sexta-feira, setembro 29, 2006
Missa e longevidade
Sabia que ir à Missa com pontualidade ou rezar com frequência pode aumentar a longevidade de vida das pessoas?
Este é o resultado de um estudo desenvolvido por uma equipa de investigadores da Universidade Pittsburgh, dos Estados Unidos, que depois de minuciosa investigação concluíram que participar em cerimónias religiosas com regularidade e ir à Missa regularmente, pode aumentar a esperança média de vida.
O estudo destes investigadores acentua o que já se sabia: que a religião tem uma função preponderante na redução do stress, e ajuda a ultrapassar as preocupações do dia a dia.
terça-feira, setembro 26, 2006
As heresias entre os cristãos
Afirmei no meu segundo artigo desta secção que todas as igrejas ditas cristãs aceitam os mesmos livros do Novo Testamento Bíblico. Porém isso não é nem nunca foi suficiente para a unidade da Fé. E as divergências são muitas e substanciais. Eis alguns exemplos:
Uns afirmam que Jesus é Deus, com o Pai e o Espírito Santo e outros acham que ele
é apenas homem ou mesmo anjo;
Uns pensam que Maria é verdadeira mãe de Jesus, outros acham que ela é apenas mãe adoptiva;
Uns afirmam que os cristãos podem comer e beber de tudo, outros dizem que não se pode comer carnes de animais impuros ou não sangrados e não se podem beber bebidas alcoólicas ou fazer transfusões de sangue;
Uns veneram os Santos, pedem a sua intercessão e fazem-lhes imagens e outros dizem que isso é idolatria;
Uns aceitam o baptismo de crianças e guardam o Domingo, outros acham que isso é ir contra a Bíblia;
Uns acreditam na vida para além desta vida, acreditando no céu e no Inferno, outros ensinam que só os justos terão outra vida – 144 mil no Céu, os restantes na Terra;
Uns acham que a religião cristã nos manda ser desprendidos dos bens da terra, outros ensinam que as riquezas terrenas são paga e bênção de Deus.
Como entender tais divergências?
O Novo testamento já tinha alertado para o surgimento de novas doutrinas.
Quando o apóstolo S. Paulo chegou a Mileto, enviou um recado aos chefes da igreja de Éfeso para que se encontrassem com ele, pois queria falar-lhes. O texto de Actos 20.17-38 conta a despedida de Paulo e suas advertências:
«Sejam pastores da Igreja de Deus, pois Ele adquiriu-a com o sangue do Seu próprio Filho. Sei, que depois da minha partida, lobos ferozes penetrarão no meio de vós e não pouparão o rebanho. E dentre vós mesmos se levantarão homens que torcerão a verdade, a fim de atrair os crentes para si mesmos. Por isso, vigiem! Lembrem-se de que, por três anos, jamais cessei de advertir a cada um de vocês, noite e dia, com muitas lágrimas" (Actos 20.28-31).
Ao escrever a Timóteo, S. Paulo declara: "O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas do Demónio" (1Timóteo 4:1).
quinta-feira, setembro 21, 2006
Constantino e a Fé cristã

Há quem afirme que foi o imperador romano que impôs a Bíblia actual e obrigou todos os cristãos a obedecer ao bispo de Roma – o Papa. O imperador teria sido mesmo o verdadeiro chefe da Igreja.
Nada mais falso. Constantino legalizou e apoiou a cristandade no tempo em que se tornou imperador, com o Édito de Milão, mas também não tornou o paganismo ilegal ou fez do cristianismo a religião estatal.
Nascido por volta do 271, Constantino, que ficou na história com o cognome de Magno, passou grande parte da sua vida a guerrear os seus opositores. A sua vitória em 312 sobre Maxêncio na Batalha da Ponte Mílvio resultou na sua ascensão ao título de Augusto Ocidental, ou soberano da totalidade da metade ocidental do império. Ele consolidou gradualmente a sua superioridade militar sobre os seus rivais com o esfarelamento da Tetrarquia até 324, quando ele derrotou o imperador oriental Licínio, tornando-se imperador único.
Não foi por motivos religiosos que ele deu liberdade aos cristãos, em 313, ou convocou o Concílio de Niceia, em 325. Foi a sua visão de político sagaz que o levou a apostar na religião que se tinha imposto no Império do Ocidente e do Oriente e que agora queria que não fosse motivo de mais desuniões.
Se ele se tivesse convertido deveras à nova Fé, não teria feito os crimes que a história lhe aponta: matou, já depois do Concílio de Niceia, o seu próprio filho Crispus. Sufocou depois sua mulher Fausta num banho sobreaquecido. Mandou também estrangular o marido de sua irmã, e chicotear até à morte o filho de sua irmã.
A convocação do Concílio de Niceia foi um acto político como já disse acima, para resolver as divergências doutrinais originadas pelo arianismo, de que falarei noutro artigo. Constantino facilitou transportes e fez tudo para todas as diversas Igrejas estarem representadas. Conseguiu juntar umas trezentas pessoas. De Roma seguiram apenas quatro padres e o Papa não esteve presente, decerto por não concordar que a iniciativa viesse do imperador, ainda por cima pagão, não baptizado. Mas como as resoluções desse concílio acabaram por ser concordes com a doutrina oficial da Igreja de Roma, aceitou-as de bom grado.
Constantino só foi baptizado e cristianizado no final da vida. Ironicamente, este imperador poderá ter favorecido o lado perdedor da questão ariana, uma vez que ele foi baptizado por um bispo ariano, Eusébio de Nicomedia.
quarta-feira, setembro 20, 2006
O Papa e o islão
Com este título, VASCO PULIDO VALENTE escreveu no Público um artigo que me pareceu muito feliz.
Embora se trate de um AGNÓSTICO, julgo que é útil os cristãos conhecerem-no.
Aqui fica, pois.
«O Papa e o Islão
Não deve haver académico que, lá no fundo, não tenha um especial fraquinho pelo Papa Bento XVI. Afinal, ele faz parte da corporação e, mais, foi durante muito tempo um motivo de orgulho para a corporação. Fala o dialecto da seita, escreve no dialecto da seita e, se não pensa como a seita, pensa segundo as regras da seita. Só que é Papa e que, sendo Papa, de quando em quando, esquece o mundo cá de fora e reverte ao seu velho papel de universitário. O "escândalo" de Ratisbona não passa disto. Bento XVI, querendo explicar a irracionalidade da conversão pela violência, citou o imperador Manuel II Paleólogo. Num diálogo com um persa, Paleólogo dissera: "Mostra-me então o que Maomé trouxe de novo. Não encontrarás senão coisas demoníacas e desumanas, tal como o mandamento de defender pela espada a fé que ele pregava".O mais preliminar assistente de Literatura, História, Filosofia ou Teologia percebe logo três coisas. Primeira, que o Papa não dá o imperador Paleólogo como um intérprete autorizado da religião muçulmana, mas como um como um opositor inteligente à perseguição religiosa. Segunda, que o Papa não esqueceu as perseguições da sua própria Igreja e que usou o imperador por conveniência ilustrativa da desordem moderna. E, terceiro, como o título e o resto da conferência comprovam, que Ratzinger não estava interessado em "atacar" ninguém, estava interessado na dualidade da fé e da razão. Infelizmente, a "rua" islâmica não é o público letrado da Universidade de Ratisbona e começou rapidamente a usual campanha de ódio contra o Bento XVI, que de toda a evidência o deixou estupefacto.O papa já lamentou o equívoco, mas não pediu desculpa. Não podia pedir. Nem pelo incidente, fabricado pelo fanatismo e a ignorância, nem pelo teor geral da conferência de Ratisbona. Ratzinger insistiu que a fé não é separável da razão e que agir irracionalmente "contraria" a natureza de Deus. Não vale a pena entrar nas complexidades do assunto. Basta lembrar que desde o princípio (desde Orígenes, por exemplo) se construiu sobre a fé cristão um dos mais sublimes monumentos à razão humana e que o Ocidente, apesar da "Europa", não existiria sem ele. A fé muçulmana não produziu nada de remotamente comparável e, durante quinze séculos, sustentou uma civilização frustre e parada. A conferência de Ratisbona reafirmou a essência do cristianismo. Se o islão se ofendeu, pior para ele.»
sexta-feira, setembro 15, 2006
A caminho do amor
Hoje trago para aqui este filme sobre o Cristo que vive na rua
«Que importa alguém dizer que tem fé, se não a põe em prática? ..... A fé sem as obras é morta»
segunda-feira, setembro 11, 2006
Podemos confiar na Bíblia?

Temos que confiar no que é digno de fé. Assim procedemos normalmente na vida do dia a dia. Sobretudo quando há sérias provas de que quem escreveu o fez com seriedade.
Ora os Apóstolos foram pelo mundo pregar uma série de coisas que diziam que Jesus lhes tinha ensinado. E afirmavam que tinha sido o mesmo Jesus Cristo a enviá-los pelo mundo para lhe fazer discípulos. E todos foram mortos de modo cruel, sem que algum tenha renegado esse mandato do Mestre.
E não se limitaram a pregar o Evangelho oralmente. Alguns puseram por escrito os ensinamentos de Cristo. Outros arranjaram discípulos que o fizessem. A esse conjunto de pequenos livros e cartas deu-se o nome de Novo Testamento.
Desde cedo, estes escritos ou porções deles foram lidos nas Assembleias cristãs, conjuntamente com outros excertos do Antigo Testamento. E os cristãos habituaram-se a venerá-los e a tomá-los a sério.
Primeiro, foram, naturalmente, compostos escritos fragmentários, que divulgaram palavras e sentenças de Jesus (as Logias). Com o correr do tempo, surgiram outros, mais cuidados e ampliados, que assinalavam factos, milagres, acontecimentos da vida do Mestre, conjuntamente com os Seus ensinamentos.
Mas nem todos esses escritos ficaram na Bíblia. Uns porque exageravam nos pormenores relatados e que não eram verosímeis. Outros porque queriam transmitir ensinamentos que contradiziam o ensino dos Apóstolos. Neste caso, ainda há pouco os meios de comunicação nos deram conta da tradução do «Evangelho de Judas» há anos encontrado, cujo objectivo era ensinar que o apóstolo traidor foi o que melhor cumpriu a vontade de Jesus, seu mestre.
Uma coisa interessante é que ainda hoje todas as Igrejas ditas cristãs – Católica, Ortodoxas, Protestantes e outras – têm os mesmos livros no Novo Testamento nas suas Bíblias.
Como em nenhum livro da Bíblia se diz ou define quais os que a ela pertencem ou não, temos de acreditar que foi o Espírito Santo que orientou os cristãos dos primeiros séculos na selecção dos livros inspirados.
Os critérios que presidiram à sua inclusão foram os seguintes:
1. Merecerem a aceitação consensual de toda a Igreja;
2. Apresentarem coerência doutrinal que denotasse a inspiração divina;
3. Serem seus autores os Apóstolos ou seus mandatários.
sexta-feira, setembro 08, 2006
Dúvidas
Jesus é Deus?

O leitor de «O Amigo do Povo», José Viegas, lançou-me um desafio num recente e longo e-mail: o de elucidar diversos pontos doutrinais que têm ultimamente sido postos em causa, nomeadamente em livros recentes como o «Código DA VINCI». Com o aparecimento duma verdadeira onda de livros, filmes e artigos sobre aspectos da Fé cristã, é natural que muitos cristãos vivam baralhados sobre alguns pontos importantantes do Cristianismo.
Concordo com este leitor e, por isso, resolvi dar seguimento a este seu desejo, começando por encontrar na Bíblia uma resposta para a pergunta: «Jesus é Deus?» Outros pequenos artigos se seguirão e espero que os meus leitores de «O Amigo do Povo» e deste blogue me ajudem com as suas achegas e críticas a torná-los úteis para o maior número de pessoas.
Cito o que dizem diversas passagens da Bíblia sobre a condição divina de Jesus, porque todos os cristãos a aceitam como norma da Fé. Vou seguir mesmo a tradução interconfessional da Sociedade Bíblica de Portugal, para que ninguém pense que estou a deturpar o que diz a Bíblia.
O Evangelho de S. João10, 30 conta que Jesus disse aos judeus: «Eu e o Pai somos um só». E no capítulo 14, Jesus diz que vai para a casa do Pai preparar um lugar para os seus amigos. E acrescenta que os seus discípulos já sabem o caminho para onde Ele vai. Ao que o apóstolo Filipe lhe responde: «Senhor, nós nem sequer sabemos para onde é que tu vais! Como é que podemos saber qual é o caminho?» Jesus diz-lhe: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém pode chegar ao Pai sem ser por mim. Pedido de Filipe: «Senhor, mostra-nos o Pai.» Resposta de Jesus: «Aquele que me viu, viu também o Pai. ..... Eu estou no Pai e o Pai está em mim.»
Na carta aos Filipenses, S. Paulo escreve: «Tenham os mesmos sentimentos que havia em Jesus Cristo: Ele que por natureza era Deus, não quis agarrar-se a esse direito de ser igual a Deus. Pelo contrário, privou-se do que era seu e tomou a condição de escravo, tornando-se igual aos homens.»
No Evangelho de João 20, 27-28, conta-se que Jesus apareceu ressuscitado aos Apóstolos uma semana mais tarde e virando-se para Tomé disse; «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos. Estende a tua mão e mete-a no meu peito. Não sejas descrente! Acredita!» E Tomé respondeu: «Meu Senhor e meu Deus!»
S. Paulo escreve a Tito que «Também nos ensina a viver felizes na esperança de que se há-de cumprir o que nos prometeu, que é a manifestação gloriosa do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo»(Tito 2, 13).
Não há qualquer dúvida de que a Bíblia afirma com todas as letras que Jesus é Deus. E por isso muitíssimo poucas Igrejas cristãs ensinam o contrário.
terça-feira, setembro 05, 2006
Um país de contrastes

Somos um país de contrastes. Dois milhões de portugueses vivem abaixo do limiar de pobreza. Temos um dos salários mínimos mais baixos da Europa. E no entanto, Portugal está entre os três países com mais televisões. Pelo menos um estudo do Eurobarómetro revela que apenas 1 por cento dos portugueses não tem televisor dentro de casa. À frente de Portugal só mesmo a Grécia e o Chipre. O estudo refere que 15 por cento das habitações têm, em simultâneo, aparelhos normais e de grandes dimensões (ecrãs gigantes).
O estudo não o diz mas depois há ainda os computadores com T. V., os vídeos, os DVDs, etc..
Sendo em si mesmos um bem, os meios de comunicação social, como outros meios, podem ajudar na elevação ou na degradação do ser humano. E, por isso, se utilizados de modo incorrecto ou para fins indignos do ser humano, causam verdadeiras desgraças.
Tantos e tantos indivíduos foram negativamente marcados pelo mau uso destes meios. Conheço vários casos de adolescentes que ficam quase toda a noite a ver os piores programas de televisão. E isto sem os pais darem por nada. Sem falar nos filmes, jogos e outros programas que promovem a degradação do ser humano: pornografia, perversões morais, violência, racismo e tantas outras coisas que contribuem para uma má formação do carácter e da personalidade dos indivíduos.
Não é por acaso que, tirando as nossas democracias liberais em que o que conta é sobretudo o lucro, os países têm leis que restringem a emissão de filmes e programas que possam contribuir para a degradação das pessoas, sobretudo da gente nova. E mesmo assim, volta e meia, ouvem-se os protestos de organizações responsáveis, perante a tentativa de imitar o que se passa nos nossos países ocidentais.
Por cá, os governos confiam na auto-regulação dos meios e o que se vê é uma luta desenfreada pelas audiências à custa de mais telelixo e teledegradação.
sábado, setembro 02, 2006
Reflexão para este Domingo
«Se eu tivesse de escrever um livro de moral com 100 páginas, deixaria 99 em branco.
Na última escreveria: só conheço um dever - o de amar»
Albert Camus
quinta-feira, agosto 31, 2006
Dar esperança aos doentes
Confesso que, embora já tenha alguma (muita?!) experiência nunca sei bem como hei-de fazer.
Daquela vez, fui chamado à pressa e logo me foi dito que o caso era gravíssimo. Não havia qualquer esperança. Uma trombose fulminante tinha derrubado um homem dos seus setenta anos. E o senhor que me havia chamado continuava com a mesma ladainha ao pé do doente. Tive que o mandar calar, embora a casa fosse dele.
O doente parecia não ter noção alguma do que se passava. Mas achei que o melhor era contar-lhe casos passados com pacientes iguais a ele. Como haviam recuperado e até um deles tinha mesmo casado após a doença e havia morrido com noventa e tal anos. Outro era casado e ainda vivia agora, tendo retomado a sua vida dentro dos limites da idade. E referi mais casos, todos eles verdadeiros.
Daí a uns meses, o referido doente começou a andar e ainda há pouco me disse que as minhas palavras foram o melhor remédio para superar a doença.
Entendo o que um sacerdote escreve em Migalhas também são Pão :
«Encontrei-o sentado. Olhos vidrados, no espaço, na dor, na vida. Amarelos, como o resto da face. Pijama vestido. Sofrimento vestido. No meio da conversa difícil pelos monossílabos constantes, a dor estava sempre presente. «Não aguento. Bem peço a Deus, mas não aguento. Que hei-de fazer? Diga-me, padre». Eu respondi: «Que hei-de eu dizer? Não tenho muitas palavras. Mas de uma coisa estou convencido: tudo na vida se leva melhor com alegria. Será mais fácil levar o sofrimento com alegria. Pesa menos. A alegria retira uns quilos de falta de força. Eu costumo dizer que devemos procurar a felicidade com o que temos. A felicidade que se procura com o que queremos ter é mais difícil alcançar. Se Jesus nos quer ver felizes e nos permite sofrer, é porque no meio do sofrimento também podemos ser felizes».
segunda-feira, agosto 14, 2006
Cessar fogo
Não havendo diálogo e capacidade de perdão, é de esperar novos episódios. E quem sofre é o povo simples e indefeso.
Até quando?
quarta-feira, julho 26, 2006
No Dia dos Avós

O texto que transcrevo de "Enfants de Partout", talvez nos ajude, na sua ingenuidade, a entender esta tão forte relação. Trata-se de uma composição de crianças de 8 anos sobre as suas avós.
«Uma avó é uma mulher que não tem filhos; por isso gosta dos filhos dos outros.
As avós não têm nada que fazer, é só estarem ali.
Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam as folhas bonitas nem as lagartas.
Nunca dizem: despacha-te. Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem atar-nos os sapatos.
Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo, ou uma fatia maior.
Uma avó de verdade nunca bate numa criança; zanga-se, mas a rir.
As avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes.
Quando nos lêem histórias nunca saltam bocados e não se importam de contar a mesma história várias vezes.
As avós são as únicas pessoas grandes que têm sempre tempo.
Não são tão fracas como elas dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós.
Toda a gente deve fazer o possível por ter uma avó, sobretudo se não tiver televisão».
Com nova roupagem
E isto porque estava a sair mal no FIREFOX.
Coisas da diversidade que hoje existe na internet!
sexta-feira, julho 21, 2006
Partido pedófilo
Os demais partidos pediram ao tribunal de Haia que impeça o partido de se candidatar às eleições nacionais de Novembro, com o argumento de que as crianças têm o direito de não serem ofendidas pela plataforma do partido.
«Liberdade de expressão, liberdade…de associação, incluindo a liberdade de formar um partido político, pode ser vista como a base de uma sociedade democrática», disse o juiz H. Hofhuis na sentença. «Estas liberdades dão aos cidadãos a oportunidade de, por exemplo, usar um partido político para pedir a revisão da Constituição, de uma lei ou de uma política», prosseguiu.
Pergunto:
Então também os assassinos e outros criminosos têm o direito de fundar partidos para mudarem as leis que os descriminalizem.
domingo, julho 16, 2006
Riqueza não é felicidade
Esta decerto também não está na pobreza mas sim numa vida sem grandes ambições.
"O pão nosso de cada dia", no âmbito material chega para a pessoa ficar satisfeita.
Ambições demasiadas só complicam.
Segundo um estudo da New Economics Foundation (NEC) e do grupo ambientalista Friends of the Earth, os latino-americanos, principalmente os colombianos, são mais felizes do que os cidadãos de países industrializados .
sexta-feira, julho 14, 2006
O suicídio
É sempre muito triste saber que esta ou aquela pessoa que conhecíamos se suicidou. As pessoas desejam viver e ter saúde. Desejar a morte e agir pondo em causa a própria vida é estranho e sintoma de doença.
Quando alguém pensa ou diz: «Não tenho razão para viver; Não tenho vontade de viver, preferia morrer, seria um alívio». Quando alguém, de modo ainda mais claro afirma: «Qualquer dia mato-me». Ou ainda, quando alguém, levado por um estado de desespero, agiu para preparar o acto de suicídio e o suspendeu, hesitou..., tentou e não o consumou, então há que ajudar essa pessoa a ultrapassar tal crise.
Desde logo é preciso tomar consciência de que na maioria dos casos as ideias de suicídio e o suicídio são uma manifestação de várias doenças psíquicas e muito em especial da depressão. Quem tenha passado por uma crise depressiva sabe muito bem o sofrimento, as tormentas que atravessou, mesmo que outros não possam entender as situações de desespero, de desinteresse, de fraqueza, de angústia, de culpa, de desapego à existência, de desespero máximo que pode culminar no suicídio.
Alguém que sofre ou tenha sofrido uma depressão grave sabe bem que os sentimentos de desespero e as ideias de suicídio são os sintomas mais assustadores. Resiste-se a uma grave doença física, mas é preciso muito mais coragem para enfrentar e vencer o sofrimento psíquico de uma grave depressão.
As ideias de suicídio, tal como outros sintomas da depressão, podem ser tratadas. Para que possa ser ajudado/a, o seu médico ou outros profissionais da saúde deverão saber o que se passa consigo, quais os seus pensamentos e sentimentos. Só se forem convenientemente informados, por si que sofre ou por alguém que melhor sabe do que se passa consigo, poderão tomar as medidas terapêuticas necessárias, ajustar a medicação ou modificar o tratamento.
O controle adequado de uma crise depressiva, a prevenção e a atenuação dos sintomas, fazem com que volte a acreditar na vida e a viver.
quinta-feira, junho 29, 2006
A experiência britânica parece repetir-se noutros países desenvolvidos, que, apesar de terem tido grandes aumentos de riqueza, têm registrado níveis de felicidade mais baixos nos últimos 50 anos. Nos Estados Unidos, cientistas sociais observaram uma queda gradativa nos níveis de satisfação em relação à vida nos últimos 25 anos.
A maioria dos entrevistados, 48%, disse que os amigos e familiares são o factor mais importante para a sua felicidade. Em segundo lugar, ficou a saúde, com 24%. O estado civil também parece ser um factor determinante na percepção de felicidade das pessoas, com os casados aparentemente mais satisfeitos. Cerca de metade dos entrevistados que eram casados disseram ser "muito felizes" enquanto apenas um quarto dos solteiros ou separados se considera assim.
Os entrevistadores também perguntaram às pessoas se o principal objectivo dos governos deveria ser tornar o país mais feliz ou mais rico e a resposta foi esmagadora: 81% disseram que a felicidade deveria ser a meta, contra 13% que disseram ser mais importante privilegiar a riqueza.
Em relação ao papel das escolas, 52% concordaram com a proposição de que mais ênfase deveria ser colocada em ensinar os alunos a ter uma vida feliz e não em educá-los para o ambiente de trabalho. Outros 43% discordaram.
Quando pediram aos entrevistados para avaliar se a vizinhança onde moravam era mais ou menos "amigável" do que dez anos atrás, 43% disseram que as pessoas a seu redor eram menos amigáveis; apenas 22% afirmaram estar cercadas de pessoas mais amigáveis.
terça-feira, junho 20, 2006
Os Bispos portugueses continuam reunidos em Fátima, nas Jornadas Pastorais da Conferência Episcopal Portuguesa, que este ano propõem uma descoberta das novas tecnologias. A iniciativas, que reúne ainda outros representantes das Dioceses do país, é dedicada ao tema «Deus na “rede”: formas do religioso na Internet».
A relação entre as novas tecnologias e a evangelização, o impacto global da Internet, experiências de formação e acompanhamento espiritual através dos novos suportes tecnológicos, a profusão do religioso no espaço virtual e a comunidade eclesial em Portugal são alguns dos assuntos em destaque.
O director do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja, Pe. António Rego, explica à Agência ECCLESIA que os Bispos têm visto demonstrações das novas tecnologias, com dispositivos multimédia, e foram ontem guiados, por exemplo, numa visita virtual ao Estado da Cidade do Vaticano.
“A ideia foi expor um conceito alargado e mais moderno de Media, hoje, que tem a ver com as novas tecnologias”, assinala.
D. Manuel Clemente, presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, que coordena os trabalhos, referiu ontem que a Internet deve ser encarada pelos católicos com "juízo crítico" mas como "algo benéfico" para a sociedade de hoje.
Na apresentação que fez aos membros da CEP, o Pe. António Rego lembrou que vivemos numa sociedade marcada pela “omnipresença dos Media”, que exige de qualquer presença da Igreja uma permanente actualização de conteúdos.
CD, DVD, Site, RSS, Podcast, Blogue, mail, motor de busca, SMS, Plasma, Mupies, outdoors, satélites, GPS, Fotos do telemóvel ou nova geração são algumas das realidades com que os Bispos portugueses se irão familiarizar até ao próximo dia 22.
De ECCLESIA
terça-feira, junho 13, 2006
O controlo do Estado
Está a ser muito citado, e com razão, um texto do escritor espanhol Javier Marías:
(Javier Marías, no El Pais, de 8 de Janeiro passado.)
quinta-feira, junho 01, 2006
Dia Mundial da Criança
Leio num jornal da região – o Jornal de Leiria – um extenso artigo intitulado «Os pequenos tiranos». Chama a atenção para a inversão de papéis que alguns pais aceitam no dia-a-dia, na sua relação com os filhos. E depois sofrem as consequências. «Essas crianças têm pais super-protectores. Normalmente são inteligentes e, a determinada altura, procuram testar os adultos para estabelecer os seus limites". A falta do "não" no dia-a-dia das crianças ajuda-os a formar a sua personalidade tirana. Segundo o pediatra Bilhota Xavier, os pais que não sabem dizer não "não são amigos dos filhos".
Outras vezes os pais não estão para se aborrecer. Fazem todas as vontades aos filhos ou deixam-nos ao Deus-dará com consequências nefastas para o seu comportamento.
Depois ainda são capazes de acusar os professores ou outros educadores quando as coisas correm mal.
A reportagem que há dias foi mostrada numa escola dos arrabaldes de Lisboa veio pôr-nos diante dos olhos a incapacidade dos professores exercerem a sua missão. Pode vir a senhora Ministra dizer que a culpa da indisciplina e maus resultados das escolas é dos professores. Eles têm as costas largas. Mas os verdadeiros culpados são muitas famílias e as más políticas de sucessivos Ministérios ditos da Educação.
A investigação psicossocial tem demonstrado que os três primeiros anos de vida são essenciais para o desenvolvimento da personalidade e que uma relação precoce fiável, com figuras adultas seguras e estáveis, é o primeiro passo para assegurar um futuro sem dificuldades. «Em países sem uma política coerente e integrada, como Portugal, é natural que surjam, com mais frequência do que noutros locais, problemas ligados à criança e à família. Se não formos capazes de, precocemente, proteger e ajudar a crescer as crianças, não seremos capazes de ter escolas a funcionar, por mais formação que dermos aos professores; continuaremos a ter os tribunais de crianças e jovens a abarrotar de processos de difícil resolução; e os serviços de saúde continuarão a ter mais casos de mau prognóstico, afinal susceptíveis de terem sido prevenidos». Palavras sensatas escritas pelo Dr. Daniel Sampaio, um pediatra de grande pestígio.
