É sempre muito triste saber que esta ou aquela pessoa que conhecíamos se suicidou. As pessoas desejam viver e ter saúde. Desejar a morte e agir pondo em causa a própria vida é estranho e sintoma de doença.
Quando alguém pensa ou diz: «Não tenho razão para viver; Não tenho vontade de viver, preferia morrer, seria um alívio». Quando alguém, de modo ainda mais claro afirma: «Qualquer dia mato-me». Ou ainda, quando alguém, levado por um estado de desespero, agiu para preparar o acto de suicídio e o suspendeu, hesitou..., tentou e não o consumou, então há que ajudar essa pessoa a ultrapassar tal crise.
Desde logo é preciso tomar consciência de que na maioria dos casos as ideias de suicídio e o suicídio são uma manifestação de várias doenças psíquicas e muito em especial da depressão. Quem tenha passado por uma crise depressiva sabe muito bem o sofrimento, as tormentas que atravessou, mesmo que outros não possam entender as situações de desespero, de desinteresse, de fraqueza, de angústia, de culpa, de desapego à existência, de desespero máximo que pode culminar no suicídio.
Alguém que sofre ou tenha sofrido uma depressão grave sabe bem que os sentimentos de desespero e as ideias de suicídio são os sintomas mais assustadores. Resiste-se a uma grave doença física, mas é preciso muito mais coragem para enfrentar e vencer o sofrimento psíquico de uma grave depressão.
As ideias de suicídio, tal como outros sintomas da depressão, podem ser tratadas. Para que possa ser ajudado/a, o seu médico ou outros profissionais da saúde deverão saber o que se passa consigo, quais os seus pensamentos e sentimentos. Só se forem convenientemente informados, por si que sofre ou por alguém que melhor sabe do que se passa consigo, poderão tomar as medidas terapêuticas necessárias, ajustar a medicação ou modificar o tratamento.
O controle adequado de uma crise depressiva, a prevenção e a atenuação dos sintomas, fazem com que volte a acreditar na vida e a viver.


