovénia, Toronto e Seul.
Muitos dos que entregaram os telemóveis disseram que a sua consciência não lhes permitia ficar com coisas alheias. Outros afirmaram que não queriam dar maus exemplos a seus filhos. Uma senhora disse mesmo: “Meu querido, como é que eu poderia ficar com uma coisa que não é minha por direito? Deus transformar-me-ia em pedra.” Estes estudos não conseguiram apurar se a educação religiosa tem alguma coisa a ver com a honestidade das pessoas mas quero crer que sim. Vários foram os que aludiram à sua formação de consciência.
O 7.º mandamento diz-nos para não furtarmos nem retermos o que não é nosso.
Será que temos isso em conta na nossa prática diária?
sábado, setembro 01, 2007
De enfermeiro a padre missionário

«Os jovens de hoje já não querem ser padres». Esta é uma das ideias feitas, que ouço volta e meia.
Temos falta de vocações consagradas não há dúvidas. Os filhos são poucos e os pais – mesmo às vezes muito religiosos – não vêem com bons olhos o ingresso dos filhos nos seminários ou nas congregações religiosas. Até porque querem ter assegurada a descendência. Por isso há muitos jovens que só se decidem entregar ao serviço de Deus e da Igreja quando tiram um curso. Sobretudo nas grandes cidades.
Os exemplos são muitos felizmente e hoje falo no do enfermeiro Daniel, porque o li na revista “Fátima Missionária”.
Daniel, de 23 anos, de Ermesinde, acaba de tirar o curso de enfermagem. Mas decidiu não ser só enfermeiro. Por isso vai entrar no Seminário. Quer ser padre missionário.
Podia ir, como é seu desejo, para um país de missão dar a sua colaboração às Missões como enfermeiro. Mas quer mais. «Não quero trabalhar 50 anos como enfermeiro. Quero fazer mais, ter a possibilidade de trabalhar com os jovens, em áreas diferentes da da saúde».
Aos amigos, a decisão "faz-lhes con-fusão". Acham engraçado, mas "não é normal um jovem da minha idade, acabar o curso de enfermagem, com um futuro promissor em mãos" e partir para o incerto.
Para ele, entregar a vida inteira "faz sentido". Até porque já fez a experiência missionária no grupo de Leigos Missionários da Consolata. Gostou mas achou que é pouco. Ele quer dar toda a sua vida às Missões, junto dos mais pobres.
Os amigos "não con-seguem entender e eu não lhes consi-go explicar". O Daniel sabe bem que os jovens de hoje "vivem a hora, buscam o prazer, o bem-estar e não o sacrifício". Mas assim dificilmente serão felizes. E ele quer ser feliz, contribuindo para a felicidade dos outros. Como o pai e a mãe que só são felizes se virem os filhos felizes. O amor é assim.
Daniel, com mais dois colegas nas mesmas circunstâncias, vai agora partir para a Itália. Onde os esperam quatro anos de estudo e formação.
Temos falta de vocações consagradas não há dúvidas. Os filhos são poucos e os pais – mesmo às vezes muito religiosos – não vêem com bons olhos o ingresso dos filhos nos seminários ou nas congregações religiosas. Até porque querem ter assegurada a descendência. Por isso há muitos jovens que só se decidem entregar ao serviço de Deus e da Igreja quando tiram um curso. Sobretudo nas grandes cidades.
Os exemplos são muitos felizmente e hoje falo no do enfermeiro Daniel, porque o li na revista “Fátima Missionária”.
Daniel, de 23 anos, de Ermesinde, acaba de tirar o curso de enfermagem. Mas decidiu não ser só enfermeiro. Por isso vai entrar no Seminário. Quer ser padre missionário.
Podia ir, como é seu desejo, para um país de missão dar a sua colaboração às Missões como enfermeiro. Mas quer mais. «Não quero trabalhar 50 anos como enfermeiro. Quero fazer mais, ter a possibilidade de trabalhar com os jovens, em áreas diferentes da da saúde».
Aos amigos, a decisão "faz-lhes con-fusão". Acham engraçado, mas "não é normal um jovem da minha idade, acabar o curso de enfermagem, com um futuro promissor em mãos" e partir para o incerto.
Para ele, entregar a vida inteira "faz sentido". Até porque já fez a experiência missionária no grupo de Leigos Missionários da Consolata. Gostou mas achou que é pouco. Ele quer dar toda a sua vida às Missões, junto dos mais pobres.
Os amigos "não con-seguem entender e eu não lhes consi-go explicar". O Daniel sabe bem que os jovens de hoje "vivem a hora, buscam o prazer, o bem-estar e não o sacrifício". Mas assim dificilmente serão felizes. E ele quer ser feliz, contribuindo para a felicidade dos outros. Como o pai e a mãe que só são felizes se virem os filhos felizes. O amor é assim.
Daniel, com mais dois colegas nas mesmas circunstâncias, vai agora partir para a Itália. Onde os esperam quatro anos de estudo e formação.
domingo, agosto 26, 2007
São muitos os que se salvam?
Neste Domingo, a Palavra escutada nas celebrações católicas põe-nos a reflectir sobre a Salvação.Eis alguns pontos da minha reflexão:
1. "Deus que nos criou sem nós não nos salva sem nós" - S. Agostinho de Hipona.
2. Deus quer a salvação de todos mas exige que escolham a "porta estreita" e o "caminho íngreme" do cumprimento do Seu mandamento: "Amar a Deus acima de tudo e ao próximo como a nós mesmos".
3. As diversas religiões são "caminhos" para atingir o Reino dos Céus. Todas nos orientam para o amor de Deus e do próximo.
4. A religião cristã não só nos aponta o caminho mas oferece-nos "apoios" para lá chegar. Esses apoios são gratuitos e por isso se chamam "graça de Deus".
5. Deus não força ninguém a seguir este ou aquele "caminho". É opção livre de cada um.
6. "Virão do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul e sentar-se-ão à mesa do Reino de Deus....".
Isto é: Salvar-se-ão pessoas de todas as religiões, de todas as raças, línguas e nações.
Condicão essencial é que tenham amado a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmas.
domingo, agosto 19, 2007
Fé, ciência e jovens
Acabo de ler que o Doutor Charles Townes, Prémio Nobel de Física, e que recebeu o Prémio Templeton 2005 por promover a convergência entre ciência e religião, declarou que considera que agora se nota um maior interesse por uma «visão religiosa».
Outrora recebeu críticas de cientistas por causa de ser religioso, mas agora sente que há um maior interesse por parte dos cientistas pela Religião.
A minha dúvida é:
Os meus colegas "bloguistas" também têm sentido esse maior interesse nas pessoas que os rodeiam?
Ou acham que os jovens actuais já (ou ainda) não se põem esse problema?
quarta-feira, agosto 01, 2007
O testemunho dos cristãos coreanos

A Coreia tem dado grandes lições de perseverança na Fé. Tudo começou com o interesse pelo Cristianismo por parte de um grupo de letrados que ao lerem o livro do missionário Mateus Ricci com o título "O verdadeiro sentido de Deus", tiveram a iniciativa de encarregar o filho do embaixador coreano na China, na busca das riquezas de Jesus Cristo. Yi Sung-Hun dirigiu-se ao bispo de Pequim que o catequizou e baptizou, entrando por aí a Boa Nova na Coreia. Pois foi este jovem leigo cristão que começou a evangelização cristã naquele país.
Várias vezes solicitaram do bispo de Pequim o envio de sacerdotes, a fim de organizarem a Igreja. Roma, porém, vivia tempos difíceis sofrendo a prepotência de Napoleão. Por isso, somente a Igreja pôde ouvir os apelos dos cristãos coreanos, trinta anos depois, quando muitos já tinham sido martirizados, entre os quais 103 mártires que foram canonizados pelo Papa João Paulo II, na sua visita a Seul em Maio de 1984.
Agora a Agência “AsiaNews” noticiou o próximo início do processo de beatificação de 36 monges beneditinos martirizados em cadeias e campos de trabalho forçado do regime comunista na Coreia do Norte. Eles preferiram morrer a renunciar à fé católica, entre 1949 e 1952. No cativeiro, eles administravam os sacramentos, pregavam e mantinham alta a esperança dos demais prisioneiros. O grupo de mártires foi liderado pelo Bispo-Abade Bonifácio Sauer e pelo Pe. Benedito Kim.
Até ao presente, a perseguição comunista norte-coreana vitimou cerca de 300 mil pessoas, muitas delas eram cristãs. Mesmo assim há muita gente que prefere morrer a renegar a sua Fé.
À data da canonização, 1984, a Coreia no seu todo contava com 1.4000.000 católicos, 14 dioceses, 1.200 sacerdotes, 3.500 religiosos e 4.500 catequistas, atestando mais uma vez a frase de Tertuliano:
"O sangue dos mártires é sangue de novos cristãos!"
Várias vezes solicitaram do bispo de Pequim o envio de sacerdotes, a fim de organizarem a Igreja. Roma, porém, vivia tempos difíceis sofrendo a prepotência de Napoleão. Por isso, somente a Igreja pôde ouvir os apelos dos cristãos coreanos, trinta anos depois, quando muitos já tinham sido martirizados, entre os quais 103 mártires que foram canonizados pelo Papa João Paulo II, na sua visita a Seul em Maio de 1984.
Agora a Agência “AsiaNews” noticiou o próximo início do processo de beatificação de 36 monges beneditinos martirizados em cadeias e campos de trabalho forçado do regime comunista na Coreia do Norte. Eles preferiram morrer a renunciar à fé católica, entre 1949 e 1952. No cativeiro, eles administravam os sacramentos, pregavam e mantinham alta a esperança dos demais prisioneiros. O grupo de mártires foi liderado pelo Bispo-Abade Bonifácio Sauer e pelo Pe. Benedito Kim.
Até ao presente, a perseguição comunista norte-coreana vitimou cerca de 300 mil pessoas, muitas delas eram cristãs. Mesmo assim há muita gente que prefere morrer a renegar a sua Fé.
À data da canonização, 1984, a Coreia no seu todo contava com 1.4000.000 católicos, 14 dioceses, 1.200 sacerdotes, 3.500 religiosos e 4.500 catequistas, atestando mais uma vez a frase de Tertuliano:
"O sangue dos mártires é sangue de novos cristãos!"
Nota final: Os vinte e três reféns sul-coreanos, incluindo 18 mulheres, todos voluntários da Igreja evangélica de Saemmul, são um novo testemunho da Fé cristã da Coreia.
Dois já foram mortos. Rezemos pela libertação dos restantes.
sexta-feira, julho 27, 2007
Amoras de silvas
Hoje deixo aqui estas amoras. E o convite a ir colher mais.Dizem os entendidos que a amora das silvas é depurativa, contém potássio, fósforo e cálcio. Tem acção diurética e digestiva, além de servir como adstringente quando usada na pele.
Alguns componentes destas amoras podem contribuir para prevenir o mal de Alzheimer, segundo um estudo publicado no mais recente número da revista Chemistry & Industry.
Os cientistas que elaboraram esse estudo chegaram à conclusão que certos componentes das amoras, a antocianina e os polifenólicos, têm um efeito protector muito forte nos neurónios.
"Esses componentes também têm efeito nas células do hipocampo extraídas do cérebro", declarou James Joseph, um dos autores da pesquisa.
Segundo Joseph, da universidade Tufts de Boston, há "provas" de que a antocianina e os polifenólicos protegem contra o Alzheimer, embora não esteja claro ainda de como o fazem exactamente.
Trata-se da primeira vez que se demonstra cientificamente que as amoras ajudam a proteger as células do cérebro, já que outras pesquisas realizadas previamente sobre este assunto apontavam simplesmente que actuavam como antioxidantes, segundo o artigo publicado pela Chemistry & Industry.
Saia , pois, de casa e vá pelos campos fora. Ainda encontrará as deliciosas amoras silvestres.
terça-feira, julho 24, 2007
Papa irá à China?

«A Igreja católica de Pequim espera poder receber o Papa Bento XVI na China e orar por ele», declarou nesta terça-feira o vice-presidente da Associação Católica Patriótica da China, Liu Bainian, em entrevista ao jornal La Repubblica. «Espero com todas as minhas forças poder ver um dia o Papa celebrar aqui, em Pequim, uma missa para todos os chineses», afirmou Liu.
Por seu lado o papa Bento XVI considera "um pouco complicada" uma viagem à China.
«Não posso dizer nada nesse momento. É um pouco complicado», respondeu o Papa, que se encontra de férias nos Dolomitas (norte da Itália), falando a jornalistas sobre a possibilidade de viajar à China.
Esta atitude positiva da igreja controlada pelo regime comunista chinês acontece depois da carta que Bento XVI dirigiu aos fiéis chineses em 30 de Junho, convidando-os a ser "bons cidadãos e colaboradores respeitosos e activos em favor do bem comum de seu país".
Agência AFP
Por seu lado o papa Bento XVI considera "um pouco complicada" uma viagem à China.
«Não posso dizer nada nesse momento. É um pouco complicado», respondeu o Papa, que se encontra de férias nos Dolomitas (norte da Itália), falando a jornalistas sobre a possibilidade de viajar à China.
Esta atitude positiva da igreja controlada pelo regime comunista chinês acontece depois da carta que Bento XVI dirigiu aos fiéis chineses em 30 de Junho, convidando-os a ser "bons cidadãos e colaboradores respeitosos e activos em favor do bem comum de seu país".
sexta-feira, julho 20, 2007
Vontade de viver
Médicos chineses desenvolveram um dispositivo especial que está a dar mobilidade a um homem que, em 1995, sofreu um acidente e foi cortado transversalmente ao meio, próximo à altura da cintura, por um camião.Peng Shulin ficou imóvel numa cama por mais de dez anos, mas graças ao invento dos médicos do Centro de Pesquisa e Reabilitação da China, em Pequim, agora está a voltar a andar.
Depois do acidente, Peng precisou da ajuda de vinte médicos que conseguiram mantê-lo vivo. Sem as pernas, o homem que ficou com apenas 78 cm de altura, começou em 2006 a fortalecer seu corpo para voltar a realizar tarefas simples como lavar o rosto ou escovar os dentes.
A ideia dos médicos - como se vê na foto - foi criar um aparelho semelhante a um "copo", equipado com pernas mecânicas.
Um hino à vida é esta vontade de viver, decerto com muitas dificuldades e sofrimento.
sexta-feira, julho 13, 2007
Divórcio express triplicou rupturas na Espanha

O Instituto de Política Familiar (IPF) denunciou que dois anos depois da promulgação da lei do divórcio express, que agiliza os trâmites do divórcio e o permite por qualquer motivo, triplicou-se o número de rupturas matrimoniais na Espanha.
O IPF publicou o relatório "Aos dois anos da lei do divórcio express", que avalia o impacto da norma. Esta lei eliminou o tempo de separação prévio (prazo de reflexão) ao acesso ao divórcio, permite a unilateralidade e não exige uma causa para o divórcio.
"Se a ruptura familiar teve uma evolução muito negativa na Espanha durante os últimos anos, nestes dois últimos anos, e depois da aprovação da lei do divórcio express, o incremento foi de tal envergadura que, entre outras coisas, os divórcios triplicaram neste tempo", sustenta o IPF.
Se assim continuar, em 2010 por cada casamento celebrado, haverá uma ruptura de outro.
E estará ainda mais em causa a estabilidade familiar, o bem dos membros da família, sobretudo crianças, e a saúde psíquica de muita gente.
O Instituto da Política da Família propõe medidas que considera imprescindíveis para abordar a problemática da ruptura matrimonial na Espanha como a rectificação e/ou derrogação da Lei de extensão do divórcio de 2005; a elaboração de uma Lei de prevenção e mediação familiar; a criação e/ou potencialização dos centros de Orientação e Terapia familiar; a criação da mesa sobre a ruptura familiar; a criação de uma subcomissão não permanente no Congresso para analisar a ruptura familiar na Espanha e recomendar as mudanças legais necessárias; um plano nacional sobre o matrimônios dos jovens; campanhas de sensibilização e de conscientização da importância do matrimônio e a família; um plano integral de apoio à família; e medidas sobre protecção dos cônjuges e filhos quando a ruptura definitiva se produziu.
sábado, julho 07, 2007
Não podia estar mais de acordo
«Apresento o caso concreto da despenalização da interrupção voluntária da gravidez ou, melhor, do abortamento. Houve um referendo, com os resultados conhecidos, apontando para uma lei moderada. Na campanha e até na noite da votação, apresentou-se como modelar a lei alemã.
Em ordem a uma decisão - e isso é tanto mais verdade quanto mais grave -, é de bom senso ter o máximo de informação possível. Ora, foi publicada recentemente em Diário da República a portaria que regulamenta a nova lei, e, quando se lê, pergunta-se o que leva o Estado, que deve proteger a vida, a ter receio de dar directamente mais informação à mulher que quer abortar. Porquê tanto receio no aconselhamento? Porque é que o esclarecimento sobre os apoios do Estado à maternidade e nomeadamente a possibilidade de adopção é remetido para folhetos?
Mas o que é intolerável mesmo é a isenção de taxas moderadoras para as mulheres que decidem abortar. Não é legítima a equiparação às grávidas e futuras mães, e é uma injustiça social, quando se pensa nos doentes que têm de pagá-las, sendo os mais pobres a pagar cada vez mais pelos serviços de saúde. Porque não há apoios nos problemas da infertilidade?
Afinal - e isto é o mais grave -, muita gente andou enganada: tinha sido dito que o referendo tinha como objectivo a despenalização, quando realmente a intenção parece ser liberalizar.»
Excerto do artigo do P.e Anselmo Borges no Díario de Notícias de 7-07-2007.
Leia todo o artigo.
quinta-feira, julho 05, 2007
Igreja Patriótica e a carta do Papa

A Associação Patriótica Católica da China (APC)- a Igreja controlada pelo Estado - já veio saudar as «boas intenções» de Bento XVI, dois dias após a divulgação
de uma carta na qual o Papa pede uma «autêntica liberdade religiosa» no país.
«A carta do Papa destaca as suas boas intenções», declarou
à AFP o vice-presidente da APC, Liu Bainian, ligado ao Partido
Comunista Chinês.
«O Papa expressou o seu amor e interesse pelos fiéis da China», apontou, referindo que «as anteriores cartas papais se opunham ao comunismo e queriam punir os membros da Igreja patriótica chinesa».
No sábado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China pediu à Santa Sé que não crie novos obstáculos na melhoria da relações bilaterais.
Para o restabelecimento de relações diplomáticas, a China exige que o Vaticano deixe de reconhecer Taiwan como país independente (obtendo aparentemente o consentimento do Vaticano, neste ponto) e que o Vaticano aceite também a nomeação dos bispos chineses por parte da APC controlada pelo Estado. Nesta questão, contudo, a posição da Santa Sé tem-se mantido inalterável.
Embora o Partido Comunista Chinês se declare oficialmente ateu, a Constituição chinesa permite a existência de cinco Igrejas oficiais (Associações Patrióticas), entre elas a Católica, que tem 5,2 milhões de fiéis. Segundo fontes do Vaticano, a Igreja Católica "clandestina", ligada ao Papa e fora do controlo de Pequim, conta mais de oito milhões de fiéis.
A Associação Patriótica Católica (APC) foi criada em 1957, para evitar «interferências estrangeiras», em especial do Vaticano, e para assegurar que os católicos viviam em conformidade com as políticas do Estado. A partir da década de 80 do século passado, a APC passou a procurar a aprovação do Vaticano para os seus Bispos, em segredo.
E o Papa na carta diz aceitar mesmo os bispos que não pediram a aprovação.
Creio que não tardará o acordo entre o Vaticano e o governo chinês. As declarações do vice-presidente daquela Associação parecem indicar isso mesmo.
segunda-feira, julho 02, 2007
Porque será?!
O Jornal de Notícias escrevia ontem, dia 1 de Julho:
«Tony Blair, se se converter, não será mais do que um rosto público do caminho de regresso à fé católica de milhares de ingleses, a maioria proveniente da Comunhão Anglicana. A maior diocese católica londrina, Westminster, baptiza, em cada ano, 800 novos católicos. A nível da Inglaterra, pode dizer-se que a Igreja Católica recebe 5000 novos fiéis adultos cada ano, vindos da Comunhão Anglicana, de outras igrejas e de agnósticos e de ateus convertidos».
Mas não é só na Inglaterra que se dá este fenómeno. Nos Estados Unidos, por exemplo, passam para a Igreja católica todos os anos mais de 170 mil adultos e, nestes últimos anos, foram admitidos no catolicismo cerca de quinhentos pastores ou sacerdotes protestantes.
Na França, onde recebem o baptismo cerca de 9 mil adultos por ano, converteu-se recentemente o "bispo" luterano Michel Viot.
E não é só gente anónima. Muitas figuras de renome têm passado para a Igreja católica nos últimos anos. O que é de admirar, num tempo em que a Igreja Católica é criticada por tudo e por nada.
quarta-feira, junho 27, 2007
Uma mulher das arábias
A RTP apresentou nos últimos tempos mais que uma vez a obra de solidariedade duma portuguesa a residir no Dubai. Chama-se Maria do Céu da Conceição, tem 29 anos e é hospedeira da United Emirates, uma companhia aérea daquele país.Esta rapariga, numa das suas viagens em serviço, deparou-se com a miséria no Bangladesh e não conseguiu ficar indiferente. Criou, então, uma ONG (Organização Não Governamental) para ajudar as famílias carenciadas de Dhaka , uma cidade do Bangladesh. O seu projecto – "DHAKA project" – já começou a dar frutos ensinando crianças, ajudando as famílias através de vacinação, cuidados de higiene e alimentação, ministrando ofícios a homens e mulheres.
Esta portuguesa é uma mulher com uma força incrível, patente nas imagens que mostram o seu esforço diário para ajudar aquela população. Através de coisas simples, Maria do Céu consegue mobilizar famílias, e principalmente os mais jovens, por uma vida melhor. Em menos de dois anos, e sem qualquer apoio institucional ou governamental, a Maria, como carinhosamente é tratada por grandes e pequenos, lidera uma das muitas ONGs que funcionam no Bangladesh. Com o seu ordenado como hospedeira, e diversas ajudas, consegue pagar a 53 funcionários. Tudo o resto é feito com muita persistência, intuição e capacidade de mobilizar os outros para este projecto de solidariedade para com os mais pobresHá quem a compare com Madre Teresa de Calcutá, mas a hospedeira diz que o seu trabalho para com os pobres é só a tempo parcial, pois continua a exercer a sua profissão. Madre Teresa deu-se toda e a tempo inteiro à causa dos mais carenciados. A verdade é que a jovem dedica-se de alma e coração aos seus protegidos. E até o namorado – um fotógrafo de profissão – é mobilizado para esta causa.
Cerca de 600 pessoas são beneficiadas directamente pelo seu Projecto, sobretudo as crianças. Consegue arranjar comida para elas e ainda paga as despesas com os monitores, as vacinas e outros tratamentos médicos. E a reportagem da RTP mostra que não é fácil lidar com os pais. Alguns lançam boatos descabidos, pois acham que as crianças devem ser desde já fontes de rendimento para as famílias.
Quem já lidou com famílias pobres sabe que não é um trabalho fácil. Mas a portuguesa é uma mulher de armas. Ou como lhe chama a reportagem da RTP, uma mulher das arábias.
Se ainda não viu e tem acesso à internet pode conhecer esta nossa patrícia vendo a mencionada reportagem da RTP em Uma Mulher das Arábias
sexta-feira, junho 22, 2007
Kaká: um exemplo a seguir
A capa do último número da edição italiana da revista Vanity Fair traz em primeiro plano o que é considerado o melhor jogador do mundo – Kaká. Mas o tema central da entrevista não foi o futebol, nem a recente vitória da sua equipa, o Milan, na Liga Europeia dos Campeões, ou sua candidatura à Bola de Ouro 2007. Foi a sua revelação de que nunca teve qualquer relação sexual até ao casamento, nem com a sua noiva nem com qualquer outra pessoa.A entrevista provocou uma enxurrada de comentários. E relançou o debate que parecia, até hoje, exclusividade da Igreja católica: a virgindade ainda é um valor no terceiro milénio?
A declaração de Ricardo Izécson Santos Leite – o célebre jogador Kaká – que não é católico mas cristão evangélico, abriu um verdadeiro debate sobre tal assunto.
A ideia de um jogador de futebol casto parece inacreditável num mundo em que a maioria das raparigas sonha namorar craques ricos e lindos como o campeão brasileiro. E todos conhecemos como hoje é fácil encontrar rapazes e raparigas que não pensam sequer nas consequências de se entregar sem mais a verdadeiras orgias de sexo.
Kaká explica:
– Sou um jovem normal. Não foi fácil chegar ao casamento sem nunca ter estado com uma mulher. Eu e Caroline (sua mulher) nos beijávamos e o desejo existia. Mas soubemos nos conter. Se hoje a nossa vida é mais bonita, acho que é porque esperámos pela hora certa.
«Por mais que estas declarações estejam fora de moda, não é esse o tipo de consciência e responsabilidade que todo pai e mãe sonham que os filhos tenham?» – exclama a jornalista. E Berlusconi – o patrão do Milan – comentou numa entrevista:
– Kaká é o genro ideal, pena é que já esteja casado.
O referido jogador é mesmo um bom rapaz. Cumpridor de suas obrigações, franco e equilibrado, ele é o protótipo de um jovem exemplar. Nunca foi visto em lugares esconsos, ou a discutir com o técnico e muito menos a ser envolvido em escândalo dos paparazzi italianos, que levou um punhado de fotógrafos para a cadeia no início do ano por chantagear jogadores (entre eles, alguns brasileiros) com fotos comprometedoras.
domingo, junho 17, 2007
Um hino à vida!
Encontrei este vídeo sobre duas irmãs siamesas que acho espectacular.
Quem pensar que elas não agradecem a Deus e aos pais e médicos a vida, está enganado.
Elas amam a vida!!!
Elas possuem duas cabeças e duas colunas que se juntam na pélvis. Possuem dois estômagos e três pulmões. Nasceram com três braços e um deles foi amputados quando pequeninas. O vídeo mais abaixo foi feito aproximadamente quando elas fizeram 16 anos de idade e foi apresentado em 17 de dezembro de 2006 no The Learning Channel nos EUA.
Veja que vale a pena!
Quem pensar que elas não agradecem a Deus e aos pais e médicos a vida, está enganado.
Elas amam a vida!!!
Elas possuem duas cabeças e duas colunas que se juntam na pélvis. Possuem dois estômagos e três pulmões. Nasceram com três braços e um deles foi amputados quando pequeninas. O vídeo mais abaixo foi feito aproximadamente quando elas fizeram 16 anos de idade e foi apresentado em 17 de dezembro de 2006 no The Learning Channel nos EUA.
quinta-feira, junho 14, 2007
Compromisso
Como noticiámos, o Papa foi há dias ao Brasil para inaugurar a V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, em Aparecida.
Ficam aqui alguns extractos do compromisso que aqueles bispos querem que sejam assumidos por toda aquela parcela do povo de Deus:
Assumimos o desafio de trabalhar para dar um novo impulso e vigor à nossa missão.
Renovamos a nossa fé, proclamando com alegria: Jesus é o caminho que nos permite descobrir a verdade e alcançar a plena realização de nossa vida!A nossa maior alegria é ser seus discípulos! Ele chama cada um de nós pelo próprio nome, para conviver com Ele e enviar-nos a continuar a sua missão (cf. Mc 3, 14-15).
Identificados com o Mestre, a nossa vida é movida pelo impulso do amor e no serviço aos demais. Este amor implica uma contínua opção para seguir as Bem-aventuranças.
Todos somos chamados a ser discípulos e missionários, a ser Igreja de braços abertos, que sabe acolher e valorizar cada um dos seus membros. Por isso, no nosso serviço pastoral, façamos que todos, ao serem valorizados, se possam sentir na Igreja como em sua própria casa.
Queremos ser uma Igreja que aprende a rezar e ensina a rezar. Uma oração que nasce da vida e do coração e é ponto de partida de celebrações vivas e participativas que animam e alimentam a fé. Que ninguém fique de braços cruzados.
Reafirmamos a nossa opção preferencial e evangélica pelos pobres. Comprometemo-nos a defender os mais fracos, especialmente as crianças, os doentes, os incapacitados, os jovens em situações de risco, os idosos, os presos, os migrantes.
Convocamos todas as forças vivas da sociedade para cuidar da nossa casa comum, a Terra, ameaçada de destruição. Queremos favorecer um desenvolvimento humano e sustentável, baseado na justa distribuição das riquezas e na comunhão dos bens entre todos os povos.
Queremos abraçar todo o continente para lhe transmitir o amor de Deus e o nosso. Desejamos que este abraço alcance também o mundo inteiro.
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