sexta-feira, maio 18, 2007

Sair do silêncio



Tirar o drama do Darfur do silêncio, é a proposta de uma campanha promovida pelo Centro Vocacional Juvenil (CVJ) dos Missionários Combonianos. Para isso apostam na sensibilização da sociedade portuguesa e na solidariedade para com os povos mais desfavorecidos e marginalizados.

O CVJ quer aproveitar a presidência da união europeia por parte de Portugal e a cimeira Europa-África, para atingir o maior número de pessoas, e assim solidarizar os portugueses para o problema do darfur.

Os objectivos passam por uma campanha de informação e sensibilização através dos meios de comunicação social; apelo aos governantes e políticos portugueses a pressionarem a união europeia a intervir em favor das populações; ajuda em acções de solidariedade para com os refugiados, nomeadamente através dos missionários e organizações sociais, presentes no terreno.

A campanha quer abranger os diferentes sectores da vida social, política e religiosa, desporto, música, teatro, através dos seus agentes, estruturas e associações, grupos e movimentos. Para isso o CVJ quer colaborar com outras instituições e grupos, na união de esforços para que a campanha tenha impacto social.

Diferentes acções serão realizadas ao longo destes meses que culminarão com uma vigília e acções de rua por altura da cimeira Europa-Africa.

Visto no blogue:Jovens e Missão

quinta-feira, maio 17, 2007

Fé e optimismo


Uma investigadora da Universidade de Coimbra, Lisete Mónico, aproveitou os dias da peregrinação para interpelar os fiéis em Fátima, com o objectivo de perceber o papel da fé no optimismo das pessoas em situação de vida difícil. Esta Assistente na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação propõe-se defender uma tese de doutoramento sobre o papel das crenças religiosas no optimismo das pessoas.


A investigadora, segundo escreve José Vinha no Jornal de Notícias, questionou cerca de 600 fiéis, concluindo que "os ideais laicos têm retrocedido, as ideologias políticas estão desacreditadas e, em simultâneo, a religião fortalece-se".
Lisete Mónico constatou ainda que a maioria dos peregrinos já passou por momentos de vida muito complicados. No entanto, continuam a alimentar expectativas positivas em relação ao futuro.
"Na época em que vivemos, as manifestações religiosas intensificam-se", revela a investigadora, que pretende caracterizar dois tipos de optimista: o intrínseco e o extrínseco. Os primeiros acreditam nas suas próprias capacidades para vencer os problemas, enquanto os segundos recorrem a Deus e à santidade.

terça-feira, maio 15, 2007

O capitalismo no seu melhor


Nos três primeiros meses de 2007, os cinco maiores bancos a operar em Portugal lucraram 783 milhões de euros. Desde há uns anos que os lucros dos bancos portugueses têm crescido enormemente. A crise que os portugueses vivem tem servido para aumentar as receitas bancárias, com uma publicidade que há muito devia ter sido proibida. E tudo isto tem servido para arruinar milhares e milhares de famílias, muitas delas a iniciar a sua vida.

Há dias chegou-me pela internet o seguinte desabafo:
«A Caixa Geral de Depósitos (CGD) está a enviar aos seus clientes mais modestos uma circular que deveria fazer corar de vergonha os administradores – principescamente pagos – daquela instituição bancária».
Nesta carta circular «o estimado/a cliente é confrontado com a informação de que, para continuar a usufruir da isenção da comissão de despesas de manutenção, terá de ter em cada trimestre um saldo médio superior a 1 000 euros, ter crédito de vencimento ou ter aplicações financeiras associadas à respectiva conta. Ora sucede que muitas contas da CGD, designadamente de pensionistas e reformados, são abertas por imposição legal. É o caso de um reformado por invalidez e quase septuagenário, que sobrevive com uma pensão de 243,45 euros – que para ter direito ao piedoso subsídio diário de 7,57 € (sete euros e cinquenta e sete cêntimos!) foi forçado a abrir conta na CGD por determinação expressa da Segurança Social para receber a reforma».

Exigir que cidadãos que vivem abaixo do limiar da pobreza paguem manutenções de contas que foram obrigados a abrir para receber uma magra pensão de sobrevivência é uma injustiça que brada aos céus. Que um governo dito socialista não combata estes atropelos é sintoma de que se deixou dominar pelo capital.
Como escreve o autor do citado desabafo, «esta é a face brutal do capitalismo selvagem que nos servem sob a capa da democracia, em que até a esmola paga taxa. Sem respeito pela dignidade humana e sem qualquer resquício de decência, com o único objectivo de acumular mais e mais lucros, eis os administradores de sucesso».

terça-feira, maio 08, 2007

A incredulidade do barbeiro


O caso do estudante Cho Seung que disparou mais de 170 tiros em apenas nove minutos e matou dezenas de colegas e funcionários da universidade Virginia Tech ainda estava bem vivo na memória daqueles adolescentes. E interrogavam:
«Como é que Deus permitiu tal coisa!...»
Falei-lhes que Deus criou o homem livre e respeita como ninguém essa liberdade. Lembrei-lhes a Parábola do Filho Pródigo contada por Jesus. Qual era o pai que dividia os seus bens pelos filhos, sabendo que um deles ia gastar tudo na estroinice e depois iria passar fome?
Mas um dos presentes continuou:
«Como é que Deus deixa cometer tantos crimes?! Por que não mata logo essas pessoas e as deixa fazer tanto mal?»
Disse-lhe:
«É normal e até saudável que nos interroguemos sobre Deus e as coisas da Fé. Mas como disse Cristo haverá sempre no mundo o trigo e o joio. E só na ceifa é que Deus mandará cortar um e outro e lhe dará destinos diferentes: o Seu celeiro (o Céu) para o trigo, o fogo para o joio.»
E contei a história de um homem que foi ao barbeiro. E enquanto este lhe cortava o cabelo conversava com ele. Falava das coisas más do mundo. Admirava-se como Deus permitia tanto mal. Pois foi boa ocasião para o barbeiro falar:
– Mas você ainda acredita em Deus?! Deixe-se disso, meu caro, Deus não existe!
– Como?!
– Ora, se Deus existisse não haveria tanta maldade! Ladrões, assassinos e coisa pior...

O cliente ficou admirado com o falar do barbeiro e achou que não valia a pena adiantar mais conversa. Cortado o cabelo, pagou e despediu-se ainda a pensar na incredulidade daquele homem.Mal saiu, avistou um maltrapilho imundo, com longos e sujos cabelos, barba desgrenhada e cara de poucos amigos. Não aguentou, deu meia volta e interpelou o barbeiro:
– Sabe de uma coisa? Não acredito em barbeiros!
– Como?!
– Não acredito!... Pois se existissem barbeiros, não haveria pessoas de cabelos e barbas compridas!
– Ora, eles estão assim porque querem. Se desejassem mudar, viriam até mim! Ao que o homem respondeu:
– E acha que se pode culpar Deus por os homens não seguirem o caminho do bem?!

sábado, maio 05, 2007

No Dia da Mãe


Se é bela a luz do Sol – graça divina
Que dá a vida à Terra e o resplendor;
Se é bela a Primavera que fascina
Com matizes sem fim, de tanta flor;
Se é bela a Estrela d'Alva matutina;
Se é belo o luar encantador;
Se é bela a água pura cristalina;
Se é belo o Céu azul de meiga cor;
Se é belo o Mar, a Música, as crianças;
Se é bela a Vida com as suas esperanças
Que às nossas almas fazem tanto bem;
Se é belo, enfim, o sonho, nosso anelo...
Mais belo do que tudo quanto é belo,
É o santo e grande Amor de nossa MÃE!


Autor desconhecido

quinta-feira, maio 03, 2007

O Sacramento do Amor


No início do século IV, quando o culto cristão era ainda proibido pelas autoridades imperiais, alguns cristãos do norte de África, que se sentiam obrigados a celebrar o dia do Senhor, desafiaram tal proibição. Foram martirizados enquanto declaravam que não lhes era possível viver sem a Eucaristia, alimento do Senhor:
« Sine dominico non possumus – sem o domingo, não podemos viver ».(252)

Estes mártires de Abitinas, juntamente com muitos outros santos e beatos que fizeram da Eucaristia o centro da sua vida, intercedam por nós e nos ensinem a fidelidade ao encontro com Cristo ressuscitado! Também nós não podemos viver sem participar no sacramento da nossa salvação e desejamos ser iuxta dominicam viventes, isto é, traduzir na vida o que celebramos no dia do Senhor. Com efeito, este é o dia da nossa libertação definitiva. Então porquê maravilhar-se quando desejamos que cada dia seja vivido segundo a novidade introduzida por Cristo com o mistério da Eucaristia?


Sacramentum Caritatis de Bento XVI

sexta-feira, abril 27, 2007

Católicos aumentam nos Estados Unidos


Das Terras do Tio Sam não vêm só notícias más. Um recente estudo feito a pedido da Conferência Episcopal da Califórnia mostra que a população católica está a crescer a um ritmo três vezes superior à não católica, e isto por influência dos imigrantes principalmente de língua espanhola, sem contar, como é óbvio, os que vêm de outras igrejas.

Actualmente, trinta por cento dos californianos são católicos. Por ano, a população não católica cresce a quatro por cento, enquanto os católicos o fazem a treze por cento.

Em todos os EUA, a situação é semelhante, embora sem chegar às espectaculares cifras da Califórnia. Por este andar, prevêm--se, para 2025, uns oitenta e três milhões de católicos, em toda a América do Norte.
Mesmo assim, um dos grandes desafios, como em todo o mundo e em todas as religiões, é como transmitir a fé às novas gerações.

Enquanto por cá os profetas da desgraça auguram para breve a morte da Igreja Católica, surge esta "boa nova" vinda das Américas!

segunda-feira, abril 23, 2007

Semana das vocações


Esta é a Semana de Oração pelas Vocações. Domingo celebra-se o Dia do Bom Pastor.
Cristo é o Bom Pastor mas quis que a Sua Igreja tivesse quem fizesse as Suas vezes. «Apascenta as minhas ovelhas» - repete a Pedro e também aos outos Apóstolos que escolheu e preparou para essa missão.
Esta é, como escreve o Papa numa Mensagem para ajudar a viver a mesma, «uma bela ocasião para vos colocar diante da importância das vocações para a vida e missão da Igreja e para intensificarmos as nossas orações para o seu crescimento em número e em qualidade».

E Bento XVI escreve:
«No ano passado iniciei nas audiências das quartas-feiras uma nova série catequética sobre o relacionamento entre Cristo e a Igreja. Sublinhei que a primeira comunidade cristã foi originariamente construída quando alguns pescadores da Galileia, após o seu encontro com Jesus, foram tocados pelo seu olhar e pela sua voz, aceitando, em seguida, o seu urgente convite: "Vinde comigo, e farei de vós pescadores de homens"(Mc 1, 17; cfr Mt 4, 19). Na verdade, Deus tem escolhido sempre determinadas pessoas para trabalharem com Ele, de modo mais directo, e executarem o seu plano de salvação.
O Antigo Testamento mostra como no início Deus chamou Abraão para fazer dele "uma grande nação" (Gen 12,2); depois, chamou Moisés para fazer sair do Egipto os filhos de Israel (cfr Ex 3, 10). Deus escolheu outras pessoas, especialmente os profetas, para defender e manter viva a aliança com o seu povo. No Novo Testamento Jesus, o Messias prometido, convidou cada um dos apóstolos para ficar a seu lado (cfr Mc 3, 14) e envolver-se na sua missão. Por ocasião da Última Ceia quando lhes confiou a missão de perpetuar a memória da sua morte e ressurreição até à sua vinda gloriosa no fim dos tempos, dirigiu-se ao Pai e fez a conhecida oração: "Eu dei-lhes a conhecer quem Tu és e continuarei a dar-te a conhecer, para que o amor com que me amaste esteja neles, e Eu esteja neles também" (Jn 17, 26). A missão da Igreja, portanto, baseia-se na comunhão íntima e fiel com Deus.»

Todos sabemos que a Igreja precisa de mais servidores. O serviço da Caridade, da Palavra e dos Sacramentos requer gente disposta a servir os Irmãos.
Peçamos, pois aos «Senhor da Messe que envie mais operários para a Sua Seara» - recomendou-nos Ele próprio.

domingo, abril 15, 2007

Colhemos aquilo que semeámos


Não a conhecia de lado nenhum. Mas encontrámo-nos casualmente e pôs-me o problema: valerá a pena rezar? E explicou: “Todos os dias rezo pela conversão dos pecadores mas cada vez há mais! Será que Deus ouve os nossos pedidos?”
“Claro que Deus ouve os nossos pedidos! O que não tira é a liberdade às pessoas” – disse-lhe. E continuei: “Deus não quer o mal mas nem por isso deixa de respeitar as decisões do pecador.”

Já depois disso leio na “Voz de Domingo” de Leiria uma resposta da filha do grande evangelista, Billy Graham, a uma questão semelhante que lhe foi feita na T. V.:

“Como é que Deus permitiu uma coisa tão horrorosa, como foi o 11 de Setembro em Nova Iorque?
Anne Graham respondeu:


– Eu creio que Deus ficou profundamente triste, como nós ficámos. Há muitos anos que vimos pedindo para Deus não interferir nas nossas escolhas pessoais, para sair do nosso governo e das nossas vidas. Sendo respeitador como é, calmamente, Deus deixou-nos. Sendo assim, como podemos esperar que Deus nos dê a sua bênção e a sua protecção?
E continuou:
– É verdade! Gritamos, quando há ataques terroristas e tiroteio nas escolas! No entanto, eu creio que tudo começou desde que Madeleine Murray 0'Hare {que acabou também ela por ser assassinada), disse que era impróprio fazer oração nas escolas americanas, como era costume. E concordámos com a sua opinião! Depois, alguém disse que era melhor não ler mais a Bíblia nas escolas! E concordámos!
– Em seguida, – prosseguiu – o Dr. Benjamim Spock disse que não devíamos bater nos nossos filhos quando se comportassem mal, porque a sua personalidade, em formação, ficaria distorcida e prejudicaríamos a sua auto-estima! O seu filho suicidou-se! E dissemos: Um perito neste assunto deve saber o que está a dizer! E concordámos com ele! Mais tarde, alguém disse que os professores e directores das escolas não deviam disciplinar nem corrigir os nossos filhos, quando se comportassem mal!
– Foi decidido, de imediato, que nenhum professor podia tocar nos alunos! Uma coisa é disciplinar, outra é tocar, bem o sabemos!
– Alguém sugeriu, ainda, que deveríamos deixar que as nossas filhas fizessem aborto, se assim o quisessem! E aceitámos sem pestanejar. Sem nos interrogarmos!
– Foi dito, ainda, que devíamos dar aos nossos filhos os preservativos, tantos quantos quises-sem, para fazerem sexo até à saciedade; dar-lhes revistas com mulheres nuas e colocar, na internet, fotos de crianças nuas!
– E dissemos: Está bem! Isto é democracia e eles têm o direito de apreciar o corpo feminino, de fazerem o que quiserem, porque tudo isto é sadio!...
Agora, perguntamos:
– Porque é que os nossos filhos não sabem distinguir o bem do mal, o certo do errado, não têm consciência, nem se incomodam de matar... mesmo os colegas de escola ou a si mesmos?!
A resposta é uma só:

– Colhemos aquilo que semeámos!

quarta-feira, abril 11, 2007

Os pais do Papa


A 7 de Março de 1920, um jornal alemão,
publicou este anúncio: «Modesto funcionário do Estado, solteiro, católico, de 43 anos de idade, com direito à reforma, pretende celebrar casamento com uma jovem católica, que saiba cozinhar e, se possível, costurar».
O pai de Bento XVI, então polícia, não teve sorte à primeira tentativa de namoro. Quatro meses depois voltou a tentar, especificando, desta vez, que era um funcionário «médio».
Respondeu Maria Peintner, cozinheira, muito piedosa, despachada e inteligente.
O casamento dos pais ocorreu em 1920. Tiveram três filhos: Maria, nascida em 1921 e falecida em 1991, com 70 anos de idade; Jorge, que agora conta 83 anos, e José, com 80 anos, o actual Papa, que adoptou o nome de Bento XVI.>

sexta-feira, abril 06, 2007

Esta Igreja que eu amo...


Celebramos hoje a morte de Jesus. Não como quem está de luto (Jesus está vivo!) mas para reflectirmos na ingratidão e pecado dos homens.
A "cruz" acompanha a vida de tanta gente: mortes violentas, injustiças de toda a ordem, guerras, fome, difamações, ódios... É ocasião de pensarmos e agirmos em vista de um mundo melhor.
E esta igreja, hoje tão incompreendida e atacada, pode orgulhar-se de muitos dos seus membros que deram e dão a vida pelos injustiçados.

Lembremos neste dia todos quantos deixaram a sua casa e a sua terra para se pôr ao serviço do próximo.

Cito este caso de que ouvi falar e há dias relembrei num artigo de jornal:
Muitas foram as vezes que o antigo Bispo de Nampula, D. Manuel Vieira Pinto, foi falar com o presidente de Moçambique, Samora Machel.
Um dia este diz-lhe:
"Por que é que você que é bispo, quando vem falar comigo, nunca me fala de Deus ou de religião, mas do povo, da defesa dos seus direitos e da sua dignidade?"
Ao que o Bispo lhe responde:
"Deus não precisa que ninguém o defenda. Os homens, sim!"

quarta-feira, abril 04, 2007

O valor do homem

Estamos nas vésperas da Páscoa, esse grande acontecimento que nos revela o amor de Deus pelos homens: Ele enviou o Seu Filho à terra e deu a vida por nós.
«Que é o homem para Vos lembrardes dele, o filho do homem para dele cuidardes?» - interroga-se o Salmista ( Sal 8, 5). Diante da imensidão do universo, coisa bem pequena é o homem; mas é por ele e não por outra criatura que Deus mostra todo o Seu amor.
A seguinte história pode ajudar-nos a reflectir.


Dois colegas da tropa encontraram-se por um mero acaso. Há muitos anos que se não viam. Quem olhasse para eles notava logo que pouco tinham em comum. Um vestia pobremente e tinha um ar de tristeza. O outro via-se que estava bem na vida. Cumprimentaram-se e entraram num café. Ali houve tempo para contar o que tinham feito em todos aqueles anos. E o homem triste apresentou as suas angústias: a vida profissional correra-lhe mal; o casamento tinha acabado; os amigos tinham-no abandonado. Tudo estava mal na sua vida. E ainda por cima, por "minha própria culpa".
"Já não valho nada!" – desabafou.
O amigo, depois de o ouvir, tirou da carteira uma nota de cem euros e disse-lhe: "Queres esta nota?"
Respondeu de imediato: "Claro, são cem euros!"
"E se eu a deitar ao chão e a deixar toda amarrotada e suja, ainda a queres?!"
E o colega respondeu: "Claro, mesmo amarrotada e suja é uma nota de cem euros!"
O amigo deitou a nota no chão, pisou-a com um dos pés e perguntou: "E agora, ainda a queres?!"
Depois de olhar o amigo com ar desconfiado, respondeu: "Claro. Continua a ter o mesmo valor".
"Pois toma lá esta nota suja e lembra-te que podes ir em todo o tempo ao banco pedir que ta troquem por uma nota novinha em folha. E não te esqueças que também a tua vida, apesar de todas as dificuldades, continua a ter o mesmo valor! Está nas tuas mãos renová-la"...

Esta pequena história ajuda-nos a meditar no valor da vida de cada ser humano. Pobre ou rico, sábio ou ignorante, com melhor ou pior comportamento, é um Filho de Deus.
Por ele veio ao mundo e morreu Jesus Cristo!...

É este mistério do Amor de Deus que vamos celebrar mais uma vez!...

sábado, março 31, 2007

Jornalista converte-se


Uma controvertida jornalista perita na história da música rock e que por muitos anos foi uma porta-bandeira da "revolução sexual", converteu-se – após abraçar a fé católica – numa fervorosa promotora da castidade.
A jornalista Dawn Eden publicou o livro "A Emoção da Castidade", onde sustenta que para a mulher tem muito mais sentido a castidade que o sexo casual.
Há alguns dias, o jornal The Sunday Times publicou um artigo onde Eden conta sua incrível historia e se apresenta a si mesma como uma das "filhas insatisfeitas da revolução sexual". Eden confessa que após vários anos levando um estilo de vida dissipado, chegou um momento em que não pôde mais e decidiu mudar. Embora não tenha sido uma mudança imediata, pouco a pouco descobriu que a vida podia ser de outra forma.
Conforme destaca, há uns anos entrevistou a líder de uma banda musical de Los Angeles denominada Sugarplastic e perguntou que livro estava lendo. Tratava-se do "Homem que foi Quinta-feira", de G.K. Chesterton. Eden animou-se a ler o livro e afirma que nele descobriu pela primeira vez que "no cristianismo havia algo interessante".
Anos depois, ela própria abraçou a fé católica para escândalo de muito boa gente.

sexta-feira, março 23, 2007

Nunca desistir


Sei que não é algo de inédito mas vale a pena trazê-los também para aqui. É que estes exemplos são a prova de que vale a pena apostar naquilo que gostamos e achamos válido para nos realizar.

*A super estrela, Michael Jordan, quando criança foi expulso da equipe escolar de basquete.

*Winston Churchill repetiu o sexto ano. Mas foi primeiro ministro da Inglaterra aos 62 anos de idade, após ter uma vida muito dura.

*Albert Einstein não falou até os 4 anos de idade e aprendeu a ler aos 7. Sua professora o qualificou como “mentalmente lerdo". Foi expulso da escola. Também não foi aceite no Ensino Politécnico de Zurich. E tornou-se num génio, admirado por todos.

*Em 1944, Emmeline Snively, diretora da agência de modelos Blue Book Modeling, disse à candidata Norman Jean Baker (Marilyn Monroe) : “Seria melhor que fizesse um curso de secretaria ou buscasse um bom marido”.

*Ao rejeitar um grupo de rock inglês chamado The Beatles, um executivo de Decca Recording Company disse: “Nós não gostamos desse grupo”.

*Quando Alexander Graham Bell inventou o telefone, em 1876, buscou quem financiasse seu projeto. O Presidente Rutheford Hayes disse: “É um invento extraordinário, mas quem vai usar isso?”

*Thomas Edison fez 2000 experiências até inventar a lâmpada. Um jovem repórter perguntou o porquê de tantos fracassos. Edison respondeu: “Não fracassei nem uma única vez. Inventei a lâmpada. Acontece que foi um processo de 2000 etapas”.

*Aos 46 anos, depois de perder progressivamente a audição, o compositor alemão Ludwig Van Beethoven ficou completamente surdo. E foi assim sem ouvir que compôs boa parte de sua famosa obra. Incluindo 3 sinfonias , em seus 6 últimos anos.

Muitos outros casos haverá que nos levam a dizer que desistir é próprio de quem não acredita em si mesmo.

sábado, março 17, 2007

Pai misericordioso



Hoje e amanhã é lida nas Missas a parábola do filho pródigo (Lucas 15). Trata-se de um dos textos mais ricos e interessantes da Bíblia.
A parábola mostra a imensa misericórdia de Deus para com o homem pecador, mas também as disposições do pecador para encontrar a misericórdia. Deus é misericórdia, mas não invade a liberdade de seus filhos.
Na cena do filho pródigo que passa fome, temos o retrato da nossa miséria quando afastados de Deus. No conflito do filho pródigo com seu irmão temos o retrato do nosso dilema entre a fidelidade e a misericórdia ou falta dela. E no abraço acolhedor que o pai dá ao filho que volta para casa, temos a mensagem do amor incondicional de Deus.
Jesus revela aquilo que os Profetas já pregavam: Deus quer a misericórdia e não os sacrifícios. Só agrada a Deus o que ama o seu próximo.
Os destinatários desta misericórdia são os pobres, os estrangeiros, os miseráveis e os repudiados pela sociedade, aqueles que eram tidos como os mais pecadores entre os filhos de Israel. Para Jesus, o filho pródigo está sempre sendo esperado para ser acolhido. Deus espera-nos como o pai da parábola, estendendo para nós os braços. Mas é necessário que lhe abramos o coração, que tenhamos saudades do lar paterno, que nos maravilhemos e nos alegremos perante o dom que nos fez seus filhos. É preciso que nos deixemos aconchegar pelo abraço misericordioso do Pai.
É curioso que Jesus associe o amor incondicional de Deus à figura do pai. Não seria melhor uma mãe? Não é ela que geralmente está associada à saudade, a braços abertos e ao perdão? Jesus provoca e quer desinstalar as ideias que se têm de paternidade e de Deus.
A parábola ensina uma nova imagem de Deus. A experiência de fé de Jesus permitiu que Ele chamasse Deus de Pai, tirando de Deus aquele ar austero e distante. Pode-se até dizer que o cristianismo nasce dessa experiência de poder chamar Deus de Pai. O Deus de Jesus e dos cristãos é um pai amoroso; que estará sempre pronto a perdoar desde que haja arrependimento.

sexta-feira, março 09, 2007

A confissão



Sabemos que há por parte de muitos cristãos uma grande dificuldade de se reconhecer pecador. Pelo menos perante os outros. O que é certo é que Jesus falou muitas vezes na necessidade dos seus ouvintes se arrependerem e deixarem o pecado. Se não – ouvimos no Evangelho do próximo Domingo – morrereis todos de maneira semelhante, isto é, em pecado.
S. João Evangelista escreve na sua primeira carta, que faz parte do Novo Testamento, o seguinte:
"Se dissermos que não temos pecados, somos mentirosos e enganamo-nos a nós mesmos. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar e purificar de toda a iniquidade".

Cristo exerceu, durante a Sua vida pública, o poder de perdoar os pecados e deu esse poder aos Apóstolos: "Àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados, a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos".

No entanto, há hoje por parte de muitos cristãos uma rejeição da confissão. Ora a confissão dos pecados (acusação), mesmo do ponto de vista simplesmente humano, liberta-nos e facilita nossa reconciliação com os outros. Pela acusação, o homem encara de frente os pecados dos quais se tornou culpado: assume a responsabilidade deles e, assim, abre-se de novo a Deus e à comunhão da Igreja, a fim de tornar possível um futuro novo. A declaração dos pecados ao sacerdote constitui uma parte essencial do sacramento da penitência: "os penitentes devem, na confissão, enumerar todos os pecados mortais de que têm consciência depois de examinar-se seriamente, mesmo que esses pecados sejam muito secretos e tenham sido cometidos somente contra os dois últimos preceitos do decálogo, pois às vezes esses pecados ferem gravemente a alma e são mais prejudiciais do que os outros que foram cometidos à vista e conhecimento de todos". (Catecismo no. 1455, 1456) O Novo Testamento diz-nos que, quando João Baptista estava a baptizar no rio Jordão, vinham pessoas de todos os lados e de todas as classes e confessavam publicamente os seus pecados.

Nos termos da doutrina da Igreja "a confissão individual e íntegra e a absolvição constituem o único modo ordinário pelo qual o fiel, consciente de pecado grave, se reconcilia com Deus e com a Igreja" (D. C. – cânone 961 § 1)

sábado, março 03, 2007

As duas vizinhas


Não sei se é verdadeira esta história mas que tem uma boa lição, ai isso tem!
Havia duas vizinhas que viviam em pé de guerra. Não podiam encontrar-se pois era briga certa. Uma delas era mesmo por demais. Viver com uma vizinha assim não era fácil. E a D. Carminda ao princípio começou a responder com a mesma moeda, pensando que a outra iria desistir.
Depois de um tempo, a Carminda fartou-se e resolveu propor as pazes à vizinha.
– Minha querida Clotilde, já estamos nesta desavença há tempo demais e não vejo nenhum motivo aparente para continuarmos assim. Proponho que façamos as pazes e vivamos como duas boas amigas.
D. Clotilde, na hora, estranhou a atitude da velha rival e disse que iria pensar no caso. Pelo caminho foi matutando:
– Essa mulher não me engana, está querendo aprontar-me alguma e eu não vou deixar. Vou mandar-lhe um "lindo" presente para ver a sua reacção.
Chegada a casa, preparou um lindo embrulho, cobrindo-o com uma lindo papel, mas encheu-o de esterco já putrefacto para não cheirar mal. Depois despachou-o pelos C. T. T..
– Eu adoraria ver a cara da Carminda ao receber esse 'maravilhoso' presente. Vamos ver se ela vai reagir.
Dentro do embrulho colocou um bilhete: "Aceito a sua proposta de paz e para selarmos nosso compromisso, envio-lhe esse lindo presente".
Ao receber e abrir o presente, D. Carminda quase ia perdendo as estribeiras. Não tinha valido o seu esforço de propor a paz!
– Bem! Deixá-lo... Com pessoas assim não há nada a fazer!
Mas alguns dias mais tarde, D. Carminda achou que o melhor era retribuir a prenda. Foi ao jardim e resolveu apanhar algumas das mais lindas flores do seu jardim. Fez um lido ramo e foi ela própria levá-lo à vizinha.
– O estrume que me enviaste deu este lindo aspecto às minhas flores. Resolvi trazer-te este "bouquet" para veres como elas agradeceram a oferta.
E ali mesmo as duas se beijaram e perdoaram. E acaba a história, contando que nunca mais alguém viu aquelas vizinhas a altercar e muito menos a insultarem-se.

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

A cruz e o amor


O papa Bento XVI, na sua mensagem para esta Quaresma de 2007, convida-nos a olhar para Cristo crucificado.
Olhar Jesus na cruz é contemplar o amor de Deus pelos homens. Ele veio ao mundo para nos salvar. E fez tudo o que era necessário para que isso se realizasse. Olhar o crucificado é, pois, abrir-se ao insondável amor com que Deus nos ama. Porque a morte de Jesus, o Filho de Deus, é a mais radical expressão do amor de Deus por nós, contemplar o Crucificado é o caminho mais directo para nos abrirmos a esse amor infinito. Também aí, e sobretudo aí, Cristo é o caminho para o Pai.
Não têm razão os que acham que os cristãos valorizam e olham demasiado para o crucifixo.
«É no mistério da Cruz que se revela plenamente o poder incontível da misericórdia do Pai celeste» – escreve o Papa. «Para reconquistar o amor da sua criatura, Ele aceitou pagar um preço elevadíssimo: o sangue do seu Filho Unigénito. A morte, que para o primeiro Adão era sinal extremo de solidão e de incapacidade, transformou-se assim no acto supremo de amor e de liberdade do novo Adão. Pode-se então afirmar, com São Máximo, o Confessor, que Cristo 'morreu, se assim se pode dizer, divinamente, porque morreu livremente'».
Ao olhar a cruz, começamos por meditar no que leva alguém que curava, expulsava os demónios e até dava nova vida aos mortos, a sujeitar-se ao suplício da crucificação. Só a amor explica tal doação. Começamos por acreditar nesse amor. «Mas o amor de Deus por cada um de nós pode tornar-se experiência vivida e mesmo sentida. A generosidade absoluta desse amor comove-nos; a ânsia que Deus manifesta de nos amar e de receber o nosso amor, desperta dinamismos profundos, escondidos no nosso coração. Não é só Deus que se sente atraído por nós; no mais íntimo de nós mesmos sentimo-nos atraídos por Deus e essa é uma atracção de amor» – como escreve o Cardeal Patriarca.
E o Papa convida-nos insistentemente a olhar para Cristo trespassado na Cruz! É Ele a revelação mais perturbadora do amor de Deus. Na Cruz é o próprio Deus que mendiga o amor da sua criatura: Ele tem sede do amor de cada um de nós.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Palavras leva-as o vento


Com facilidade se ouve criticar a Igreja ora pelo que faz ora pelo que não faz. Criticar é fácil!
Um dia numa reunião de grupos cristãos de apoio social alguém dizia que na cidade onde vivia, no caso Coimbra, havia muita gente a precisar de ajuda e não conhecia ninguém que levantasse uma palha.
O que dirigia a reunião perguntou-lhe onde morava. Lá lhe disse a rua e a cidade. Calhou que aquele homem vivia mesmo numa rua onde funcionavam três serviços de apoio social da Igreja. E ele não conhecia nenhum! Nem o que lhe ficava mais próximo...
Corria acesa a campanha eleitoral na Bélgica. Um deputado comunista dirigia a palavra a milhares de operários, em Bruxelas. Depois de ter apregoado a liberdade, criticado o capital, defendido as nacionalizações, elogiado os trabalhadores, exaltado o povo, atacou duma maneira agreste e desenfreada a Igreja Católica.
Acabado o discurso, perguntou se alguém desejava tomar a palavra. Adiantou-se um operário que disse assim:
– Eu não estudei, e não sei responder ao que disse o orador. Conto apenas um caso:
Há meses adoeceram os meus dois filhos. Uma freira vinha com frequência visitá-los, trazendo-lhes sempre alguma ajuda. As crianças curaram-se. Como a doença era contagiosa, a minha mulher caiu de cama, logo a seguir, com o mesmo mal. A Irmã levou as duas crianças porque ninguém em casa podia tratar delas. Tomou também sobre si o cuidado da minha mulher, que finalmente começou a levantar-se. Então caí doente também eu, mas a Irmã vinha sempre visitar-nos, trazia remédios, ajudava a minha mulher na vida da casa e tratava-me com muito jeito e caridade. Por último a Irmã contraiu também uma doença e não a tornámos mais a ver. Soube hoje que morreu. Não tenho mais a dizer (Mensageiro do Coração de Jesus, de Itália, 1951).
A impressão causada por estas palavras não se descreve. A palavra humilde e sincera daquele operário valeu mais que todos os argumentos.
Disse Jesus: «Conhecerão todos que sois meus discípulos se tiverdes caridade uns para com os outros» (Jo 13, 35). E o apóstolo São João: «Filhinhos, não amemos de palavras e com a língua, mas por obras e de verdade. (1 Jo 3, 1f3).