domingo, julho 16, 2006

Riqueza não é felicidade

Ora vejam! Confirma-se o ditado de que não é na riqueza que está a felicidade.
Esta decerto também não está na pobreza mas sim numa vida sem grandes ambições.
"O pão nosso de cada dia", no âmbito material chega para a pessoa ficar satisfeita.
Ambições demasiadas só complicam.

Segundo um estudo da New Economics Foundation (NEC) e do grupo ambientalista Friends of the Earth, os latino-americanos, principalmente os colombianos, são mais felizes do que os cidadãos de países industrializados .
A pesquisa foi realizada em 178 povos do planeta, A taxa de satisfação foi calculada baseada no quão feliz está um cidadão com sua vida. Segundo o estudo, divulgado pela agência Ansa, a Colômbia apresenta uma taxa de felicidade de 67,2% na classificação, que é liderada pelas ilhas de Vanatu com 68,2%. Logo após a Colômbia, estão Costa Rica (66%), República Dominicana (64,5%) e Panamá (63,5%).

sexta-feira, julho 14, 2006

O suicídio


É sempre muito triste saber que esta ou aquela pessoa que conhecíamos se suicidou. As pessoas desejam viver e ter saúde. Desejar a morte e agir pondo em causa a própria vida é estranho e sintoma de doença.

Quando alguém pensa ou diz: «Não tenho razão para viver; Não tenho vontade de viver, preferia morrer, seria um alívio». Quando alguém, de modo ainda mais claro afirma: «Qualquer dia mato-me». Ou ainda, quando alguém, levado por um estado de desespero, agiu para preparar o acto de suicídio e o suspendeu, hesitou..., tentou e não o consumou, então há que ajudar essa pessoa a ultrapassar tal crise.

Desde logo é preciso tomar consciência de que na maioria dos casos as ideias de suicídio e o suicídio são uma manifestação de várias doenças psíquicas e muito em especial da depressão. Quem tenha passado por uma crise depressiva sabe muito bem o sofrimento, as tormentas que atravessou, mesmo que outros não possam entender as situações de desespero, de desinteresse, de fraqueza, de angústia, de culpa, de desapego à existência, de desespero máximo que pode culminar no suicídio.

Alguém que sofre ou tenha sofrido uma depressão grave sabe bem que os sentimentos de desespero e as ideias de suicídio são os sintomas mais assustadores. Resiste-se a uma grave doença física, mas é preciso muito mais coragem para enfrentar e vencer o sofrimento psíquico de uma grave depressão.

As ideias de suicídio, tal como outros sintomas da depressão, podem ser tratadas. Para que possa ser ajudado/a, o seu médico ou outros profissionais da saúde deverão saber o que se passa consigo, quais os seus pensamentos e sentimentos. Só se forem convenientemente informados, por si que sofre ou por alguém que melhor sabe do que se passa consigo, poderão tomar as medidas terapêuticas necessárias, ajustar a medicação ou modificar o tratamento.
O controle adequado de uma crise depressiva, a prevenção e a atenuação dos sintomas, fazem com que volte a acreditar na vida e a viver.

quinta-feira, junho 29, 2006

Dinheiro e felicidade


Apesar de três vezes mais ricos do que nos anos 50, os britânicos sentem-se hoje menos felizes do que se diziam naquela época, indica um estudo encomendado pela BBC. A proporção de pessoas entrevistadas que disseram ser "muito felizes" caiu de 52%, em 1957, para 36% actualmente, de acordo com o levantamento feito pelo instituto GfK NOP. Outros estudos feitos na década de 50 mostram que havia mais felicidade na Grã-Bretanha do pós-guerra do que na actual, sugerindo que o aumento da riqueza não tornou os britânicos mais satisfeitos com a própria vida.

A experiência britânica parece repetir-se noutros países desenvolvidos, que, apesar de terem tido grandes aumentos de riqueza, têm registrado níveis de felicidade mais baixos nos últimos 50 anos. Nos Estados Unidos, cientistas sociais observaram uma queda gradativa nos níveis de satisfação em relação à vida nos últimos 25 anos.

A maioria dos entrevistados, 48%, disse que os amigos e familiares são o factor mais importante para a sua felicidade. Em segundo lugar, ficou a saúde, com 24%. O estado civil também parece ser um factor determinante na percepção de felicidade das pessoas, com os casados aparentemente mais satisfeitos. Cerca de metade dos entrevistados que eram casados disseram ser "muito felizes" enquanto apenas um quarto dos solteiros ou separados se considera assim.

Os entrevistadores também perguntaram às pessoas se o principal objectivo dos governos deveria ser tornar o país mais feliz ou mais rico e a resposta foi esmagadora: 81% disseram que a felicidade deveria ser a meta, contra 13% que disseram ser mais importante privilegiar a riqueza.
Em relação ao papel das escolas, 52% concordaram com a proposição de que mais ênfase deveria ser colocada em ensinar os alunos a ter uma vida feliz e não em educá-los para o ambiente de trabalho. Outros 43% discordaram.

Quando pediram aos entrevistados para avaliar se a vizinhança onde moravam era mais ou menos "amigável" do que dez anos atrás, 43% disseram que as pessoas a seu redor eram menos amigáveis; apenas 22% afirmaram estar cercadas de pessoas mais amigáveis.

terça-feira, junho 20, 2006

Bispos portugueses à descoberta das novas tecnologias

Os Bispos portugueses continuam reunidos em Fátima, nas Jornadas Pastorais da Conferência Episcopal Portuguesa, que este ano propõem uma descoberta das novas tecnologias. A iniciativas, que reúne ainda outros representantes das Dioceses do país, é dedicada ao tema «Deus na “rede”: formas do religioso na Internet».

A relação entre as novas tecnologias e a evangelização, o impacto global da Internet, experiências de formação e acompanhamento espiritual através dos novos suportes tecnológicos, a profusão do religioso no espaço virtual e a comunidade eclesial em Portugal são alguns dos assuntos em destaque.

O director do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja, Pe. António Rego, explica à Agência ECCLESIA que os Bispos têm visto demonstrações das novas tecnologias, com dispositivos multimédia, e foram ontem guiados, por exemplo, numa visita virtual ao Estado da Cidade do Vaticano.

“A ideia foi expor um conceito alargado e mais moderno de Media, hoje, que tem a ver com as novas tecnologias”, assinala.

D. Manuel Clemente, presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, que coordena os trabalhos, referiu ontem que a Internet deve ser encarada pelos católicos com "juízo crítico" mas como "algo benéfico" para a sociedade de hoje.

Na apresentação que fez aos membros da CEP, o Pe. António Rego lembrou que vivemos numa sociedade marcada pela “omnipresença dos Media”, que exige de qualquer presença da Igreja uma permanente actualização de conteúdos.

CD, DVD, Site, RSS, Podcast, Blogue, mail, motor de busca, SMS, Plasma, Mupies, outdoors, satélites, GPS, Fotos do telemóvel ou nova geração são algumas das realidades com que os Bispos portugueses se irão familiarizar até ao próximo dia 22.

De ECCLESIA

terça-feira, junho 13, 2006

O controlo do Estado

Mas que democracia é esta ?!
Este governo está a dar razão a muito boa gente que diz que hoje somos ainda mais controlados que no tempo do fascismo. Agora até nos querem proibir de entrar nos comboios, restaurantes ou cafés se formos fumadores. Nem os patrões desses estabelecimentos já têm direito decisório.
Também o ensino foi quase completamente controlado pelo estado. E muitas e muitas outras coisas que agora não digo. Diz-se muito mal do Salazar mas esta democracia parece ainda pior.
Logo a seguir à revolução de Abril, que recebi de braços abertos, conheci um presidente da câmara que me chegou a dizer: «Fui eleito pelo povo, tenho o direito de controlar tudo no concelho. Até a Igreja se devia sujeitar ao meu poder».

Está a ser muito citado, e com razão, um texto do escritor espanhol Javier Marías:

«Parece que en los actuales tiempos no existe Gobierno, casi ni Estado, sin tendencias totalitarias. Da lo mismo que sea de derechas, centro o izquierdas, que tenga mayoría absoluta o pelada, que sea americano, europeo, africano o asiático, que haya alcanzado el poder en las urnas o mediante un golpe. La idea antigua de que sólo las dictaduras eran totalitarias resulta ingenua, porque el totalitarismo consiste, sobre todo, en la intromisión de los Gobiernos en todas las esferas de la sociedad, en el afán de regularlo, controlarlo e intervenir en todo, de condicionar la vida de los ciudadanos e influir en ella, en no dejarles apenas márgenes de libertad y decirles cómo han de comportarse y organizarse, no sólo en lo público y común, sino asimismo en lo personal y privado. Y de la misma manera que se va perdiendo la creencia de que las diferencias entre particulares puedan dirimirse sin recurrir a un juez, y así los países se llenan de denuncias y pleitos, también se está perdiendo una noción importantísima para las sociedades libres, a saber: que no todo tiene que estar regulado y supervisado por instancias superiores; que el Estado no tiene derecho a opinar de todo y menos aún a dictar normas para cualquier actividad, iniciativa o costumbre. Y al perderse esa noción se le cede todo el campo al Gobierno de turno (lo que todo Gobierno desea), con la consiguiente renuncia de los individuos a sus criterios, su participación y su autonomía. Un suicidio.»
(Javier Marías, no El Pais, de 8 de Janeiro passado.)

quinta-feira, junho 01, 2006

Dia Mundial da Criança

Pequenos tiranos


Leio num jornal da região – o Jornal de Leiria – um extenso artigo intitulado «Os pequenos tiranos». Chama a atenção para a inversão de papéis que alguns pais aceitam no dia-a-dia, na sua relação com os filhos. E depois sofrem as consequências. «Essas crianças têm pais super-protectores. Normalmente são inteligentes e, a determinada altura, procuram testar os adultos para estabelecer os seus limites". A falta do "não" no dia-a-dia das crianças ajuda-os a formar a sua personalidade tirana. Segundo o pediatra Bilhota Xavier, os pais que não sabem dizer não "não são amigos dos filhos".
Outras vezes os pais não estão para se aborrecer. Fazem todas as vontades aos filhos ou deixam-nos ao Deus-dará com consequências nefastas para o seu comportamento.
Depois ainda são capazes de acusar os professores ou outros educadores quando as coisas correm mal.
A reportagem que há dias foi mostrada numa escola dos arrabaldes de Lisboa veio pôr-nos diante dos olhos a incapacidade dos professores exercerem a sua missão. Pode vir a senhora Ministra dizer que a culpa da indisciplina e maus resultados das escolas é dos professores. Eles têm as costas largas. Mas os verdadeiros culpados são muitas famílias e as más políticas de sucessivos Ministérios ditos da Educação.
A investigação psicossocial tem demonstrado que os três primeiros anos de vida são essenciais para o desenvolvimento da personalidade e que uma relação precoce fiável, com figuras adultas seguras e estáveis, é o primeiro passo para assegurar um futuro sem dificuldades. «Em países sem uma política coerente e integrada, como Portugal, é natural que surjam, com mais frequência do que noutros locais, problemas ligados à criança e à família. Se não formos capazes de, precocemente, proteger e ajudar a crescer as crianças, não seremos capazes de ter escolas a funcionar, por mais formação que dermos aos professores; continuaremos a ter os tribunais de crianças e jovens a abarrotar de processos de difícil resolução; e os serviços de saúde continuarão a ter mais casos de mau prognóstico, afinal susceptíveis de terem sido prevenidos». Palavras sensatas escritas pelo Dr. Daniel Sampaio, um pediatra de grande pestígio.

quarta-feira, maio 24, 2006

No país do laicismo

A mais valia das religiões



Num livro-entrevista, intitulado "A República, as religiões e a esperança", o Ministro do Interior da França, Nicolás Sarkozy, aborda o tema da religião e manifesta que esta "oferece algo que o Estado não pode dar".


Sarkozy é considerado por vários sectores da sociedade um dos candidatos com maior probabilidade a se tornar o próximo Presidente da França, um dos países mais secularizados da Europa. No mencionado livro reflecte sobre o tema do laicismo, mas não deixa de lado temas como a fé, as personalidades espirituais que marcaram a sua vida, a Igreja Católica, as convicções que quer transmitir a seus filhos, assim como sobre os valores da religião num país laico.


O primeiro ministro afirma que "a religião oferece um grande serviço à sociedade, dota os homens da esperança espiritual que o Estado não pode lhes dar", por isso em sua opinião, o conceito de laicismo deve ser "profundamente revisto, pois acreditar que o Estado pode permanecer totalmente indiferente ao facto religioso é uma posição desmentida constantemente pela realidade da vida".


No referido livro Sarkozy explica que se deveria "voltar a uma laicidade activa, não passiva. Devemos dizer abertamente que hoje em dia é mais importante abrir lugares de culto nas grandes áreas urbanas que inaugurar lugares desportivos, também utilíssimos. Devemos conseguir que se convertam nos ideais para a juventude que cresce, para todos esses jovens que não têm ideais. Esse é o grande desafio".


Em referência às estritas normas que falam da separação entre Igreja e Estado, Sarkozy afirma que estas deveriam ser modificadas, pois opina que se trata de "uma questão que não é conjuntural nem episódica, a do financiamento das três grandes religiões da França. Admitamos sem hipocrisia; há uma contradição entre a vontade de reconhecer as religiões como um factor positivo na sociedade e depois negar-lhes qualquer forma de financiamento público".

sábado, maio 20, 2006

1.º Aniversário

Ad multos!...



Parece mentira mas já lá vai um ano.
Se valeu a pena a «brincadeira», poderão dizê-lo os leitores.


O contador marca 23.400 visitas.

11o postas é o equivalente a duas por semana.
O que já não é mau.
Por isso irei continuar, se Deus me der saúde.

Um obrigado a todos os aqui vieram.
E que continuem.

domingo, maio 14, 2006

Opus Dei

Uma opinião isenta

Ontem vi a reportagem da SIC sobre o Opus Dei e gostei.
Pareceu-me isenta e objectiva: ouviu as pessoas, não fez grandes comentários.
Por outro lado, quis também mostrar-nos o que pensam os que abandonaram a Obra.
Bom jornalismo, me pareceu.

Gostei de ver membros desta organização cristã a relatarem o que a obra lhes trouxe de positivo para a sua vida espiritual. Falaram várias pessoas: um banqueiro, um político, alguns padres, um juiz, um advogado, um futebolista, um motorista, uma estudante, uma médica, um professor e uma trabalhadora doméstica, entre outros.

Numa reportagem sem preconceitos, a SIC ouviu também pessoas que saíram do Opus Dei, visitou escolas, lares universitários, centros ligados à obra e foi autorizada a recolher imagens inéditas do retiro espiritual de um grupo de membros numerários. O secretismo, a educação, a influência na política ou na economia, as mulheres, a disciplina, a espiritualidade, a mortificação, a vocação... temas abordados com exemplos concretos, na primeira pessoa: o banqueiro Jorge Jardim Gonçalves, o deputado Mota Amaral, o jogador Nelson Alves, o juiz Eduardo Lucas Coelho, o advogado José António Ramalho, a médica Teresa Ferro, o vigário regional do Opus Dei, Pe. José Rafael Espírito Santo, entre outros testemunhos. A SIC ouviu também o historiador António Matos Ferreira, especialista em cristianismo contemporâneo e o cardeal português D. José Saraiva Martins, prefeito da Congregação para a Causa dos Santos quando foi promulgada a canonização de S. Josemaría Escrivá de Balaguer, fundador do Opus Dei.

As auto-flagelações com cilício e chibata não foram escondidas o que acho bem, mas muitas pessoas irão achar que isso é que é fundamental na obra. E penso que é pena.
Eu também não gosto desta espiritualidade de mortificação do corpo, embora ainda há dias tenha conversado com duas irmãs religiosas sobre o assunto e ficado a saber que elas também usam o cilício.
Isto pode ser que dê matéria para outro post.

Goste-se ou não se goste da sua espiritualidade, o certo é que o Opus Dei é uma organização católica e como tal a temos de respeitar. Tem o seu lugar na Igreja e só Deus é que tem o direito de julgar.

sábado, maio 13, 2006

13 de Maio

Fátima incomoda

Ouço na rádio que Fátima teve hoje uma das maiores enchentes de peregrinos da sua história.
Por estes dias li e ouvi muitas coisas sobre Fátima, sobretudo a propósito das muitas pessoas que foram passando a pé.
Deixo aqui um resumo e o meu respectivo comentário:


1. As aparições de Fátima não passam de um embuste.
Como explicar que três crianças tenham mantido a ideia de terem visto Nossa Senhora, apesar de tanta prova que tiveram de enfrentar?!
Será que o que viram foi uma extraterrestre trazida por um OVNI, como afirmam Fina d'Armada e Joaquim Fernandes!!!

2. Fátima nada tem a ver com Cristo. Se tivesse não iam lá adorar uma imagem.
Esta fobia aos santos e às imagens cheira ao protestantismo mais retrógrado.
Leiam a Bíblia e vejam a história do cristianismo e digam se acham normal que Cristo tenha deixado a maioria dos cristãos viver na idolatria dos santos.

3. As pessoas vão a Fátima para «comprar» Deus e os santos com promessas.
Recomendo que leiam o capítulo 18, versículo 18 dos Actos dos Apóstolos e vejam que os votos e promessas não são radicalmente anticristãos.

4. As autoridades eclesiásticas nada têm feito para contrariar estas formas de religiosidade supersticiosa e anticristã.
Criticar é fácil mas o que não é fácil é levar os outros a terem a mesma forma de exprimir a Fé. Alguma coisa se tem feito no sentido de educar as pessoas, mas a minha visão intelectual e purista de ver e viver a Fé cristã não a posso impor aos outros.
Isso já se fez noutros tempos e o que ficou foi a vergonha da caça às bruxas e dos tribunais inquisitoriais.

domingo, maio 07, 2006

Dia da Mãe

As mais antigas celebrações do Dia da Mãe remontam às comemorações primaveris da Grécia Antiga, em honra de Rhea, mulher de Cronos e Mãe dos Deuses. Em Roma, as festas comemorativas do Dia da Mãe eram dedicadas a Cybele, a Mãe dos Deuses romanos, e as cerimónias em sua homenagem começaram por volta de 250 anos antes do nascimento de Cristo.

Mas foi nos Estados Unidos que se lutou, nos finais do século XIX e princípios do século XX, pela criação de um Dia da Mãe. A ideia partiu de Anna Jarvis, que em 1904, quando a sua mãe morreu, chamou a atenção na igreja de Grafton para um dia especialmente dedicado a todas as mães. Três anos depois, a 10 de Maio de 1907, foi celebrado o primeiro Dia da Mãe, na igreja de Grafton, reunindo praticamente família e amigos. Nessa ocasião, a sra. Jarvis enviou para a igreja 500 cravos brancos, que deviam ser usados por todos, e que simbolizavam as virtudes da maternidade: a beleza e doação de todas as mães.

A comemoração espalhou-se um pouco por todo o lado e, hoje em dia, serão poucos os povos que não celebram o Dia da Mãe.
E é bom que assim seja. Não só porque as Mães merecem isso e muito mais, mas para nos contrapormos a uma cultura anti-família e anti-vida que pouco a pouco vai tomando conta da nossa sociedade. Basta vermos o que se está a passar na vizinha Espanha. Na esteira das alterações legais sobre o casamento e a filiação adoptiva, agora permitidos entre pessoas do mesmo sexo, os actuais governantes substituiram os "ultrapassados" termos PAI e MÃE por – imagine-se! – PROGENITOR A e PROGENITOR B…
Numa cultura assim, mães e pais não passam de reprodutores. Nem o comunismo nem o nazismo tinham chegado tão longe!

A fúria dissolvente dos valores familiares está de vento em popa. A continuar assim, vão multiplicar-se as instituições de acolhimento de crianças e adolescentes sem pais que os eduquem. E faltar-lhes-ão a ternura e o amor que só os pais, e especialmente as mães, sabem dar. E teremos multiplicados os problemas de falta de inserção social e de violência e crime.
Deus queira que me engane!

segunda-feira, maio 01, 2006

"Crime do Padre Amaro"

Demasiado negativista



Estive ontem a ver o 1.º episódio do "Crime do Padre Amaro" da SIC e não gostei.
Isto de insistir em retratar a nossa sociedade tão negativamente só pode dar uvas azedas.
O filme pretende actualizar a narrativa de Eça de Quirós. Mas, quanto a mim, perde muito em relação àquela.

Mostra um retrato demasiado irreal da Igreja e da sociedade de hoje. Com obras destas temos todos os motivos para ficarmos ainda mais deprimidos.

E qual é o objectivo de tal obra?
Audiência, lucro.
Só isto é pouco demais, penso.

Gostava de saber se os meus leitores concordam comigo ou vêem pontos poditivos que eu não consegui vislumbrar.

sábado, abril 22, 2006

Ainda o preservativo!...


Acho "estranho" que os meios de comunicação social continuem a dar relevo a declarações de dignitários da Igreja sobre o preservativo como "mal menor". Já ouvi isso tantas vezes que acho que dizer o contrário (há alguém que o diga?!) é que era notícia.
Será que as declarações de D. Martini são assim tão revolucionárias?
Transcrevo-as em parte:


«O arcebispo emérito de Milão considerou que, na luta contra a sida, o uso do preservativo pode constituir, «nalgumas situações, um mal menor» e recordou os casais em que um dos cônjuges sofre da doença.
Estas opiniões são expressas pelo cardeal Carlo Maria Martini durante uma longa conversa com o cirurgião Ignazio Marino, publicada hoje no semanário italiano «L¿Espresso» e em que tratam, entre outros, assuntos como as células estaminais, a fecundação assistida e as adopções.
Ao abordar o tema da Sida e a sua expansão, o jesuíta assinala que «há que fazer tudo para combater» a doença.
«Sem dúvida, a utilização do preservativo pode constituir nalgumas situações um mal menor», se, por exemplo, «um dos esposos padecer de sida, fica obrigado a proteger o outro e este deve poder proteger-se».
Religioso e médico falam também de fecundação assistida, dos embriões congelados durante anos sem que se decida o seu destino e a possibilidade de uma mulher ser fecundada com o sémen de um terceiro na impossibilidade de o ser com o do seu cônjuge.
Martini declara-se «prudente» ao falar sobre a fecundação através de uma dador, tal como quando se trata de decidir «sobre a sorte dos embriões, de outra forma, destinados a morrer e cuja implantação no útero de uma mulher, ainda que solteira, pareceria preferível à pura e simples destruição».

quinta-feira, abril 20, 2006

Jornalismo a metro!!!

Vaticano actualiza lista dos pecados modernos


<«Passar muitas horas a ver televisão, fazer buscas na Internet ou simplesmente ler o jornal são actividades consideradas pelo Vaticano como «novos pecados», de acordo com a nova orientação enunciada pelo cardeal Francis Stafford».

Estava escrito no «Diário Digital». Assim mesmo!...
Burrice do jornalista pois a agência dizia que o excesso, que fazia descurar os deveres, é que devia ser considerado pecado.

Nada de novo no discurso do delegado do Papa que apresentou uma série de perguntas, em exame de consciência, ajudando a preparar os fiéis antes de se aproximarem do sacramento da penitência.
Dessas questões fazem parte a forma como se passa o tempo, exemplificando-se o caso do tempo despendido com os media em comparação com o tempo a «meditar e a ler a sagrada escritura».

sábado, abril 08, 2006

Parábola actual

Um jovem à prova


Era uma vez um jovem que recebeu do rei a tarefa de levar uma mensagem e alguns diamantes a um outro rei de uma terra distante.
Recebeu também o melhor cavalo do reino para o transportar na jornada..
«Cuida do mais importante e cumprirás a missão»! - disse o soberano ao despedir-se.
Assim, o jovem preparou o seu alforje, escondeu a mensagem na bainha da calça e colocou as pedras numa bolsa de couro amarrada à cintura, sob as vestes.
Pela manhã, bem cedo, sumiu no horizonte.
E não pensava sequer em falhar.
Queria que todo o reino soubesse que era um nobre e valente rapaz, pronto para desposar a princesa.
Aliás, esse era o seu sonho e parecia que a princesa correspondia às suas esperanças.
Para cumprir rapidamente sua tarefa, por vezes deixava a estrada e procurava atalhos que sacrificavam sua montaria.
Assim, exigia o máximo do animal.
Quando parava numa estalagem, deixava o cavalo ao relento, não o aliviava da sela e nem da carga, tampouco se preocupava em dar-lhe de beber ou providenciar alguma ração.
«Assim, meu jovem, acabas perdendo o animal», disse alguém.
«Não me importo», respondeu ele. «Tenho dinheiro. Se este morrer, compro outro».
Com o passar dos dias e sob tamanho esforço, o pobre animal não
suportando mais os maus-tratos, caiu morto na estrada.
O jovem simplesmente o amaldiçoou e seguiu o caminho a pé. Acontece que nessa parte do país havia poucas habitações e eram muito distantes umas das outras.
Passadas algumas horas, ele se deu conta da falta que lhe fazia o animal. Estava exausto e sedento.
Já havia deixado pelo caminho toda a tralha, com exceção das pedras, pois lembrava-se da recomendação do rei:
"Cuida do mais importante!"
Seu passo se tornou curto e lento.
As paragens, frequentes e longas.
Como sabia que poderia cair a qualquer momento e temendo ser assaltado, escondeu as pedras no salto de sua bota.
Mais tarde, caiu exausto no pó da estrada, onde ficou sem sentidos.
Para sua sorte, uma caravana de mercadores que seguia viagem para o seu reino, o encontrou e cuidou dele. Ao recobrar os sentidos, encontrou-se de volta à sua cidade. Imediatamente foi ter com o rei para contar o que havia acontecido e com a maior desfaçatez, colocou toda a culpa do insucesso nas costas do cavalo "fraco e doente" que recebera.
«Porém, majestade, conforme me recomendaste, dizendo "cuida do mais
importante", aqui estão as pedras que me confiaste».
Devolvo-tas todas. Não perdi uma sequer.
O rei recebeu-as com tristeza e o mandou embora, mostrando completa frieza diante de seus argumentos.
Abatido, o jovem deixou o palácio arrasado.
Em casa, ao tirar a roupa suja, encontrou na bainha da calça a mensagem do rei, que dizia:
"Ao meu irmão, rei da terra do Norte! O jovem que te envio é candidato a casar com minha filha.
Esta jornada é uma prova. Dei-lhe alguns diamantes e um bom cavalo.
Recomendei que cuidasse do mais importante. Faz-me, portanto, este grande favor e verifica o estado do cavalo.
Se o animal estiver forte e viçoso, saberei que o jovem aprecia a fidelidade e força de quem o auxilia na jornada. Se porém, perder o animal e apenas guardar as pedras, não será um bom marido nem rei, pois terá olhos apenas para o tesouro do reino e não dará importância à rainha nem àqueles que o servem".

sexta-feira, março 24, 2006

Sondagem

Igreja Católica


Uma sondagem publicada pelo jornal italiano «La Reppublica» revela que «Igreja Católica» é a expressão que provoca mais reacções positivas nos inquiridos de todas as tendências políticas, com 77,4 por cento de aprovação, seguida de «Europa» (com 76,3%), «sindicalismo» (51,1%), «patronato» (51%) e «Estados Unidos» (48,7%).
Nesta sondagem foram interrogadas 1534 pessoas, consideradas representativas da população italiana, entre 20 e 22 de Março.

quarta-feira, março 22, 2006

A minha doença foi uma bênção

Testemunho
Hesitei ao escrever o desbafo da minha confidente. Mas é a verdade e não podemos ter medo da verdade!

Não é fácil descrever o que aconteceu naquela família, quando a D. Zulmira foi hospitalizada. O diagnóstico era reservado e o marido foi logo prevenido de que, a ficar boa, a esposa tinha para mais de um ano de tratamento.

O filho mais velho tinha entrado há pouco para a universidade e a mais nova estava no 6º ano. Havia ainda um outro filho de uns 15 anos, que também estudava.

Toda a família a ia visitar ao hospital. E a doente é que tinha de dar ânimo aos filhos, ao marido e até a outros familiares.

Em casa, nos primeiros tempos, era uma anarquia. Quem é que havia de fazer o comer? Depois era preciso lavar, varrer, limpar. A mãe estava no hospital. A avó aparecia por lá, mas estava tão nervosa como os netos e o genro.

– Façam só o indispensável. Para a semana tenho fé que já vou para casa.

A Zulmira sabia que a sua doença não é das que passam em poucos dias, mas tinha fé que a Senhora de Fátima sabia o que era a falta duma mãe numa casa. Para além disso era preciso incutir fé e coragem na sua família.

– Rezem o terço todos os dias para que Nossa Senhora me ponha boa. E não deixem de ir à Missa.

O filho mais velho tomou aquelas palavras para ele. As mais das vezes ficava na cama, em vez de se levantar para cumprir o preceito dominical.

Foram mais de três meses no hospital e depois tratamentos de quimioterapia.
Mas pouco a pouco tudo ia sendo feito naquela casa. Até a mais nova já cozinhava, lavava e varria, quando chegava a sua vez. E todos os dias havia tempo para rezar naquela casa. O universitário de novo se acostumou a levantar cedo ao Domingo para ir à Missa.
A coragem e fé da mãe superou o mal ruim. E a família tinha amadurecido em todos os sentidos. Passados mais de 3 anos, tive ocasião de ouvir daquela senhora que a doença tinha unido os membros da família não só entre si mas também com Deus.

Daí que me tenha dito que no seu caso a doença havia sido uma bênção de Deus.

domingo, março 19, 2006

Seminários cheios

Na República Socialista do Vietnam está a dar-se um fenómeno admirável: cada vez aumenta mais o número de candidatos aos seminários.
De acordo com o Cardeal local, «na arquidiocese de Saigão há muitos jovens seminaristas cheios de fervor e os professores são muito dedicados ao seu trabalho». Mas o elevado número de seminaristas – 230 – acarreta uma lógica falta de espaço onde viver e ter aulas, além da «escassez de professores especializados».
Em 2005 o governo permitiu a admissão de todos os candidatos propostos pelas dioceses – no passado não autorizava mais que 10 ou 15 pessoas cada vez. E no princípio de 2006 o governo deu permissão ao seminário para abrir uma «sucursal» na antiga sede da escola teológica da cidade de Long Khanh – na diocese de Xuan Loc –, mas vai ser preciso muito tempo e recursos para a adequação do edifício.
Por outro lado, na diocese de Hanói, as coisas ainda são mais complicadas: há 235 estudantes no seminário e não há lugar suficiente para pessoas, estudos e actividades complementares.
O Vietnam tem mais de 80 milhões de habitantes e os católicos no país andam por volta de 6 milhões de fiéis, entre os quais a prática religiosa é muito elevada (80%-90%). A Santa Sé e o Vietnam não têm relações diplomáticas, mas tem havido sinais de aproximação.

sexta-feira, março 10, 2006

Praticantes de religião

Se fosse verdade!!!

Um estudo «Os Praticantes de Religião», há pouco tempo apresentado pela Marktest, contabiliza em 4,7 milhões os residentes no Continente com 15 e mais anos que afirmam praticar uma religião, um número que representa 57 por cento da população.
No Litoral Norte encontra-se o maior número de praticantes: 77 por cento dos residentes. Já no Sul encontra-se o menor valor: 36 por cento. Entre as mulheres observam-se valores superiores à média, da ordem dos 65 por cento. A prática religiosa aumenta com a idade. Se 47 por cento dos indivíduos entre os 15 e os 17 anos se afirmam praticantes de religião, essa cifra atinge os 73 por cento acima dos 64 anos. Quanto às classes sociais, são os indivíduos da classe baixa os mais praticantes, com 67 por cento, face aos 46 por cento registados junto das classes alta e média alta. Por ocupação, as domésticas são o grupo que se revela mais praticante, com 71 por cento, face aos 44 por cento dos estudantes, os menos praticantes.
Se fosse verdade, não estávamos nada mal!
O pior é que cada qual "pratica" a religião à sua maneira...

sábado, março 04, 2006

Beijos na via pública

terão penas de prisão


Dizem as Agências de Notícias que a Câmara de Representantes em Jacarta está a debater legislação que, a ser aprovada, pune com penas de prisão até cinco anos e multas de 250 milhões de rupias (cerca de 24 mil euros) quem for surpreendido a beijar-se na via pública, apresentar-se nu em público ou dançar de forma ostensivamente erótica nas discotecas existentes em Bali.
Segundo a agência noticiosa indonésia ANTARA, citada pela Lusa, os dirigentes locais consideram que a aprovação da legislação, que proíbe designadamente os beijos na via pública, a nudez e as danças eróticas, vai afectar a indústria do turismo na ilha, já abalada pelos atentados terroristas de 2002 e 2005.

«Nós, líderes das aldeias tradicionais, decidimos opormo-nos à lei», sintetizou Dewa Ngurah Swantha, no encontro que uma delegação da Câmara de Representantes manteve sexta-feira em Denpasar, e que se deslocou a Bali para avaliar a reacção dos dirigentes locais às medidas legais em discussão.
«Por favor não destruam o turismo de Bali. Se a lei for aprovada, nenhum turista estrangeiro entrará em Bali», salientou Tjok Sukawati, responsável da Associação de Hotéis e Restaurantes de Bali.
Notícias destas dizem-nos que não é só a Igreja católica que tem medo do mau uso do sexo. Muçulmanos, hindus e outros pensam o mesmo.
Vale a pena lembrar que a pílula anticonceptiva só foi legalizada no Japão há 4 ou 5 anos